Você, com seu carrinho surrado quando o que eu quero é um passeio num carro de luxo.
Você, com seu capilar a lá qualquer um quando o que eu quero é Jim Morrison.
Você e seu jeitinho malandrinho quando o que eu quero é liderança.
Você, tão você, tão qualquer uma, tão menos eu.
domingo, 26 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
I bet
A melodia a levava, era o blues da gata desgarrada. Uma teenager com bafo de pinga. Resto do esmalte vermelho de duas semanas atrás. Luzes a seguindo, olhos fechados, fechados. Aposto que os pais dela nem sabiam o que ela fazia. Às mãos rolavam o cabelo, cabelo levemente molhado pela desastrosa falta de cuidado com o copo de vodka. Sem pensamentos. A música a guiava. Aposto que os pais dela nem sabiam que ela dançava daquele jeito. O que se chamava de pernas, cambaleavam. Ela subiu as escadas, quase caiu lá de cima. Teenager. Como era o nome daquele movimento da Terra mesmo? Translação. A translação se movia tão rapidamente, ela não tinha percebido isso antes. Montanha russa. Braços voando. Girando, girando. Destilado puro, destilado russo. Russa como seus descendentes. Miolos batidos no liquidificador. Que coisa a se fazer.
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É como se eu não conseguisse respirar.
É como se eu não tivesse nada que eu possa contar tudo.
É um vazio.
Se estou mal, fico na minha.
É tudo meu.
Mas não era pra ser tudo só meu.
Tinha que ser de outros.
Não que tivesse que sofrer tudo também, mas que pudesse só me ouvir.
Vale a pena?
É como se eu não tivesse nada que eu possa contar tudo.
É um vazio.
Se estou mal, fico na minha.
É tudo meu.
Mas não era pra ser tudo só meu.
Tinha que ser de outros.
Não que tivesse que sofrer tudo também, mas que pudesse só me ouvir.
Vale a pena?
Jess

Cara priminha. Você mesma, que choca a sociedade desde 1992, percebi o quanto você está crescendo e vejam só, seus demorados 18 anos chegaram! Aleluia, irmãos! Ninguém sabe o quão criminosas nós tivemos que ser pra te botar no meio dos 'dimaior', é... Foi pura adrenalina, leitor. Eu só queria dizer o como você é importante pra mim. E eu sou tão egoísta ao ponto de achar que ninguém quer o seu bem como eu quero. Eu meio que tomo suas dores, odeio quem te faz mal, é uma coisa meio impulsiva. Mas a verdade é que você é uma das únicas pessoas que eu posso dizer que é como a minha pessoa. Certamente com muitas diferenças de personalidade, mas em essência nós nos entendemos muito. Quem sabe ninguém entende nosso mundo interior, as nossas dores parecidas, nossos sonhos, nossas conversas filosóficas viajadas que vão desde teorias malucas sobre O Triângulo das Bermudas, passando por uma leve tensão nos papos da nossa família até nossos diagnósticos psicológicos sobre pessoas problemáticas em certos casos sem cura. E é assim que a gente sempre foi, e sempre vamos ser, cheias dos papos e conversas que não têm fim. A gente já passou por muita coisa junta, como a nossa infância excêntrica com brincadeiras doentes, momentos que passávamos trancadas por livre e espontânea vontade dentro de um quarto jogando video game semanas e semanas, nossa primeira viagem groupie com o Dhani e o Amit (aiaiai), os trotes na velha do 62, nossa adolescência conturbada com os espíritos malignos, o nosso medo pelo Apocalipse, Regan e compasso, nossas piras em filosofia, achando que não teríamos medo mais de nada a partir do momento que virássemos filósofas, nossa época MTV vidradas em clipes e ideologias rebeldes vindas da Lavigne, nosso sonho de ver a Britney dando shows, o Joel, o Taylor, o Bloom, o Depp, o Brad, o Potter, o Sparrow, o Sawyer, o Charlie e o Liam. Vidas secundárias, astrologia, milhares de músicas, uniforme dos Rolling Stones, Florianópolis, nós na MTV com a Penélope, show de um beatle, sol, 14 horas na fila, Hey Jude, Let It Be, Live and Let Die, Yesterday (melhor show da história segundo nós e o Paul McCartney), enfiar um monte de matéria na cabeça antes dos vestibulares, gin and tonic, porre, micos, passar mal, girar na cadeira de rodinhas, sonhos, Europa, Las Vegas, cassino, truco, poker, Rihenne em cima dos quadros da casa da praia (obs: e a faca na mão dela!), teoria do caos, fumaça negra, planos malucos secretos, rir do Mané, falar mal dos outros, link de letra de música identificável, violão, Supersonic, Oasis, Oasis, Oasis. Talvez seja bem no ponto Oasis que tudo começou a fazer sentido. Foi como você disse num dia desses de porre (e eu me lembro porque eu anotei!), "o Liam foi onde eu encaixei tudo", o que de fato explica tudo, parece que a gente encontrou a ideologia que a gente sempre tava procurando, esse ar diferente que a gente sempre teve, mas nunca teve coragem de mostrar pro mundo e hoje a gente consegue isso. E foi aí também que eu percebi que nós não éramos só duas primas que tinham vivido muita porcaria juntas, mas sim duas almas que aspiram pelos mesmos objetivos, de uma maneira que quando uma estiver no estado de "dude, I’m lost", a outra sabe encontrá-la ou até mesmo perdê-la mais um pouco. HAHAHAHA Acho que a gente descobriu muitas coisas juntas e acho que não estamos nem no começo. A gente só reclama da nossa vida, mas lendo esse relato todo vejo que foi tudo bem rock’n roll, certo?! Porém o fato é que we can't get no satisfaction! AHHHHHHHHHHH! Te amo muito, Jeca, muito mesmo! Ao ponto de dividir um pacote de passatempo num dia que a gente não tinha comido quase nada e que não iríamos comer por mais um bom tempo e juntar as moedinhas mais suadas que alguém pode conseguir pra comprar um copo de água e dividir em três.
PS: Talvez você seja o mesmo que eu e nós vemos coisas que eles nunca verão, eu e você vamos viver pra sempre. (por mais que você não ache que essa música é de amizade, eu acho, han u.u).
Cheers!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Marias
Então eu sou maria palheta daquelas bem sem disfarce, daquelas que já foram maria shampoo e também maria parafina, ah, surfistas!. Mas nunca maria gasolina, ah, essas são safadas, desavergonhadas, dissimuladas. E talvez eu possa ser a nova maria da vez, maria óculos de garrafa(?) que é pra ter um nerd do lado. Hmmm, marias.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Crônica
Vi essa crônica pelos becos da internet e adorei, fala sobre os Besourinhos. Mais precisamento o show do McCartney no Morumbi.
Two of Us - Rob Gordon
Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está olhando para baixo, observando algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino.
O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está tocando há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho.
– Está cheio?
– Muito.
O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, tentando captar o som que vem de baixo, de longe.
– O que ele está tocando agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que é sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está falando com a platéia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Com a gente era assim, também. Lembra no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olhe! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, acompanhando o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Você ainda se lembra da letra!
– Tem como esquecer? Aposto que você se lembra também.
– Eu me lembro de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele está afinado ainda, não?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou muito.
Ficam em silêncio mais um pouco, olhando para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A platéia esta fazendo barulho demais.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabia? Eu apenas ajudei em uns trechos.
– Está no Rubber Soul, né?
– Acho que sim. Sim.
– A platéia está cantando a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles não eram nem nascidos quando lançamos isso.
– Não sei... Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como ele sabia tocar tantos instrumentos. Isso não é normal.
That leads to your door, Will never disappear
– Qual ele está tocando agora? The Long and Winding Road?
– Sim. Veja! As pessoas estão chorando!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto dessa música – ele diz, mais para si mesmo que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos na época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer com a gente?
Verdade.
– Ele está tocando as nossas, olhe. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam junto, depois de tantos anos... A letra não está aparecendo no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais e tentando ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
I still remember how it was before, and I’m holding back the tears no more…
– Você está legal, John?
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George... Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez tivéssemos nos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todo show. E ele sabe que você está vendo. Ele não canta para a platéia, ele canta para você. É a forma que ele encontra de matar a saudade um pouco.
– Será?
– Sim. Eu senti muito sua falta antes de nos reencontramos. Olhe as pessoas lá embaixo, estão soluçando. Todos sentem sua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade da gente. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– A gente ainda era menino... Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olhe, essa é sua!
You’re asking me, my love will grow? I don’t know, I don’t know
– Eu me lembro de quando escrevi. Era difícil escrever algo com vocês ali.
– Essa música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– A gente gostava demais de você. Você era mais novo, víamos você como uma espécie de caçula.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto dessa!
– Essa é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, você sempre foi o mais roqueiro, essa música é a sua cara.
– Ele fez muita coisa boa, né?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
I read the news today oh boy, About a lucky man who made the grade...
Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, seu amigo remove os óculos rapidamente. Está chorando.
– Você sempre chora nessa.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo cantando minha parte, e eu aqui.
– Ele não está cantando sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como isso fica bonito, vendo daqui de cima.
– Espere… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é seu!
– Sim.
– O estádio inteiro está cantando! Olhe os balões de gás! As pessoas estão chorando, se abraçando.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Essa não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isso, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
But in this ever changing world in which we live in
– Eu gosto dessa também.
– Uau! Você viu aquilo, John? São fogos?
– Ficou demais, né?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que as pessoas estão cantando, agora? Hey Jude?
– Sim... Estão abraçados, cantando junto com ele.
– É engraçado, George... Eu sei que nós éramos bons... Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos shows dele, e vejo as pessoas cantando junto, chorando... Mexe demais comigo.
– Nós éramos bons, John. Você sabe disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda...
– Ainda o quê?
– Sabe, eu estava errado.
– Oi?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que você estava errado. Você sempre falou demais. Lembra aquela confusão de sermos maiores que Deus?
– Sim... Mas o sonho... O sonho não acabou nunca. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
Sorrindo, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.
– Você está com sua guitarra?
– Eu sempre estou com minha guitarra, você sabe.
– Vamos tocar um pouco?
– Qual?
– Qualquer uma. Deu saudade.
Milhões de quilômetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à platéia.
Two of Us - Rob Gordon
Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está olhando para baixo, observando algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino.
O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está tocando há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho.
– Está cheio?
– Muito.
O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, tentando captar o som que vem de baixo, de longe.
– O que ele está tocando agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que é sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está falando com a platéia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Com a gente era assim, também. Lembra no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olhe! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, acompanhando o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Você ainda se lembra da letra!
– Tem como esquecer? Aposto que você se lembra também.
– Eu me lembro de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele está afinado ainda, não?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou muito.
Ficam em silêncio mais um pouco, olhando para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A platéia esta fazendo barulho demais.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabia? Eu apenas ajudei em uns trechos.
– Está no Rubber Soul, né?
– Acho que sim. Sim.
– A platéia está cantando a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles não eram nem nascidos quando lançamos isso.
– Não sei... Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como ele sabia tocar tantos instrumentos. Isso não é normal.
That leads to your door, Will never disappear
– Qual ele está tocando agora? The Long and Winding Road?
– Sim. Veja! As pessoas estão chorando!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto dessa música – ele diz, mais para si mesmo que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos na época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer com a gente?
Verdade.
– Ele está tocando as nossas, olhe. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam junto, depois de tantos anos... A letra não está aparecendo no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais e tentando ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
I still remember how it was before, and I’m holding back the tears no more…
– Você está legal, John?
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George... Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez tivéssemos nos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todo show. E ele sabe que você está vendo. Ele não canta para a platéia, ele canta para você. É a forma que ele encontra de matar a saudade um pouco.
– Será?
– Sim. Eu senti muito sua falta antes de nos reencontramos. Olhe as pessoas lá embaixo, estão soluçando. Todos sentem sua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade da gente. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– A gente ainda era menino... Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olhe, essa é sua!
You’re asking me, my love will grow? I don’t know, I don’t know
– Eu me lembro de quando escrevi. Era difícil escrever algo com vocês ali.
– Essa música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– A gente gostava demais de você. Você era mais novo, víamos você como uma espécie de caçula.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto dessa!
– Essa é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, você sempre foi o mais roqueiro, essa música é a sua cara.
– Ele fez muita coisa boa, né?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
I read the news today oh boy, About a lucky man who made the grade...
Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, seu amigo remove os óculos rapidamente. Está chorando.
– Você sempre chora nessa.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo cantando minha parte, e eu aqui.
– Ele não está cantando sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como isso fica bonito, vendo daqui de cima.
– Espere… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é seu!
– Sim.
– O estádio inteiro está cantando! Olhe os balões de gás! As pessoas estão chorando, se abraçando.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Essa não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isso, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
But in this ever changing world in which we live in
– Eu gosto dessa também.
– Uau! Você viu aquilo, John? São fogos?
– Ficou demais, né?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que as pessoas estão cantando, agora? Hey Jude?
– Sim... Estão abraçados, cantando junto com ele.
– É engraçado, George... Eu sei que nós éramos bons... Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos shows dele, e vejo as pessoas cantando junto, chorando... Mexe demais comigo.
– Nós éramos bons, John. Você sabe disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda...
– Ainda o quê?
– Sabe, eu estava errado.
– Oi?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que você estava errado. Você sempre falou demais. Lembra aquela confusão de sermos maiores que Deus?
– Sim... Mas o sonho... O sonho não acabou nunca. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
Sorrindo, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.
– Você está com sua guitarra?
– Eu sempre estou com minha guitarra, você sabe.
– Vamos tocar um pouco?
– Qual?
– Qualquer uma. Deu saudade.
Milhões de quilômetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à platéia.
sábado, 4 de dezembro de 2010
-
Não sei o que está acontecendo, mas parece que de uns tempos pra cá eu ando meio desligada, sabe? Eu não sei de onde isso vem, mas é um sentimento como se...como se os dias todos passassem a minha volta e eu não atravessasse os dias, entende? Talvez algo como se eu estivesse sempre dormindo. Fora de tudo. E tudo que eu ando com vontade de fazer é dormir. Mas esse dormir me aborrece, me deixa triste. Dói. É como se eu estivesse tão indiferente que nada me atingisse. É como se alguém se declarasse ou me humilhasse e não fizesse diferença nenhuma. E é uma coisa que parece que eu não paro pra pensar no que eu estou fazendo, e porque eu estou fazendo, e porque eu queria mesmo fazer. Talvez isso seja normal, não sei das outras pessoas. É normal isso de passar a vida na inércia? Ou se é alguma patologia não se agarrar a nada? E não é que nada acontece, mas parece que acontece pouca coisa em muito tempo, entende? Quando eu escrevo é porque acontece, caso contrário, fica tudo em branco. E se eu tenho uma manada de textos escritos, eu também tenho muito mais ou textos não escritos. Só de silêncios, reticências. Talvez então fosse porque eu sentia demais e isso era um vício. Agora eu não sinto e quem sabe isso é rotina. E quando olho as páginas passadas só me vejo amando, odiando, vivendo. Mas já faz tanto tempo. Que eu tenho medo que as canções e poemas não façam mais nenhuma diferença.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Myths
Estranhos heróis e moldes quebrados. Vai ver os mitos e lendas morreram. E aquilo que nós amávamos, aquela dimensão extra que nos oferecia a ilusão de um possível infinito próximo pra apagar um pouco das manchas dos erros que a gente tinha, se acabou. Ou não? Perto de ir pra outra dimensão, Desirreé? Faltam quantos dias? Vai sentir aquilo de ter habitado, e bem vivo, aquele espaço de tempo e de mundo que não foi possível? Fosse lá o que fosse. Estranhas recordações daquele tempo não vivido. Estar lá, seja só de alma mesmo. Eu sei que vou. Que delirante.
Honest
'Feliz', fico murmurando, tentando pronunciar essa palavra. Mas essa é uma daquelas palavras como 'amor', que eu nunca entendi. A maioria das pessoas que dizem essas palavras por aí, não têm muita fé nelas, e eu não sou nenhuma exceção. Especialmente essas principais como: feliz e amor e honesto e forte. Elas são tão esquivas, tão relativas quando você as pára para analisar. Digo, pequenas palavras como: barato e falso e procrastinar. Eu me sinto em casa é com essas. Porque elas são tão magricelas, tão rasas e fáceis de dizer. O problema é que as super's palavras são resistentes e também levam consigo vários discípulos ou um babaca pra usar elas sem nenhuma fé e confiança.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
It's a stange world...
É um mundo estranho...um senhor fez 90 anos, ganhou na loteria e morreu, outros planejaram uma festa de casamento ao ar livre mas choveu. Quem sabe? Se realmente é fato, céu e inferno, deveríamos saber com certeza que o inferno deve ser uma versão lotada de qualquer cidade bonita, talvez Curitiba, um lugar limpo, iluminado, cheio de luz e brometos, carros rápidos onde tudo parece vagamente feliz, exceto para aqueles que sabem o que está faltando em seus corações... É loucura dirigir devagar quietamente por dentro de um terminal bagunçado que tem por finalidade aquela coisa que você mais quer mas não está lá. Falta. Hora de voltar. Não tenho, vá com Deus. Pegue o que você puder.
Talvez não exista céu. Ou talvez seja apenas tudo puro rabisco. Um produto de uma imaginação demente de um caipira do interior, bêbado e preguiçoso com o coração cheio de ódio dos que encontraram um lugar lá fora, onde as asas realmente voam. Pra dormir tarde, se divertir, ficar selvagem, beber álcool e dirigir rápido em uma estrada vazia com nada na cabeça, exceto o fato de se apaixonar por ser completamente sem noção.
Deixe os bons tempos chegarem, filhos!
By: Desirreé
Talvez não exista céu. Ou talvez seja apenas tudo puro rabisco. Um produto de uma imaginação demente de um caipira do interior, bêbado e preguiçoso com o coração cheio de ódio dos que encontraram um lugar lá fora, onde as asas realmente voam. Pra dormir tarde, se divertir, ficar selvagem, beber álcool e dirigir rápido em uma estrada vazia com nada na cabeça, exceto o fato de se apaixonar por ser completamente sem noção.
Deixe os bons tempos chegarem, filhos!
By: Desirreé
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Clean
O que aconteceu com ela? Essa cara toda feliz aí, eu hein, ganhou na loteria? Vai viajar? Qualé? Conta! Conta!
Nem é nada não. É um sentimentozinho assim tão leve às vezes, só isso. Um tempinho horroroso pra curtir sozinha, comer um doce, assistir de novo aquele filme delicioso, depois ouvir o meu soundtrack e dormir como uma rainha. Uma mente limpa e despreocupada, sem problema, sem chororô, sem gente chata.
Nem é nada não. É um sentimentozinho assim tão leve às vezes, só isso. Um tempinho horroroso pra curtir sozinha, comer um doce, assistir de novo aquele filme delicioso, depois ouvir o meu soundtrack e dormir como uma rainha. Uma mente limpa e despreocupada, sem problema, sem chororô, sem gente chata.
=P
A Ju! Minha amiguinha tão nova no pedaço mas tão minha amiga =,)
Eu sei que a gente quer mesmo é sair daquele cursinho insuportável e sumir pelo mundo, mas enquanto a gente tiver uma do lado da outra nesse tempo chato, fica tudo mais legal. ♥
"Apenas um pedaço de duas vidas que correram paralelas por algum tempo, com aspirações em comum e com sonhos parecidos." Che Guevara.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sexo frágil rs
Homens. Nunca falei sobre esse assunto no meu blog porque tenho medo de falar disso. É meio polêmico. Mas daí eu e a Rafa estávamos pensando em fazer um blog pra criticar a população masculina e fiquei com vontade de escrever sobre eles. Eu juro que tem muito homem que tem medo de mim. Cara, eu não sei, entende?! Não sei quais são os critérios dos homens em terem medo de algumas mulheres. Geralmente é quando a mulher é Maria-João e tal, daí eles sentem receio. Mas de mim? Sei lá, eu não me acho nem um pouco Maria-João HAHAHAHAHAA. Ta bem que aparentemente eu devo ser meio fria ou não parecer me importar, mas quando eu gosto mesmo, aaaaaah, eu gosto mesmo! E nem sou toda essa bicho-papona aí.
Eu sou uma pessoa complicada, sou ciente disso. Eu sei que demora pra eu digerir as pessoas eu sou meio lerda e tal. Não gosto de qualquer um. Sei também que as minhas demonstrações de afeto são meio malucas, CLAAAAARO que eu gosto de melações, mas também gosto de coisas mais pimentinhas.
Acho muito chato o tipo de homem babão. Blergh! Aquele que perde a personalidade e se torna tudo que a namorada gosta, as opiniões dela são as dele, se ela ouve Jonas Brothers, ele também ouve. Cara, tenha personalidade, por favor! Ai, que nojo! Conheço muito casal assim, dá vontade de vomitar. Também não gosto de homem frio demais, me irrita, perde totalmente a magia das coisas. Tem que ser o meio termo, entende?! O cara que sabe brincar e sabe ser romântico sempre. Tem que ser metade bobeira e metade seriedade. E tem que me passar exclusividade total também, odeio dividir a 'pessoa amada' fisicamente e quem dirá sentimentalmente. Mas os homens são burros. Gosto deles, mas são burros. Quando têm que insistir eles desistem, quando não têm que insistir os babacas continuam. E também é péssimo o tipo de guri que quer fazer 'ciuminho' e começa atirar pra todos os lados pra impressionar ou chamar a atenção da amada achando que assim ela vai morrer de amores. Não, meu filho, assim ela só vai te achar um galinha mór.
Mew, é muito fácil saber quando uma guria não está a fim de você. Ela simplesmente vai te tesourar mesmo, vai te ignorar, não vai rir das suas piadas, não vai prolongar assuntos, não vai se interessar pela sua vida. Mas não confunda o "ignorar" com, por exemplo, não tomar a iniciativa de falar com você. É diferente. Mulher gosta que os homens corram atrás! Nem vem dizer que não, eu, por exemplo, atribuo muitos pontos para os dedicados. Homem que acha que pode, que acha que é "o rei da cocada preta", não é um pingo carinhoso e nem dedicado, tadinho! Fica aí, mané, chupando dedo. Alguns ainda não aprenderam que mulher se ganha pelo papo, filho, não pela sua aparência. CLAAAAARO que você não vai ser um porco fedido, mas não precisa ser lindo pra ganhar uma "gata".
Mas também, já que to falando de homens, vou falar de algumas mulheres babacas. Odeio aquelas gurias que fazem doce se estão a fim do guri. "Ai, hehe, não estou afim de você", mas no fundo está. Isso me irrita. O que ela acha? Que o guri tem que se humilhar? Pisar neles? TOSCAS. Também não é assim, querida. Se você ta afim do guri, vá em frente, pára de doce. Ok, "charminho" é uma coisa legal e tal, faz parte! Mas acorde pra vida. ¬¬ Eu não sou fresca assim. Se eu to afim, amém. Se não, não to.
Amoooooooo criticar homens e mulheres, meu assunto preferido é criticar qualquer coisa que me interesse. Certo que voltarei pra falar mais sobre isso no meu blog e da Rafa "Horror e Pesadelo", coming soon.
Cheers!
Eu sou uma pessoa complicada, sou ciente disso. Eu sei que demora pra eu digerir as pessoas eu sou meio lerda e tal. Não gosto de qualquer um. Sei também que as minhas demonstrações de afeto são meio malucas, CLAAAAARO que eu gosto de melações, mas também gosto de coisas mais pimentinhas.
Acho muito chato o tipo de homem babão. Blergh! Aquele que perde a personalidade e se torna tudo que a namorada gosta, as opiniões dela são as dele, se ela ouve Jonas Brothers, ele também ouve. Cara, tenha personalidade, por favor! Ai, que nojo! Conheço muito casal assim, dá vontade de vomitar. Também não gosto de homem frio demais, me irrita, perde totalmente a magia das coisas. Tem que ser o meio termo, entende?! O cara que sabe brincar e sabe ser romântico sempre. Tem que ser metade bobeira e metade seriedade. E tem que me passar exclusividade total também, odeio dividir a 'pessoa amada' fisicamente e quem dirá sentimentalmente. Mas os homens são burros. Gosto deles, mas são burros. Quando têm que insistir eles desistem, quando não têm que insistir os babacas continuam. E também é péssimo o tipo de guri que quer fazer 'ciuminho' e começa atirar pra todos os lados pra impressionar ou chamar a atenção da amada achando que assim ela vai morrer de amores. Não, meu filho, assim ela só vai te achar um galinha mór.
Mew, é muito fácil saber quando uma guria não está a fim de você. Ela simplesmente vai te tesourar mesmo, vai te ignorar, não vai rir das suas piadas, não vai prolongar assuntos, não vai se interessar pela sua vida. Mas não confunda o "ignorar" com, por exemplo, não tomar a iniciativa de falar com você. É diferente. Mulher gosta que os homens corram atrás! Nem vem dizer que não, eu, por exemplo, atribuo muitos pontos para os dedicados. Homem que acha que pode, que acha que é "o rei da cocada preta", não é um pingo carinhoso e nem dedicado, tadinho! Fica aí, mané, chupando dedo. Alguns ainda não aprenderam que mulher se ganha pelo papo, filho, não pela sua aparência. CLAAAAARO que você não vai ser um porco fedido, mas não precisa ser lindo pra ganhar uma "gata".
Mas também, já que to falando de homens, vou falar de algumas mulheres babacas. Odeio aquelas gurias que fazem doce se estão a fim do guri. "Ai, hehe, não estou afim de você", mas no fundo está. Isso me irrita. O que ela acha? Que o guri tem que se humilhar? Pisar neles? TOSCAS. Também não é assim, querida. Se você ta afim do guri, vá em frente, pára de doce. Ok, "charminho" é uma coisa legal e tal, faz parte! Mas acorde pra vida. ¬¬ Eu não sou fresca assim. Se eu to afim, amém. Se não, não to.
Amoooooooo criticar homens e mulheres, meu assunto preferido é criticar qualquer coisa que me interesse. Certo que voltarei pra falar mais sobre isso no meu blog e da Rafa "Horror e Pesadelo", coming soon.
Cheers!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
É uma coisa assim como um "no mais, só isso", um the end de filme de drama, um apocalipse da bíblia, um PUFT!, um game over, um pereceu, um "ele já não está mais entre nós", um "that’s it!", um "nada do que foi será do jeito que já foi um dia", uma viagem pro triângulo das Bermudas, entende? É isso aí, acabou, já era, nunca mais.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Carmesim
O que sinto nessas canções é igual um sorvete derretendo, uma manteiga espalhando suavemente no pão, é um chão macio, carmim, um beijo lento, é suco de açaí, tem sabor leve e forte. Então vem embalar esse sonho comigo que eu te mostro a coisa mais doce.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Hm
E se de repente eu e eles fossemos pra outro mundo?
Sinapses leeeentas, leeeeeentas, leeeentas
Hm...
Sinapses rápidasrápidasrápidasrápidasrápidas!
Hm...
Sem sinapses? Vejo campos de morango.
Sinapses leeeentas, leeeeeentas, leeeentas
Hm...
Sinapses rápidasrápidasrápidasrápidasrápidas!
Hm...
Sem sinapses? Vejo campos de morango.
Se, pelo menos, você me desse uma dica. Uma dica pra eu te encontrar. Um endereço talvez ou até mesmo um lugar que eu possa ir. Meu vazio é tão “always”, na verdade nem sei se conheço mesmo o vazio, meu bem, já que não conheço o complemento total. Onde você está, Complemento Total? Porque você me fez aquelas promessas? A gente nem nunca se viu, nem nos conhecemos. Qual é seu nome? Vou te chamar de Songbird, que tal? Songbird e eu. Ah, quando você chegar...a gente vai fazer TANTA coisa! Um tantão de coisas que eu planejei! Eu tenho tudo na cabeça, Songbird! Não sei onde é que a gente vai se conhecer, mas nem espero nada de épico. Nada de pôr-do-sol’s, não! Essas coisinhas poéticas já estão no meu plano master. O meu plano master, te contei?! É, eu tenho um, e você está incluído nele. O que? Você quer que eu te conte o que tem nele? Nana-nina-não! É segredinho meu...Ok, ok, Songbird! Como você faz drama. Tsc. Vou te contar só o básico, ok?! Eu e você e o nosso amor de mãos dadas. Eu e você no pôr-do-sol, no luar, na neblina, no sol e no nublado. Eu e você no café da manhã, nos jantares a luz de vela. Eu e você pintando sorrisos em palavras um do outro. Eu e você em sintonia. Eu e você e todos nossos segredos secretos divididos. Eu, você e o nosso código de comunicação exclusivo. Eu e você me levando pros lugares que ninguém mais conhece. Eu e você no meio da galera, tão unidos, tão “só um” e insuportáveis por nos trancar numa bolha do nosso mundo. Eu e você, paixão avassaladora, depois a sorte de um amor tranqüilo. Você impregnado na minha família, eu na sua. Eu e você curtindo a lentidão das sinapses, depois curtindo a rapidez delas. Eu e você dançando nossa música lenta, um blues bem romântico, na sala do meu apartamento só com o abajur aceso. Eu e você e nossos beijos calmos. Eu e você na Europa. Eu, você e os nossos sonhos possíveis e impossíveis. Eu e você rindo dos nossos defeitos. Eu e você varando a noite e cantando um rock’n roll. Eu, você e os nossos amigos unidos sempre! Eu e você: melhores amigos. Eu e você, o refúgio um do outro. Eu e você seguros. Eu, você e as nossas briguinhas às vezes pra distrair. Eu e você escondidos dentro de casa nos domingos chuvosos. Eu, você e o padre no altar. Eu, você e o nosso bichinho de estimação. Eu e você escolhendo nomes. Eu, você e os nossos cromossomos entrelaçados, quem sabe um bebê. Eu e você: família. Eu e você parceiros financeiros! Eu e você em tudo. Eu e você viajando nas férias. Eu e você velhinhos. Eu e você no céu. Eu e você agora, sempre, depois e pra sempre. Mas...eu e você quando, Songbird? Porque você não aparece pra me conhecer? O Wilde disse que se você não demorar muito, eu posso te esperar pela vida inteira. Eu sou você, você é eu. Eu e você sempre na minha cabeça.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Oito ou oitenta?
O pior de tudo é não saber o que se sente. Não saber definir e não ter opiniões. Odeio quando eu não consigo ser ‘oito ou oitenta’. Odeio quando eu fico em cima do muro. Se gosto mais de uma coisa ou se gosto mais de outra. Se quero aquilo ou se quero isso. To assim com várias coisas. “/ e eu sou muito paranóica, fico pensando nas minhas escolhas, “será que isso vai me levar aonde? Será que eu to escolhendo certo?”. O duro é que as minhas escolhas de ultimamente são tão sérias que eu não estou mais agüentando. Não gosto disso. Queria deixar o vento me levar, deixar tudo pra que a vida se decida, mas não consigo. Eu só penso nessas coisas. Ta muito ruim, bem é isso. To sem saco pra escrever bonito, ta tudo capenga, nem to revisando o que escrevo, se ta certo, errado.
Algumas coisas eu queria mesmo, sabe?! Queria mas não posso, eu sinto que é errado então eu escolho a outra coisa mas não era o que eu queria e é isso aí, entende?
Nesses tempos to tento que decidir até entre vida e morte, se você quer saber. Não minha, mas eu sei que a última palavra sobre certas coisas vai ser minha, não quero decidir isso, não quero.
Algumas coisas eu queria mesmo, sabe?! Queria mas não posso, eu sinto que é errado então eu escolho a outra coisa mas não era o que eu queria e é isso aí, entende?
Nesses tempos to tento que decidir até entre vida e morte, se você quer saber. Não minha, mas eu sei que a última palavra sobre certas coisas vai ser minha, não quero decidir isso, não quero.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010

" 'O filme começa dentro de 5 minutos'. Disse a voz em off. 'Quem não tem lugar, tem que esperar a próxima sessão'. Entrando na sala com calma devagar. A sala era enorme e silenciosa. Quando nos sentamos e apagaram as luzes a voz disse: 'O espetáculo de hoje não traz nada que vocês não conheçam, você está vendo este show constantemente, viram o nascimento, a morte e a vida e talvez se lembrem do resto. Vocês divertiram-se antes de morrer? Dá pra fazer um filme?' "
(The Doors)
Me arrepio com esse filme! *-*
Chega, chega de inventar histórias e personagens, Desirreé. Chega de metaforizar cheiros, sentimentos, gestos. Chega. Talvez tudo isso tenha perdido a graça e meus personagens estão todos picolés-de-chuchu, sem sal e sem açúcar. Ah, é que eles não têm mais emoção já que meus sentimentos andam tão fracos e rasos. Então chega! Não to mais a fim de supervalorizar meus batimentos cardíacos enfeitando eles com paixões, porque na real, eles não passam de batimentos cardíacos, ficarei só com o sistema parassimpático. Não to mais afim de palavras bem colocadas e da magia que a vida é. Vai ficar tudo sem graça? Que fique. Indiferença: incolor, inodora e insípida. Que tal?! Nada no coração a não ser o átrio direito e esquerdo, sangue, veias, aorta, ventrículos e as valvas. Não sei como é que um poema se sustenta de coração vazio, ou só com o átrio direito e esquerdo, sangue, veias, aorta, ventrículos e as valvas. Como é que é?
(...)
(...)
(...)
(...)
Não dá pra criar sentimentos só pra tudo parecer poético. Acho que vou ficar com a vida, doce e amarga. Chega de historinhas coloridas. A vida é isso aí, uma foto preta e branca, mermão. (lá vou eu fazendo metáforas de novo...)
(...)
(...)
(...)
(...)
Não dá pra criar sentimentos só pra tudo parecer poético. Acho que vou ficar com a vida, doce e amarga. Chega de historinhas coloridas. A vida é isso aí, uma foto preta e branca, mermão. (lá vou eu fazendo metáforas de novo...)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Yellow ♥
Eu queria que você falasse a minha língua pra saber o que você ta sentindo, pra que você pudesse-me dizer aonde é que dói pra eu tentar te ajudar. Você sabe que eu faria qualquer coisa pra te ajudar, tudo o que eu pudesse mesmo! Porque meu amor por você é tão puro e incondicional que não se mede. Hoje eu não tenho palavras bonitas e nem estou poética, eu só estou triste. To triste porque o meu melhor amigo, uma parte de mim, da minha vida ta ameaçando a me deixar. Sabe, eu não sei como vai ser sem você, eu não consigo pensar. Quando eu penso nisso eu logo mudo de assunto porque isso me dói tanto. Apesar de você não falar português e nem outra língua humana, eu vejo nos seus olhinhos, nos seus gestos, talvez você esteja pedindo pra acabar com tudo isso logo, mas eu sou egoísta, eu te quero aqui pra sempre! Porque é que você tem que querer ir antes de mim? Você é o meu pequenino pra sempre, entende? O meu “Djoey”, meu “Buni”, meu “Nico”, meu “July”, meu “Caramix” e mais trezentos e tantos apelidos e vozezinhas fininhas e inventadas pra falar com você. Sem você como é que vai ser? Quem é que vai latir na porta pedindo comida? Soltar aquelas respirações fortes avisando que você ta ali? Ficar rebolando e pulando toda vez que eu chego em casa? Quem é que vai me avisar que tem algum amigo meu chegando ou dar o maior trabalho fugindo rebeldemente pra fora do portão? Quem é que eu vou brincar de xingar? Quem é que vai perceber quando eu estiver triste e ficar do meu lado sem dizer nada, só esfregando a cabeça na minha mão? Como é que vai ser sem ter mais as suas travessuras pra contar pras pessoas? Pra quem é que eu vou compor músicas?
Você sabe, eu já te disse, uma das minhas músicas preferidas é Yellow do Coldplay. Eu sempre achei essa música a coisa mais linda, um sentimento de junção de todas as coisas puras e iluminadas, felizes, brilhantes e alegres resumidas em uma só palavra: Yellow. E eu achava que essa música não poderia ser dedicada a ninguém que você não achasse Yellow mesmo, que te passasse só esses sentimentos mais belos, por isso eu nunca consegui dedicar ela a ninguém, mas daí eu pensei que o único serzinho que merecia essa canção era você, Six.
"Olhe as estrelas, veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz. Sim, e as estrelas eram todas amarelas. Eu escrevi uma canção pra você e pra tudo o que você faz. A canção se chamava Yellow. (...) Você sabe, você sabe que eu te amo tanto e muito. (...) eu superei barreiras por você, que coisa a se fazer, uh?! Porque você era todo Yellow. (...) Sua pele, sua pele e seus ossos se transformaram em algo bonito e você sabe que por você eu daria todo meu sangue. (...) É verdade, veja só como as estrelas brilham pra você, veja como elas brilham! Veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz."
Você sabe, eu já te disse, uma das minhas músicas preferidas é Yellow do Coldplay. Eu sempre achei essa música a coisa mais linda, um sentimento de junção de todas as coisas puras e iluminadas, felizes, brilhantes e alegres resumidas em uma só palavra: Yellow. E eu achava que essa música não poderia ser dedicada a ninguém que você não achasse Yellow mesmo, que te passasse só esses sentimentos mais belos, por isso eu nunca consegui dedicar ela a ninguém, mas daí eu pensei que o único serzinho que merecia essa canção era você, Six.
"Olhe as estrelas, veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz. Sim, e as estrelas eram todas amarelas. Eu escrevi uma canção pra você e pra tudo o que você faz. A canção se chamava Yellow. (...) Você sabe, você sabe que eu te amo tanto e muito. (...) eu superei barreiras por você, que coisa a se fazer, uh?! Porque você era todo Yellow. (...) Sua pele, sua pele e seus ossos se transformaram em algo bonito e você sabe que por você eu daria todo meu sangue. (...) É verdade, veja só como as estrelas brilham pra você, veja como elas brilham! Veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz."
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Panaco é quem faz panaquices
Ele era um panaquinha. Não, ele não era um panaquinha, talvez ele fosse mesmo um panacão. É, assim é que vou te chamar, de: Panaco. Te chamarei assim, Panaco porque essa é a sua palavra. Você tem outras sim, claro, mas essa em especial.
Panaco, você não sabe o quão você é engraçado. Eu queria te dar um nariz de palhaço bem vermelhinho porque daí você ia assumir a sua real forma. Eu não sei o que você tem, você nem faz piadas tão engraçadas assim mas...eu acho que eu curto mesmo é o seu humorzinho inglês. A verdade é que a gente só conversava sobre assuntos sem noção. Eu não sei por que estou escrevendo no passado já que você é o presente. Mas acho que no passado fica mais poético, pois não: ele ERA diferente. Vai ver era barbinha dele juntada com o a magrelice. Não, nem era só isso. Acho que também tinha outros ingredientes, mais ou menos assim:
- duas colheres de criatividade
- duas xícaras de poção-sem-noção
- um dente de vegetal do riso
- uma colher de bondade e duas de maldade
- uma pitada de elemento X, não identificado que dá todo o sabor ao Panaco.
É isso, bata tudo no liquidificador e bote pra assar. E não esquecer! Untar a forma com óleo de peroba (para cara-de-pau), hehe.
Mas falando sério, Panaco, você não sabe o quão amável você é (lembra?). Poucas pessoas têm o poderzinho de me fazerem se sentir bem tão depressa e parece que você tem todo o poder! Ahá! E parece que você veio ao mundo pra iluminar o caminho das pessoas mesmo! Eu sei, eu sei, eu nunca te falo isso, a gente quase nunca fala sério, mas é isso, entende? Eu falo que você é mal e blá blá mas não tem nada a ver. Eu te acho uma pessoa realmente especial. Eu quero ser igual você quando eu crescer! Você consegue ser moleque e maduro ao mesmo tempo, comoassim? Nunca pare de escrever picado, por favor. Eu não agüentaria ficar sem a minha irritação, ansiedade e angústia em esperar pra ler suas histórias enigmáticas. E a gente vai levando essa coisa de ser do bem e do mal, mas no fundo você sabe que você é o vilão e eu a mocinha, HÁ!
Ah, Panaco, you rock my world! =D
Panaco, você não sabe o quão você é engraçado. Eu queria te dar um nariz de palhaço bem vermelhinho porque daí você ia assumir a sua real forma. Eu não sei o que você tem, você nem faz piadas tão engraçadas assim mas...eu acho que eu curto mesmo é o seu humorzinho inglês. A verdade é que a gente só conversava sobre assuntos sem noção. Eu não sei por que estou escrevendo no passado já que você é o presente. Mas acho que no passado fica mais poético, pois não: ele ERA diferente. Vai ver era barbinha dele juntada com o a magrelice. Não, nem era só isso. Acho que também tinha outros ingredientes, mais ou menos assim:
- duas colheres de criatividade
- duas xícaras de poção-sem-noção
- um dente de vegetal do riso
- uma colher de bondade e duas de maldade
- uma pitada de elemento X, não identificado que dá todo o sabor ao Panaco.
É isso, bata tudo no liquidificador e bote pra assar. E não esquecer! Untar a forma com óleo de peroba (para cara-de-pau), hehe.
Mas falando sério, Panaco, você não sabe o quão amável você é (lembra?). Poucas pessoas têm o poderzinho de me fazerem se sentir bem tão depressa e parece que você tem todo o poder! Ahá! E parece que você veio ao mundo pra iluminar o caminho das pessoas mesmo! Eu sei, eu sei, eu nunca te falo isso, a gente quase nunca fala sério, mas é isso, entende? Eu falo que você é mal e blá blá mas não tem nada a ver. Eu te acho uma pessoa realmente especial. Eu quero ser igual você quando eu crescer! Você consegue ser moleque e maduro ao mesmo tempo, comoassim? Nunca pare de escrever picado, por favor. Eu não agüentaria ficar sem a minha irritação, ansiedade e angústia em esperar pra ler suas histórias enigmáticas. E a gente vai levando essa coisa de ser do bem e do mal, mas no fundo você sabe que você é o vilão e eu a mocinha, HÁ!
Ah, Panaco, you rock my world! =D
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
With a little help from my friends
Olhando pros meus amigos empilhadinhos na minha mente, como eles são bonitos e inteligentes. Tão inteligentes. Sejam aqueles doces, aqueles loucos, aqueles quietinhos e até os mais engraçados. Eles são tão legais, leitor, mas tããão legais. Fico pensando como é que eles me suportam. MELDELS! Como é que eles me agüentam? Penso que eu ficaria melhor sendo amiga daquele cachorrinho da rua, seria mais fácil. Uns bichinhos primitivos, aquele sem entender de palavras. Sem palavras. O amor fora da sociedade, das horas marcadas, das distâncias filhas-da-mãe. Uns olhinhos lânguidos e pêlos sujos. Olho pra esses meus amigos e tenho vontade de chorar, eles são tão surreais. E eu tão blasé, tão “nem aí”. Olho pra vocês, amigos, e quero pedir desculpas. Eu amo vocês. Vocês sabem que sim. Vocês são meu tudo e meu nada e dá-lhe Raul. Eu vou olhando assim pra vocês, amigos e tentando ser como vocês. Bonitos e tão inteligentes. Então me desculpem, é que eu sou um cachorrinho da rua. Olhinhos lânguidos. Pêlos sujos.
By: Desirreé
By: Desirreé
Não é que eu sou boazinha e muito menos quero parecer. Não é que eu aprecie todas as filosofias bonitinhas e quero bancar aquela tal que aprecia a essência e blá blá. Juro que não tem nada a ver com isso. Mas é que eu acho as pessoas bonitas pelo que elas são por dentro, de verdade! Já conheci muita gente que eu achava desprovida de beleza e que depois de um tempo, uau! “Mas como Fulano (a) é bonito (a), né?”. E também tenho que confessar que já achei muita gente bonita e que depois de um tempo, puft! Que nojinho. Essas coisas são engraçadas. Qualquer um diria que sou louca em achar certas pessoas bonitas. Mas eu acho. Pessoas tornam-se feias ou bonitas constantemente na minha cabeça.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Tadinha!
Estou preocupada com você, pequena Angel. Não sei o que está acontecendo, a sua pressa de querer as coisas tão depressa está te deixando louca! Não precisa apelar. Eu sei, eu sei, você quer provar o quanto você é "importante" agora, provar e divulgar que as escolhas que você fez deram certo, normal. "Normal" entre aspas, tendo em vista de que eu menti pra você, pequena Angel. É, me desculpe. Foi só no começo, juro! É que você era tão angelical, eu tinha tanta piedade da sua vida escura e cheia de teia de aranha que eu menti pra você. Você precisava de colo, pequena Angel, e eu te dei por pura diversão, eu te enfeitava com histórias que ninguém, se não eu, li em você, sabe?! Mas daí eu gostei de você e daí a gente se divertia juntas. Mas sinto-lhe em dizer, na verdade o seu encanto acaba onde eu decido por o ponto final. Eu te fiz acreditar que você era bonita mesmo, de como você era inacreditável, poderosa, criativa, amável, sen-sa-ci-o-nal, e blá blá, mais um monte de adjetivo. Eu errei... Como pude? Oh céus! Pequena Angel e a mente confusa. Amiga, agora você está sozinha no mundo, enganada e perdida. E nada parece tão bonito quanto ao mundo de confetes que eu te coloquei. Mas agora você não entende o porquê. Aí fora desse mundo é tão estranho, né?! As pessoas não concordam com tudo aquilo que você pensou que era. Você nem é tão mágica assim. Desculpe, eu só quis ajudar, juro!
By: Desirreé
By: Desirreé
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Nem sei pensar.
Peraí! É só uma inspiração. Nada demais.
É que assim, eu não penso, eu só sinto. Sinto, sinto, sinto.
Os meus pensamentos não são nada além de sentimentos.
E digo que agora estou pensando com meus cinco sentidos.
Penso com o olfato, com o tato, com o paladar com a visão, e com o outro “ão”, a audição. Hihi.
Ouvir música é sentir as minhas filosofias de vida baratinhas.
Baratinhas, porém minhas.
Pensar é saborear aquele chocolate amargo. Hm, que delícia!
E daí eu te falo, nem penso em amor e nem sinto ele.
Não acredito em amor porque nunca vi mais gordo.
Que eu saiba ele não chegou a mim e disse "Hey, prazer, sou o Amor, e você?"
Eu não te conheço, Amor. Você nem foi educado em se apresentar a mim. Tsc tsc.
Mas daí, não sei quem me disse que o amor está nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços, nos impulsos. E até nas amizades.
Até nas amizades? =O
Então, estou errada!
Pois acredito nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços e nos impulsos!
E se o amor está neles, eu acredito no amor.
Eu acredito no amor todos os dias. Então eu sempre acreditei.
E se o amor é música, palavra, sorriso, olhar, abraço e impulso, eu sou toda amor.
Sou amor e nada mais.
By: Desirreé
É que assim, eu não penso, eu só sinto. Sinto, sinto, sinto.
Os meus pensamentos não são nada além de sentimentos.
E digo que agora estou pensando com meus cinco sentidos.
Penso com o olfato, com o tato, com o paladar com a visão, e com o outro “ão”, a audição. Hihi.
Ouvir música é sentir as minhas filosofias de vida baratinhas.
Baratinhas, porém minhas.
Pensar é saborear aquele chocolate amargo. Hm, que delícia!
E daí eu te falo, nem penso em amor e nem sinto ele.
Não acredito em amor porque nunca vi mais gordo.
Que eu saiba ele não chegou a mim e disse "Hey, prazer, sou o Amor, e você?"
Eu não te conheço, Amor. Você nem foi educado em se apresentar a mim. Tsc tsc.
Mas daí, não sei quem me disse que o amor está nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços, nos impulsos. E até nas amizades.
Até nas amizades? =O
Então, estou errada!
Pois acredito nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços e nos impulsos!
E se o amor está neles, eu acredito no amor.
Eu acredito no amor todos os dias. Então eu sempre acreditei.
E se o amor é música, palavra, sorriso, olhar, abraço e impulso, eu sou toda amor.
Sou amor e nada mais.
By: Desirreé
domingo, 29 de agosto de 2010
Adalberto Luciano era seu nome. Não sabíamos por que diabos um nome tão brega. Onde já se viu colocar dois nomes fortes um do lado do outro? Coisa feia. Tá okay, o nome dele não tem nada a ver com o conteúdo da história, mas digo que como autora eu fiquei impressionada com a atitude da mãe do Adalberto Luciano com esse nome! Sim, eu também inventei a mãe do Adalberto e o Adalberto também! Mas eita nominho, hein, dona mãe do Adalberto Luciano. Enfim, o caso é que numa certa parte da vida do Adalberto ele só estava tentando arduamente borboletar o estômago pra viver novas aventuras amorosas, sabe?! Pra passar o tempo, pra esquecer as amarguras. Conheceu uma rapariga bem bonitinha. Adalberto a questionava discretamente, assim, como quem não quer nada sobre as artes do mundo. Ela com o copo de cerveja na mão só respondia:
Ela - “Cheiqui, quem?”
Ele – Erh...Shakespeare. Já leu Romeu e Julieta?
Ela já tinha visto o filme ou algo parecido. Ela dizia não saber quem era Morrison não, perguntava se era aquele que tinha morrido afogado com o vômito. Não sabia o que era croissant, quem tinha sido Hitler, “Imagine” era mesmo uma música? Oscar Niemeyer era um velhote de sei lá onde e nunca tinha ouvido falar de Godfather. Ele mudou de assunto. Partiu para o contato físico pra ver se compensava toda aquela falta de saber. A beijou. Ela tinha gosto de transparência, mas ah, era mulher e ele estava pegando! Passaram-se umas semanas eles sempre se encontravam, cada vez mais distantes, no final de cada beijo o silêncio dizia olá. Ele voltou para casa, nunca mais a ligou. Era tudo tão raso, tão superficial.
Ela - “Cheiqui, quem?”
Ele – Erh...Shakespeare. Já leu Romeu e Julieta?
Ela já tinha visto o filme ou algo parecido. Ela dizia não saber quem era Morrison não, perguntava se era aquele que tinha morrido afogado com o vômito. Não sabia o que era croissant, quem tinha sido Hitler, “Imagine” era mesmo uma música? Oscar Niemeyer era um velhote de sei lá onde e nunca tinha ouvido falar de Godfather. Ele mudou de assunto. Partiu para o contato físico pra ver se compensava toda aquela falta de saber. A beijou. Ela tinha gosto de transparência, mas ah, era mulher e ele estava pegando! Passaram-se umas semanas eles sempre se encontravam, cada vez mais distantes, no final de cada beijo o silêncio dizia olá. Ele voltou para casa, nunca mais a ligou. Era tudo tão raso, tão superficial.
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Tsc Tsc
Desirreé gosta de cheiros doces, doces não muito doces, cantarolar e sonhar.
Desirreé gosta de coisas que não se encaixam, gosta de pimentas metafóricas e ter em quem confiar.
Desirreé gosta de fotos desbocadas, músicas com pegada e grita quando quer ser ouvida.
Desirreé gosta de ser irritada por garotos, gosta de rock e não sabe dançar em toda sua vida.
Desirreé gosta de passar horas escrevendo coisas que só ela entende, também gosta de rir de tudo e não é banguela.
Desirreé gosta de pessoas chicletinhas e da sua camiseta amarela.
Desirreé, Desirreé, TSC TSC.
Desirreé gosta de coisas que não se encaixam, gosta de pimentas metafóricas e ter em quem confiar.
Desirreé gosta de fotos desbocadas, músicas com pegada e grita quando quer ser ouvida.
Desirreé gosta de ser irritada por garotos, gosta de rock e não sabe dançar em toda sua vida.
Desirreé gosta de passar horas escrevendo coisas que só ela entende, também gosta de rir de tudo e não é banguela.
Desirreé gosta de pessoas chicletinhas e da sua camiseta amarela.
Desirreé, Desirreé, TSC TSC.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
♫
♫ "...Juliet, when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above, I'll love you till I die
There's a place for us, you know the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
I can't do the talks, like they talk on the TV
And I can't do a love song, like the way it's meant to me
I can't do everything, but I'll do anything for you
I can't do anything 'cept be in love with you
And all I do is miss you and the way we used to be
All I do is keep the beat, and bad company
And all I do is kiss you, through the bars of a rhyme
Juliet I'd do the stars with you, anytime..." ♫
(Dire Straits) ♫
So cute!
You said I love you like the stars above, I'll love you till I die
There's a place for us, you know the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
I can't do the talks, like they talk on the TV
And I can't do a love song, like the way it's meant to me
I can't do everything, but I'll do anything for you
I can't do anything 'cept be in love with you
And all I do is miss you and the way we used to be
All I do is keep the beat, and bad company
And all I do is kiss you, through the bars of a rhyme
Juliet I'd do the stars with you, anytime..." ♫
(Dire Straits) ♫
So cute!
Y soy rebelde! HAHAH
O que vou falar não tem nada pessoal com ninguém e blá blá, é apenas o que eu acho sobre tipinhos de pessoas. Odeio gente volúvel. “Oi, te conheci ontem, mas já te amo, ta?”. Não sei o que passa na cabeça dessas pessoas. Pessoas efusivas. O que elas pensam? Elas nem se conhecem, ou mal se conhecem. Como você vai dizer que você ama? É uma total vulgarização do amor, sabe? Eu acho o amor um sentimento tão nobre pra ser usado como ‘prazer em te conhecer’. Ok, ok, pode até existir PAIXÃO a primeira vista, mas amor?! Nops. Amor é adquirido com os dias. Acho isso muito falso. E odeio gente falsa também. ECA! Sabe?! Às vezes a gente tem que mentir na vida, mas quando é necessário, não por falsidade, odeio. Odeio sarcasmo. Gosto de ironia, porque há uma diferença entre as duas palavras que as pessoas simplesmente não sabem e ficam usando as palavras erradas por aí, vamos ler o dicionário, minha gente! Ironia você usa pra advertir algo para alguém, sarcasmo é pra zoar com a cara do Fulano mesmo. E sarcasmo é uma coisa muito idiota, só uso como auto defesa. E todo mundo diz que eu sou má, que eu sou cruel e não sei o que. (Não estou dizendo isso pra quem diz de brincadeira, mas pra quem diz sério mesmo). Mas nada a ver. Eu gosto de humor negro, só isso! E eu falo coisas chatas só quando me cutucam, ao contrário, fico na minha. Eu não acho que eu sou malvada nem um pouco, até onde eu sei, eu sou certa. Pra mim é daquele jeito, quer falar o que quer, VAI OUVIR O QUE NÃO QUER. Eu tenho a mania de observar muito as pessoas, os gestos, as atitudes, eu faço perguntas a elas e tiro conclusões, fico na minha. Eu sei o que te dói, amigo, eu sei o que falar pra te ferir sempre. Só que eu sou “troxinha” demais, tenho medo de jogar tudo o que eu vejo na cara das pessoas e elas sofrerem depois com algum tipo de problema psicológico. Mas basta eu querer. É difícil eu ofender alguém assim como eu estou dizendo por que isso na verdade só ocorre em casos extremos, em que eu realmente não agüento mais. O meu problema é esse. Se preocupar demais com as pessoas, achar que “não, Fulano só tem um problema assim e assado, por isso ele falou isso, ele não quis dizer isso”, eu sei que eu devia ser mais direta, falou porcaria pra mim, deveria ouvir umas, mas não sei o que me dá. Eu tenho dó das pessoas e creia, eu não sou nenhuma santinha, é pura verdade. Odeio ter esse tipo de sentimento e achar que todo mundo que eu gosto é super legal, fiel e blá blá. Tenho que parar com isso. Odeio também gente que faz o mal pelo mal. Já estive em volta de muita gente assim e é a pior coisa do mundo. Pessoas que fazem as coisas só pra te verem se dando mal na vida mesmo! E pessoas que se julgam minhas amigas ainda, só pra constar. Não falo nada desse tipo de atitude, eu me afasto aos poucos. Simples. Odeio gente falsa e invejosa. Ah, e já ia me esquecer, odeio também aquele tipo de pessoa que fala a mesma coisa pra todo mundo como um pequeno exemplo: “Fulano, você é o meu melhor amigo”, e depois fala pro Ciclano e pro Beltrano e por aí vai. Filho, seja menos podre. Me irrito com isso, não consigo confiar em pessoas assim, nunca sei se elas estão falando a verdade ou não, ai, que nojo! Eu devo ser anormal, mas eu sou tão de poucas pessoas, sei lá, sou tão auto-suficiente no meu meio social. Não que eu não goste de conhecer novas pessoas, eu adoro! Mas não preciso ficar babando ovo pra Zézinho virar meu amigo e eu ter mais um contato no Orkut ou um depoimentozinho dizendo o quão ele é meu amigo. E olha que não é por me achar, mas se eu quisesse eu seria a “popularzinha”, gente no meu pé é o que não falta, mas não tenho cabeça pra isso, é muita futilidade. Isso me lembra uma frase do Oscar Wilde “Quando procuramos sobressair, criamos sempre inimigos. Para ser popular é necessário ser medíocre”. Fala sério, prefiro poucas pessoas, intensas e verdadeiras. Mas é isso, às vezes é bom se revoltar. Há!
domingo, 22 de agosto de 2010
Tangerine
Era tudo colorido. Eu usava flores no cabelo e todos meus amigos também. Sandália de couro, uma saia além dos joelhos, àqueles meus óculos eram tão laranjas, minha visão tão tangerina. Os garotos não trocavam o único par de calças que os restavam. Cabelos de metros, no ritmo do vento. E a gente andava sem direção com a única certeza de que onde a gente estivesse, era ali que a gente devia estar. Havia amores de mãos dadas, amores selvagens, amores amigos, amores apaixonados e amores divididos também. De noite e de dia os nossos corpos flutuavam e os átomos se encontravam, éramos um. Toda aquela galera. O brilho das coisas tornava-se mais forte, a gente sentia o cheiro das cores, a gente ouvia o gosto dos acordes. Era pura sinestesia. O tato se tornava delicado e tudo era interpretado intensamente. Aquelas experiências esotéricas iam além dos nossos corpos. Só nos restava à alma. Os detalhes dos detalhes tinham uma percepção saturada. E bastava a gente acreditar que a gente voava, que asas nós já tínhamos. A fogueira, a música, serenidade. Sentia-me completamente confortável, exatamente no tempo certo, no lugar certo e com as pessoas certas. Eu rimava com todo aquele arco-íris. Por um instante senti meu corpo se movimentar, tentei não me mexer mas era tarde demais, a viagem tinha ticket pra volta, meus olhos abriram, o sonho tinha sido roubado. 'Tangerina, tangerida, reflexão viva de um sonho.'
By: Desirreé
domingo, 15 de agosto de 2010
Calma, veja, eu sei que você não ta entendendo. Eu sei que você deve achar que eu sou completamente pirada, que às vezes falo coisas sem nenhum sentido, mas olha aqui: eu sou extremamente pirada, mas só às vezes, sabe?! Agora não, relaxa. A questão é: você não sabe direito quem eu sou, deve saber só um pouquinho. Você me conheceu esses dias aí, brother. Nem sabe. E tipo, você pode até gostar de mim e tudo mais, o que é uma coisa tri legal e tal, mas não adianta muito se você não me conhece, não vê quando eu estou sendo louca ou quando eu estou normal, assim, como agora.
Eu sou uma pessoa do bem, não vê?! Claro, eu sou subjetiva, espirituosa, blá blá. Mas eu sou uma pessoa boa, sou pura. Pureza é quando você quer ver as pessoas dando certo na vida, quando você quer realmente que eles sejam felizes, quando você acredita nelas. Eu sou uma pessoa boa, não estou mentindo. Não minto mesmo. Percebeu? Veja só como eu sou sincera. Sem ironias mesmo, mesmo. Eu sou meio bobinha às vezes, o que significa que eu acredito nas pessoas. Eu acredito. Eu amo. Meus pais são ótimos. Educaram-me muito bem, e é isso! Você tinha que conhecer os velhos pra você ter uma noção de quão educada eu sou. Os meus pais são tri! Você tinha que ver, neném. Você tinha realmente que ver pra saber quais são as minhas influências, de onde eu venho, em quem eu confio, com quem eu aprendi a ser pirada. Eu procuro tons diferentes nas coisas, então não importa se sou bonita ou feia, que eu me vista bem. Eu tenho tons diferentes que precisam ser descobertos. Beleza todas elas têm, não vê?! O que estou tentando dizer e parece que você não entende, será que nunca vai entender? É preciso ir beyond, far far away, neném. É preciso ir além do meu vestido, do meu cabelo, das minhas botas, é preciso ir além dos meus olhares. O que estou tentando dizer, é que você perde tudo isso não sendo uma pessoa curiosa. Você perde tudo! O que estou dizendo, bem, acho que já desisti de alguém entender isso, mas é que você tem que saber do Odracir. É, você TEM que saber do Odracir.
By: Desirreé
Eu sou uma pessoa do bem, não vê?! Claro, eu sou subjetiva, espirituosa, blá blá. Mas eu sou uma pessoa boa, sou pura. Pureza é quando você quer ver as pessoas dando certo na vida, quando você quer realmente que eles sejam felizes, quando você acredita nelas. Eu sou uma pessoa boa, não estou mentindo. Não minto mesmo. Percebeu? Veja só como eu sou sincera. Sem ironias mesmo, mesmo. Eu sou meio bobinha às vezes, o que significa que eu acredito nas pessoas. Eu acredito. Eu amo. Meus pais são ótimos. Educaram-me muito bem, e é isso! Você tinha que conhecer os velhos pra você ter uma noção de quão educada eu sou. Os meus pais são tri! Você tinha que ver, neném. Você tinha realmente que ver pra saber quais são as minhas influências, de onde eu venho, em quem eu confio, com quem eu aprendi a ser pirada. Eu procuro tons diferentes nas coisas, então não importa se sou bonita ou feia, que eu me vista bem. Eu tenho tons diferentes que precisam ser descobertos. Beleza todas elas têm, não vê?! O que estou tentando dizer e parece que você não entende, será que nunca vai entender? É preciso ir beyond, far far away, neném. É preciso ir além do meu vestido, do meu cabelo, das minhas botas, é preciso ir além dos meus olhares. O que estou tentando dizer, é que você perde tudo isso não sendo uma pessoa curiosa. Você perde tudo! O que estou dizendo, bem, acho que já desisti de alguém entender isso, mas é que você tem que saber do Odracir. É, você TEM que saber do Odracir.
By: Desirreé
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Delírios conscientes
Era uma vez Blue e Yellow. De manhã as abelhas brincavam ao redor das flores. Aquele ano esbanjava ternura. Só minha, depois dele. Blue, meu pequeno e teimoso Blue. Porque você chora e fica isolado? Olhos lânguidos. Hoje não fui pra aula. Six quase derrubou a porta. De noite as borboletas invadiam o estômago. Música. Março. Ele faria qualquer coisa por ela. Ah, Blue querido. Sonhos e viagens de limonada de morango. Eu vejo cores, viro plâncton. Anos 60. Matemática = sono. Sábado de madrugada. 3 horas da manhã. Dormi. Fiquei loira. A Yellow entrevista o Blue. Blue responde por cima. Talvez. Ele era lindo e um ótimo conquistador. Yellow tinha medo. Meus caprichos lhe caem bem. Outubro florido. Blue, o atrevido. Yellow e os planos masters. Declarações. Sorrisos. Nunca te vi de perto. Mês que vem eu morro. Provas, nervosismo. Música. Blue me ligou. Natal, Reveillon, meu aniversário. Canarinhos cantando. Me entreguei. Vou viver pra sempre. Brinquei com meus primos. Te via em tudo. Pensava em mãos dadas. Era uma vez Blue e Yellow. Não sei o que aconteceu. Poucas palavras. Liguei pra minha amiga. Ou fica ou não fica. Ouvi Stones. Minhas flores pelo chão, você no lugar delas. Fruta mordida apodrecendo no quarto. O que aconteceu? Chorei. Nunca mais quero saber de Blue. Toquei violão. Xinguei. Uma semana. Brown Sugar. Te beijei. A Yellow sonhou com o Blue. 98 km. Verde. Música. Paixão. Estradas sinuosas. Briguei com você. Briguei de novo com você. Música. Tá tudo bem. Ciúme. Saudade de pão de queijo. Vi a Pink, saí com a Pink e ela me explicou como é que fazia pra ser mais assim. Fiquei assim. Carpe diem. Direito. Apostila feia. Às vezes eu te odeio. Mentira. Dei adeus pra você. Lágrimas escorrendo. É que nos interessa, é o que a gente quer. Fiz charme pro Gray. Te esqueci. Talvez a gente nunca mais durma. Não te esqueci. Mas só queria deixar essa cidade. Senti os cheiros dos sinais de aviso. Música. Falei com você. Besouros. Desmoronei de novo. Te amo. Era uma vez Blue e Yellow. Mais forte do que nunca. Falei com o Blue por 1 hora. Não sei dividir. Assisti Lost. Tudo dourado de novo. Terça feira. Vi discos, comprei discos. Minha mãe mandou eu comer direito. Agora quero fazer igual você dessa vez. Aventura. Novas sensações. Música. Blue, você prometeu. Parei pra ver as estrelas. Você. Te senti. Domingo. Tempestade. Era uma vez Blue e Yellow. Você mentiu pra mim. Escrevi poemas. Cantei. Mas Blue acabou com tudo. Não chorei. Entendi. Blue não existia.
By: Desirreé
1991
Caraca! Tava ouvindo “1979” do Smashing Pumpinks tri ótima essa música, muito nostálgica! Hoje eu tava procurando uma foto minha e daí eu comecei a fuçar em umas fotos velhinhas e deu uma saudade! “/ Comecei a ver tanta gente que se foi da minha vida, pessoas que ainda estão, e as que nunca mais farão parte da mesma. Meus amigos, minhas coisas bobas, minha infância. É engraçado os caminhos que a vida leva, não só a minha, a de todo mundo. Nunca tinha parado muito pra pensar sobre a minha vida nesse sentido, mas ela era tão mais simples. Eu ia pro colégio, passava a tarde toda com as minhas amigas fofocando, tirando fotos, vendo filmes aqui em casa que sempre foi o point, falando mal da vida alheia, aqueles papos de menina todas solteiras e idiotas, brincadeiras, apelidos, “livro da queimação”, lista de guris mais bonitos do colégio HAHAHAHAAHAHAH. Sem nenhuma responsabilidade, totalmente inconseqüente e fútil, porque não?! Mas é isso que salva a vida, a futilidade.
Saudade dos meus amores platônicos e despreocupados, de quando o meu objetivo na vida era só casar com o Taylor Hanson que tava tudo bem.
Saudade de colocar os clipes da Britney e ficar tentando imitar as coreografias e as caras dela HAHAHAHAHAAH
Saudade dos medões que eu a Jéssica passávamos com o jogo do copo HAHAAHAHAH
Saudade dos meus apelidos, “Dê”, “manicure”, “Miss”, “Desihanson” HAHAAHAHAH.
Saudades dos dias mais perfeitos que passei nesses anos.
Saudade do meu primeiro amor juvenil dentucinho e nerd HAHAHAAH Ele falando sobre as lutas dele e eu babando HAHAHAAHAH (encontrei ele o ano passado, foi engraçado!)
Saudades das musiquinhas que eu a Priscilla inventávamos.
Saudade de sonhar com meus sonhos idos.
Saudade de brincar nas construções da casa da Vó Ida, pó de serra = bolos da padaria imaginária, saudade de brincar dentro da minha casinha de Barbie onde sei lá como cabia tanta gente!
Saudade do Sigma, das risadas de lá com a Cris
Saudade da Gabi, da Isa, do Waterpark, nossas excurssões HAHAHAH
Saudade de todas as sensações de borboletas no estômago
Saudade de jogar truco todo dia no fundão da sala de aula
Saudade do Felipe e as risadas dele quando ele morava aqui em casa HAHAHAHAHA
Saudades da vaaaaaan! “It’s my lifeeeeeee...”
Saudade de usar uniforme, que falta sinto disso... já que não me forçava a escolher algo belo às seis horas da manhã
Saudade de correr atrás do Six quando ele fugia ¬¬
Saudade de quando eu chorava só porque eu machucava o joelho
Saudade do show do Oasis, de quando ouvir Live Forever de longeee, saudade também das sensações loucas desse dia
Saudade de conversar com os meus amigos de longe do fake até varar a noite. Saudade de quando eu conheci meus amigos de longe pessoalmente e eu nem acreditava nisso né, prima?!
Saudades do meu ex-cabelo HAHAHAHA
Saudade de quando tudo era mágico *-*
Saudade de São Francisco do sul e todas as vezes que eu pisei lá!
Saudade das minhas histórias de terror, de quando eu assustei até meus pais e tios HAHAHAHA
Saudade de me fingir de morta quando pequena, lembra, mãe? AHAAHAHAHAHA
Saudade de tudo que foi, tudo aquilo que já não é
Saudade de ontem, de hoje, de amanhã =]
Agora minha vida é toda preocupada, atropelada, pressionada, um caos. Antes tudo era mais fácil, mais limpo, mais bobo, mais pueril. O Lennon disse que a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo planos pro futuro, vai ver é mesmo. Viver é sentir, pelo menos era! Só tenho que aprender que os meios nos são impostos visando um fim promissor, e que pra chegar no fim almejado, vamos pisar em muitos espinhos e com certeza esfolar os pés, mas depois passa, baby! ;)
Saudade dos meus amores platônicos e despreocupados, de quando o meu objetivo na vida era só casar com o Taylor Hanson que tava tudo bem.
Saudade de colocar os clipes da Britney e ficar tentando imitar as coreografias e as caras dela HAHAHAHAHAAH
Saudade dos medões que eu a Jéssica passávamos com o jogo do copo HAHAAHAHAH
Saudade dos meus apelidos, “Dê”, “manicure”, “Miss”, “Desihanson” HAHAAHAHAH.
Saudades dos dias mais perfeitos que passei nesses anos.
Saudade do meu primeiro amor juvenil dentucinho e nerd HAHAHAAH Ele falando sobre as lutas dele e eu babando HAHAHAAHAH (encontrei ele o ano passado, foi engraçado!)
Saudades das musiquinhas que eu a Priscilla inventávamos.
Saudade de sonhar com meus sonhos idos.
Saudade de brincar nas construções da casa da Vó Ida, pó de serra = bolos da padaria imaginária, saudade de brincar dentro da minha casinha de Barbie onde sei lá como cabia tanta gente!
Saudade do Sigma, das risadas de lá com a Cris
Saudade da Gabi, da Isa, do Waterpark, nossas excurssões HAHAHAH
Saudade de todas as sensações de borboletas no estômago
Saudade de jogar truco todo dia no fundão da sala de aula
Saudade do Felipe e as risadas dele quando ele morava aqui em casa HAHAHAHAHA
Saudades da vaaaaaan! “It’s my lifeeeeeee...”
Saudade de usar uniforme, que falta sinto disso... já que não me forçava a escolher algo belo às seis horas da manhã
Saudade de correr atrás do Six quando ele fugia ¬¬
Saudade de quando eu chorava só porque eu machucava o joelho
Saudade do show do Oasis, de quando ouvir Live Forever de longeee, saudade também das sensações loucas desse dia
Saudade de conversar com os meus amigos de longe do fake até varar a noite. Saudade de quando eu conheci meus amigos de longe pessoalmente e eu nem acreditava nisso né, prima?!
Saudades do meu ex-cabelo HAHAHAHA
Saudade de quando tudo era mágico *-*
Saudade de São Francisco do sul e todas as vezes que eu pisei lá!
Saudade das minhas histórias de terror, de quando eu assustei até meus pais e tios HAHAHAHA
Saudade de me fingir de morta quando pequena, lembra, mãe? AHAAHAHAHAHA
Saudade de tudo que foi, tudo aquilo que já não é
Saudade de ontem, de hoje, de amanhã =]
Agora minha vida é toda preocupada, atropelada, pressionada, um caos. Antes tudo era mais fácil, mais limpo, mais bobo, mais pueril. O Lennon disse que a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo planos pro futuro, vai ver é mesmo. Viver é sentir, pelo menos era! Só tenho que aprender que os meios nos são impostos visando um fim promissor, e que pra chegar no fim almejado, vamos pisar em muitos espinhos e com certeza esfolar os pés, mas depois passa, baby! ;)
domingo, 1 de agosto de 2010
Versos íntimos
"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
(Augusto dos Anjos)
Um dos meus poemas preferidos e decorado HAHAHAHAH *-*
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
(Augusto dos Anjos)
Um dos meus poemas preferidos e decorado HAHAHAHAH *-*
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Antecipando o dia dos papis...
É, pai, você é o cara mais legal do mundo! Creia, ninguém tomou seu lugar ainda. Apesar de você me irritar corrigindo meu português a vida inteira (e sabe-se lá até quando), contar piadas sem graças e repetidas, reclamar que eu demoro anos pra me arrumar, botar a culpa de tudo em mim, mas eu realmente te acho tri . Não é porque você me dá dinheiro, me defende com unhas e dentes, era um rockeiro cabeludo, me influencia a ter os melhores gostos do mundo. É porque você sei lá, é o cara mais legal do mundo. Só com você eu me sinto a pessoa mais segura do universo, velho! E acredite quando minha mãe diz que você sempre banca o super-pai-da-Desi, pois você é mesmo, han! Talvez você nunca leia isso, pai, até mesmo porque eu te deletei no meu orkut e nem tem como você achar isso aqui. Não me leve a mal, pais não têm que ter o orkut das filhas. Mas eu te amo, seu careca.
É, pai, você é o cara mais legal do mundo! Creia, ninguém tomou seu lugar ainda. Apesar de você me irritar corrigindo meu português a vida inteira (e sabe-se lá até quando), contar piadas sem graças e repetidas, reclamar que eu demoro anos pra me arrumar, botar a culpa de tudo em mim, mas eu realmente te acho tri . Não é porque você me dá dinheiro, me defende com unhas e dentes, era um rockeiro cabeludo, me influencia a ter os melhores gostos do mundo. É porque você sei lá, é o cara mais legal do mundo. Só com você eu me sinto a pessoa mais segura do universo, velho! E acredite quando minha mãe diz que você sempre banca o super-pai-da-Desi, pois você é mesmo, han! Talvez você nunca leia isso, pai, até mesmo porque eu te deletei no meu orkut e nem tem como você achar isso aqui. Não me leve a mal, pais não têm que ter o orkut das filhas. Mas eu te amo, seu careca.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Writing
Então eu olhei pra ela espantadíssima com queixo caído e disse:
- Mas então você não entende porquê eu sempre tenho que escrever?
Assim, não é que eu sempre queeeeeira escrever, que eu curta escrever mesmo e tal. Nessas tantas, guria, eu percebo que eu já nem faço metade das coisas que eu quero, que eu amo. Mas se eu não escrever, não sou. Entende? Os meus sentimentos, as coisas que eu sinto mesmo, só compreendo-as depois de lê-las. Daí eu penso: Ta aí! É isso mesmo!
- Mas então você não entende porquê eu sempre tenho que escrever?
Assim, não é que eu sempre queeeeeira escrever, que eu curta escrever mesmo e tal. Nessas tantas, guria, eu percebo que eu já nem faço metade das coisas que eu quero, que eu amo. Mas se eu não escrever, não sou. Entende? Os meus sentimentos, as coisas que eu sinto mesmo, só compreendo-as depois de lê-las. Daí eu penso: Ta aí! É isso mesmo!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Live forever *-*
Tava tendo aquelas minhas conversas loucas com a minha sister, a verdade é que eu a Priscilla brigamos muito, muito mesmo. Mas é interessante que a gente (ou pelo menos eu) não guarda mágoa das coisas que diz uma pra outra, daqui a pouco a gente já tá conversando. Acho isso bom, gosto de pessoas assim, sem mágoas, porque eu sei que eu sou difícil, que eu adoro uma briguinha HAHAHAHAHA daí essas pessoas me interessam. Mas sim, as conversas malucas! A gente tava vendo o “Familiar to Millions” (um DVD do Oasis) e comentando as milhares de coisas que a gente sempre comenta, mas daí achei legal que eu tava dizendo que não é toda banda que consegue te passar tantos sentimentos quando você ouve as músicas. Talvez uma música ou duas em uma banda te faça sentir isso, mas não o Oasis. É incrível como Oasis mexe comigo, em quase todas as músicas. E a gente tava “viajando na maionese”, eu pirando em Live Forever pela trilhonésima vez, dizendo que é a melhor música do mundo e eu nunca tenho palavras pra me expressar quando ouço e bla bla. Mas daí e eu a Priscilla (com umas lapidações dela) conseguimos traduzir esse sentimento com uma ótima metáfora: No começo da música parece que você se desprende de todo o mal que te cerca e tudo é bonito, sabe?! E nada importa, é tudo leve, dá uma vontade de voar, parece que a gente ta no céu *-* e é tudo azul, azul da cor do mar (TIM MAIAAAA HAHAHA), e daí quando ta na parte do “as it soaks it to the bone... pan pan pan pan.. maybe I just wanna fly...” a parte do pan pan pan, é como se você estivesse dirigindo numa estrada e mudasse de marcha HAHAHAHHAA e aí você vai pra uma velocidade maior e daí com o decorrer da música, quando chega o solo, é como se você colocasse o carro na pinguela, numa descida e se soltasse sem medo nenhum do que pode acontecer. E me vem nuvens na cabeça, eu sinto uma paz tão grande. Queria muito agradecer o Noel pela composição um dia HAHAHAHAHAH Ah, que lindo! =,( acreditem, mas eu tenho vontade de chorar quase todas as vezes que eu ouço Live Forever. Não sei porque, como essa música tem tanto efeito sobre mim HAHAHAAHAHAH, mas ela é a coisa mais linda que eu já ouvi. Por isso nunca ouço ela quando não to prestando atenção, ela tem q ter o devido respeito, brother! Tenho muita dificuldade em traduzir sentimentos com palavras, queria achar algo mais bonito pra falar sobre Live Forever mas não vem nada, acho que palavras não são suficientes. Mas é claro que tão tem só Live Forever, a gente pirou em outras músicas, mas depois eu escrevo sobre as outras, to ouvindo Live Forever, to no clima. *-* Uau!
Oops! I did it again!
No fim das contas, eu já sabia. Eu tenho a essa mania chata de depois de “conhecer” as pessoas, vê-las tão lindamente. Na maioria das vezes me decepciono. Isso sempre acontece, Desirreé, não sei quando você vai aprender. Desde pequena, eu vejo coisas bonitas nos indivíduos, confio demais, dou muita importância e depois de um tempo, eu fico desabafando com alguém “mas como o Fulano pôde?”. Parece até com as “5 fases da morte” já viu?! Mas daí as minhas fases são um pouco diferentes, é um processo que eu conheço muito bem, já foi muito usado por mim, é simples: negação - raiva - decepção - saudade - tristeza - desprezo - vestígio - indiferença - WHO?
Tenho que parar com isso. Desconfiar mais, idealizar menos.
A verdade é que pessoas boas são raras. Boas, simplesmente boas.
E no fim, são aquelas pessoas que ficam, sempre aquelas. =]
Tenho que parar com isso. Desconfiar mais, idealizar menos.
A verdade é que pessoas boas são raras. Boas, simplesmente boas.
E no fim, são aquelas pessoas que ficam, sempre aquelas. =]
sexta-feira, 16 de julho de 2010
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você
ou apenas aquilo que eu queria ver em você,eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas,e pensava que amar era só conseguir ver,e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
Caio Fernando Abreu
ou apenas aquilo que eu queria ver em você,eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas,e pensava que amar era só conseguir ver,e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 13 de julho de 2010
Relato
Eu costumo achar que mais ou menos tudo que acontece comigo eu coloco aqui. Mas eu não posto tanto. Se eu fosse fazer uma coisa bonitinha, controlada, eu escreveria no mínimo uma vez por semana. Aí eu percebi que eu só coloco aqui as coisas que eu acho emocionantes, mas nem tanto. Nada chato demais, mas as coisas realmente legais eu também não publico. Sei lá, parece que quando to muito feliz nem rola isso aqui. É chato escrever sobre felicidade. Eu gosto do blog. É como se você contasse um segredo e sua mãe escutasse atrás da porta. Na verdade era uma coisa que você queria falar pra ela, mas não podia sem se sentir culpada. Aí pronto. É igual. Você não precisa procurar ninguém pra desabafar, mas sabe que sempre vai ter alguém se preocupando.
Enfim...
É engraçado que pessoas que são ou foram tri importantes na minha vida não duram mais que um post no meu blog. É uma ótima tirada, né? "Você não é nem um post no meu blog, cara!". E tem algumas coisas também que foram no mínimo incríveis e que eu não fiz nenhuma referência aqui. Acho que eu perdi a lealdade aos meus post, né? Do mesmo jeito que eu estou tomando mais cuidado com quem eu compartilho meus segredos, também estou parando de me confessar aqui. O que é bem chato.
Então eu vou tentar ser mais atirada, como eu costumava ser.
To bem sensível, carente pode ser. Às vezes parece que puft! Todo mundo some! Todo mundo que eu considero pra caramba. Mas daí eu vejo que eles não sumiram e depois eles somem de novo e é sempre assim. Vai saber...
Enfim...
É engraçado que pessoas que são ou foram tri importantes na minha vida não duram mais que um post no meu blog. É uma ótima tirada, né? "Você não é nem um post no meu blog, cara!". E tem algumas coisas também que foram no mínimo incríveis e que eu não fiz nenhuma referência aqui. Acho que eu perdi a lealdade aos meus post, né? Do mesmo jeito que eu estou tomando mais cuidado com quem eu compartilho meus segredos, também estou parando de me confessar aqui. O que é bem chato.
Então eu vou tentar ser mais atirada, como eu costumava ser.
To bem sensível, carente pode ser. Às vezes parece que puft! Todo mundo some! Todo mundo que eu considero pra caramba. Mas daí eu vejo que eles não sumiram e depois eles somem de novo e é sempre assim. Vai saber...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O lado ramificado
Penso que aqueles que poetizam são os que não se desprenderam totalmente da saudosa infância. Não tornaram-se pois, tão racionais, tão concretos, tão exatos. Não que os desprovidos das migalhas pueris não sejam inteligentes, eles são! Mas as suas mentes são limitadas a ciência (To parecendo crítico de jornalzinho ¬¬’), mas é que os poetas imaginam, abstraem fantasias e palavras de uma forma adulta, claro, mas com vestígios de criança. Eles vêem outros caminhos, ramificam o real. E é aí que eu digo: Não sou exata. Meu espírito transborda sensibilidade, não consigo viver rodeada de fórmulas e números. A alma fala mais alto. Quero o ceticismo dos sofistas.
By: D.
By: D.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Menininho de porcelana. Blergh.
Não que ele realmente quisesse ir pro "andar de cima", ele só queria se libertar dessas noites mal dormidas e solitárias. É que ele não entendia os porquês, os porquês com ele. Aqueles olhos vermelhos com qualquer coisa assim que se pareça com pena. Mas não é que ele queria "partir dessa pra melhor", ele só queria qualquer coisa além da tristeza, dessa amargura. Qualquer coisa além dessa prisão cheia de grades.
E não é que ele realmente queria ir pro céu mas só queria entender os porquês. Foi então que virei pra ele e disse:
- Odracir, meu filho. Pare de chorar!
A gente já entendeu o que aconteceu. Agora, chega de drama!
Você tem sido uma garota muito delicada, menino. Machinhos não se comportam assim. Walk this way.
E não é que ele realmente queria ir pro céu mas só queria entender os porquês. Foi então que virei pra ele e disse:
- Odracir, meu filho. Pare de chorar!
A gente já entendeu o que aconteceu. Agora, chega de drama!
Você tem sido uma garota muito delicada, menino. Machinhos não se comportam assim. Walk this way.
=O
Como Marx já previa
Começo a supor que o meu lado material girl está desabrochado.
Quero um colar de diamantes da Tiffany. Eu quero!
E então Bonequinha de luxo é meu nome.
Quero um colar de diamantes da Tiffany. Eu quero!
E então Bonequinha de luxo é meu nome.
quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mia - Eu detesto isso.
Vincent - Isso o que?
Mia - Silêncio embarassoso.
Mia - Por que é necessário falar um monte de besteira pra nos sentirmos bem?
Vincent - Sei lá. É uma boa pergunta.
Mia - Quando a gente sabe que o outro alguém é realmente especial, aí pode se calar por minutos e confortavelmente repartir o silêncio.
(Pulp Fiction)
Adoro os diálogos deste filme, oh yeah.
terça-feira, 8 de junho de 2010
One flew over the cuckoo's nest
Caracaaaa! Estou tentando ainda me recuperar do choque que eu tive ao ver o Jack Nicholson cheirando a leite. Necessito de um desabafo: O JACK ERA GATO. COMOASSIM?! Eu me pergunto. Aquele velhinho feioso e barrigudo =O. Ta bom que ele sempre foi o “fodão” (desculpem forte palavra, juventude), sempre todo charmosão, mas agora, pensar no Jack todo gato, sorrisinho faceiro, carinha de cute-cute, barbinha rala e o espírito machinho-malandro? Foi um choque. AAAAAH SE EU FOSSE MOCINHA NOS ANOS 70.
Me pergunto quantos gatos foram perdidos com o tempo e quantos ainda serão. Que desperdício! O mundo está precisando congelar Jack’s da vida. E é isso.
GA-TO!

PS: Queria leitora, meu gosto para homens é meio exótico, não se sinta incomodada.
Me pergunto quantos gatos foram perdidos com o tempo e quantos ainda serão. Que desperdício! O mundo está precisando congelar Jack’s da vida. E é isso.
GA-TO!

PS: Queria leitora, meu gosto para homens é meio exótico, não se sinta incomodada.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Da-da-ís-ta?
E daí me deu uma vontade de dramatizar, e aí me deu vontade de te espancar
E aí você pareceu tão “nem aí” e eu pareci tão afim.
E aí eu queria saber como você pôde.
E aí você queria entender do que eu tava falando.
E aí eu também queria sacar do que eu tava falando.
E aí caiu a ficha de que é assim mesmo que surgem os ex-amores.
É, ué, quem sabe é assim que surgem os ex-amores.
E aí você pareceu tão “nem aí” e eu pareci tão afim.
E aí eu queria saber como você pôde.
E aí você queria entender do que eu tava falando.
E aí eu também queria sacar do que eu tava falando.
E aí caiu a ficha de que é assim mesmo que surgem os ex-amores.
É, ué, quem sabe é assim que surgem os ex-amores.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quero bolha. E voltar só no verão.

Quando eu me esqueço de escrever é porque tenho medo do que posso ler, de me ler, de me entender, de me divulgar.
É que não conto meus segredos.
Segredos?
Eu só quero esquecer essas coisas que me fazem chover.
Sempre querendo fugir de mim, sempre querendo me jogar num estado de inércia, deixar estar, deixar a vida me levar.
Quero sentir liberdade de novo.
Quero ficar sozinha e não me sentir desamparada.
Quero pensar um pouco mais, refletir, descansar.
É que eu voltei a ouvir aquelas músicas britânicas, você sabe como é.
E nesses dias de frio, de sol, de madrugadas, me dá uma vontade de palavras, qualquer coisa assim, bonita, épica, cinematográfica, Shakespeare-ana, qualquer coisinha assim, que se pareça com amor.
E daí eu fico boba, menina sonsa, conto de fadas, tudo de novo.
Você sabe, eu não sou aquela durona.
Sinto falta daquelas coisas reais e certas que eu sentia.
Mas agora a gente é impossível?
Será que a gente sempre foi?
O amor fere, me deixa porcelana.
Mas é que eu invejo os filmes, e eu chovo.
By - Desirreé
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Dude, we are lost!

BS: (Se você é do tipo que nunca assistiu Lost e julga pela aparência, não leia este post)
É, Lost acabou, nem acredito. É estranho, dude! É como se só quem assistisse soubesse o que é esse sentimento, parece que é agora que a gente ficou “perdido”, sei lá, dá um vazio. Posso ser interpretada com exagero, mas eu sou exagerada e sou completamente devota aos meus vícios. Ainda não caiu a ficha, mas gostei muito do final, antes eu pensava que se ficasse perguntas no ar, eu odiaria a série, mas no fim, a gente não quer nem respostas de algumas coisas porque o que fica é a filosofia de Lost sobre tudo isso. Eu interpretei como Razão X Fé, o homem científico que passa a ter fé e deixa de ser tão racional. Isso é o que me ganhou na série! Foi uma transição árdua e lenta, mas o Jack passou de científico pra metafísico e por fim, um homem de fé. Enfim, valeu os momentos muito looooooooucos de Lost! HAHAHAHAH Eu realmente surtava! Mexer com a curiosidade em pessoa (vulgo = eu) e fazer suspense até os 45 minutos do segundo tempo sem acréscimos, só os gênios Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof! Eu disse: GÊNIOS! A quantidade de sensações que eles proporcionaram para todos os espectadores da série durante esses 6 anos foram sensacionais! Assistindo Lost eu tive 918239812398 de sentimentos à flor da pele, sem exageros. Lost te intriga, te desperta curiosidade, te comove, te faz dar berros de desespero, te deixa triste, te deixa feliz, te deixa sem sono, te deixa sempre querendo mais. É adrenalina pura na frente de uma televisão! Mas é isso aí, fica um texto do meu blog preferido “Dude, we are lost”:
Mas antes fica um vídeo do Charlie, um dos meus personagens favoritos tocando uma das minhas músicas favoritas na minha série favorita:
http://www.youtube.com/watch?v=3QH-aHRfErQ
“Não há certeza maior na vida que sua finitude. Sejam lá quais forem os caminhos que trilhemos ao longo dessa fascinante e misteriosa jornada, são os erros e aprendizados que ajudam a dizer quem somos. Mais que isso, são os relacionamentos que construímos nessa caminhada, que ninguém consegue fazer sozinho (como pontua Christian Shephard em momento chave desse episódio), que servem como testemunho irrefutável do que fizemos e do impacto que provocamos nas vidas uns dos outros.
Ao longo desses seis anos, uma série de tv nos mostrou a história de pessoas que perdidas em suas jornadas, descobriram numa ilha remota e cheia de mistérios particulares, não o fim, mas o meio para que se encontrassem. Em Jack, Locke, Hurley, Sawyer, Kate e cia, nos vimos refletidos em suas falibilidades, tragédias e conquistas. A ilha? ‘Só’ um lugar de propriedades singulares capaz de catalisar a reunião daqueles que buscavam uma redenção que sequer admitiam procurar. Lost foi uma série sobre pessoas, mas sobretudo para pessoas. Gente como você e eu, que questiona o sentido da vida e que se emocionou com a resposta da principal pergunta levantada ao longo desse período (uma que sequer havíamos considerado no meio de tantas, diga-se): a vida como conhecemos, tão refém de nossa fragilidade física de fato acaba aqui, mas será que isso significa mesmo um fim?
O desfecho de Lost, obra que despertou em todos nós paixões variadas e distintas, veio acompanhado de um gosto agridoce. Se por um lado o ‘The End’ significou a conclusão elaborada, envolvente e emocionante da trajetória daquele grupo de pessoas que enfim pôde se encontrar num plano que não obedece as regras do espaço e do tempo, por outro significou a despedida definitiva de amigos com quem tanto aprendemos ao longo desse período e que agora só poderemos revisitar nas lembranças afetivas de vários momentos marcantes.
Nos traumas e conflitos de cada um daqueles personagens, tivemos a oportunidade de confrontar nossos temores, nossas dúvidas e principalmente nossas certezas. E mesmo que não soubessem disso, Jack e cia nunca estiveram sozinhos naquela ilha. Se torcíamos, vibrávamos e nos emocionávamos com eles e por eles, era porque enquanto espectadores, também ficamos presos em meio a situações que não se encerravam na luta por sobrevivência ou em disputas de razão x fé, destino x livre arbítrio ou bem x mal.
Nos encontros daquela realidade paralela (ela sim o próprio purgatório), os choques de consciência plena que vieram acompanhados pela paz há tanto procurada, só foram possíveis quando cada uma daquelas pessoas enxergou através do amor, os relacionamentos que construíram ou reconstruíram na ilha. Afinal, foi lá que Jin e Sun se reencontraram enquanto casal; que James ‘Sawyer’ Ford viu em Juliet, o porto seguro que sequer sabia existir; que John Locke encontrou num milagre a auto-estima e o amor próprio há tanto perdidos, e que Jack Shephard descobriu no amor de Kate e no entendimento de que era preciso dar a própria vida para que outros tivessem uma chance, o caminho de um recomeço espiritual pleno e harmonioso.
O que ‘The End’ evidencia para nós em seu desfecho é que as dores, os sacrifícios e as mortes que aqueles personagens experimentaram na ilha ao longo dessa trajetória nunca foram em vão. O que eles viveram e sentiram foi uma passagem, um estágio de aprendizado cujas lições só seriam efetivamente compreendidas em sua plenitude num outro plano. Um no qual reconciliações ganham forma quando uma vítima perdoa seu assassino, permitindo-se seguir em frente na certeza de ter encontrado o verdadeiro sentido de ser especial e onde a palavra redenção se explica não pela chance de consertar algo, mas sim pela possibilidade de poder lembrar para seguir em frente.
Todo espetáculo tem que terminar, mas é duro ter de se despedir de artistas tão queridos e ver a cortina se fechar num último adeus sem direito a bis. Obrigado Lost por esses seis maravilhosos anos de diversão, entretenimento inteligente e sobretudo pelos muitos momentos de emoção e reflexão. A beleza de seus personagens, sua música, suas ideias e sobretudo de sua companhia me fará muita falta e será para sempre sentida, porém jamais esquecida.”
PS: I see you in another life, brother! ;)
domingo, 23 de maio de 2010
Talking to a songbird yesterday
Apesar dos pesares, apesar de que nos meus cálculos esse ano seria um dos piores anos da minha vida, uau, não está sendo. Eu que sempre tenho um “plano”, uma meta a atingir, nem imaginava nada disso pra esse ano. Nem são coisas extraordinárias, são apenas coisas diferentes que não estavam nos meus planos. Será que sempre vai ser assim?! A minha listinha de coisas da vida será toda desnorteada? As pessoas que eu pensava que seriam pra sempre, todas indo embora e outras entrando, e algumas ficando. E eu que achei que esse ano não conheceria ninguém, to conhecendo tanta gente legal! Achei que isso só aconteceria quando eu mudasse de cidade, entrasse na facul, ta tudo um “ar” novo já esse ano. Adoro coisas novas, já disse?! Sou totalmente tradicional, mas coisas novas são sensacionais. Ando mais livre pra me expressar, pra respirar, pra falar qualquer porcaria, ando mais “Desi”. Eu que andava tão down já nem sinto mais tristeza, nem tenho tempo pra pensar nela. É muita coisa e muita gente ao meu redor =D
terça-feira, 4 de maio de 2010
Catarse, venha logo
Não perguntei se você queria, eu fui lá e fiz.
Mesmo que minha vida ficasse por um triz.
Nunca quis rimar.
Olha, eu to de saco cheio de TV, de livros didáticos, to sem grana, ando muito sem o que fazer.
Escrever é sempre a única maneira.
Sei lá, não te perguntei se eu era mesmo a goiabada do seu queijo. Era?
Ando muito dramática, descabelada, insana, exagerada, é, eu sou mesmo exagerada.
Mas escrever é sempre a única maneira. Eu disse que ficaria bem e estou. Mas arde. Igual cachaça pobre descendo pela goela.
Como caquis sentada na grama, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto do novo cabelo do Felipe Dylon (gosto?) só porque ele não faz me lembrar de nada.
Eu não posso lembrar, não posso.
Eu ando pelas ruas dos ricaços da minha cidade, ah, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto de brincar na areia, mas só se isso não me fizer lembrar de nada.
Mas espere só um pouquinho, pode ser?! Deixe-me lembrar por umas poucas semanas, uns poucos meses, uns muitos porres e amigos. Espere um pouquinho de nada.
Mando-te um sorriso pelo correio.
Mas antes deixe-me pegar frieira de tanto andar descalça, meus cabelos descabelados, meu esmalte descascar.
Deixe-me fazer desse uniforme meu pijama. Deixe-me ouvir a Joplin berrando até que meus vizinhos se rebelarem.
Deixe-me comer chocolates amargos, cultivar umas espinhas.
Deixe-me ler meus poeminhas da Florbela mais uma vez.
Permita-me ser fraca, só por um tempinho, juro.
Essa melancolia toda me inspira. Ah, sempre tem um lado bom.
Melancolia é só uma emoçãozinha pra você, meu bem. Mas eu sou escritora, pra mim é obra-prima.
E eu digo que escrever é sempre a maneira única.
A catarse está chegando, Aristóteles me contou.
Mas antes quero causar impacto, curtir o momento “deep”. São raros para mim.
A cigana disse que teria um final feliz. Mas você disse que ciganas são todas falsas!
A cigana disse que eu era profunda demais mas que meu destino era bom.
Eu iria ter 2 ou 3 filhos e viajar no verão.
Mas eu sei, a catarse está chegando.
By: Desirreé
Mesmo que minha vida ficasse por um triz.
Nunca quis rimar.
Olha, eu to de saco cheio de TV, de livros didáticos, to sem grana, ando muito sem o que fazer.
Escrever é sempre a única maneira.
Sei lá, não te perguntei se eu era mesmo a goiabada do seu queijo. Era?
Ando muito dramática, descabelada, insana, exagerada, é, eu sou mesmo exagerada.
Mas escrever é sempre a única maneira. Eu disse que ficaria bem e estou. Mas arde. Igual cachaça pobre descendo pela goela.
Como caquis sentada na grama, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto do novo cabelo do Felipe Dylon (gosto?) só porque ele não faz me lembrar de nada.
Eu não posso lembrar, não posso.
Eu ando pelas ruas dos ricaços da minha cidade, ah, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto de brincar na areia, mas só se isso não me fizer lembrar de nada.
Mas espere só um pouquinho, pode ser?! Deixe-me lembrar por umas poucas semanas, uns poucos meses, uns muitos porres e amigos. Espere um pouquinho de nada.
Mando-te um sorriso pelo correio.
Mas antes deixe-me pegar frieira de tanto andar descalça, meus cabelos descabelados, meu esmalte descascar.
Deixe-me fazer desse uniforme meu pijama. Deixe-me ouvir a Joplin berrando até que meus vizinhos se rebelarem.
Deixe-me comer chocolates amargos, cultivar umas espinhas.
Deixe-me ler meus poeminhas da Florbela mais uma vez.
Permita-me ser fraca, só por um tempinho, juro.
Essa melancolia toda me inspira. Ah, sempre tem um lado bom.
Melancolia é só uma emoçãozinha pra você, meu bem. Mas eu sou escritora, pra mim é obra-prima.
E eu digo que escrever é sempre a maneira única.
A catarse está chegando, Aristóteles me contou.
Mas antes quero causar impacto, curtir o momento “deep”. São raros para mim.
A cigana disse que teria um final feliz. Mas você disse que ciganas são todas falsas!
A cigana disse que eu era profunda demais mas que meu destino era bom.
Eu iria ter 2 ou 3 filhos e viajar no verão.
Mas eu sei, a catarse está chegando.
By: Desirreé
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Because maybe...
Antes a gente brincava de amor, brincava de alegria, de felicidade, de sonho. Nós dois, tão melancólicos. Ah, meu bem, nós somos só crianças, não somos? Não podemos cuidar um do outro. Quem pode? Nós somos todos só crianças.
By: Desirreé
By: Desirreé
terça-feira, 27 de abril de 2010
O doce-amargo
Com colheradas e mais colheradas de açúcar pra tirar pelo menos um pouco do gosto amargo, ela ia bebendo todas as coisas da vida em goles atropelados, apressados, desesperados, doentes. Foi então que soltou palavras como quem solta espirros, irresistivelmente:
- Eu não sei se quero migalhas do seu amor de conta-gotas. Não é suficiente pra minha imensidão.
E ele foi embora sem entender nada. Como um cachorro que apanha sem saber o que fez. E depois perguntou pra lua se a culpa era dele de amar tão errado, de ser um indivíduo tão apaixonante e não apaixonado. De possuir dois olhos tão lânguidos nos quais jovens escritoras se descabelavam.
By: Desirreé.
- Eu não sei se quero migalhas do seu amor de conta-gotas. Não é suficiente pra minha imensidão.
E ele foi embora sem entender nada. Como um cachorro que apanha sem saber o que fez. E depois perguntou pra lua se a culpa era dele de amar tão errado, de ser um indivíduo tão apaixonante e não apaixonado. De possuir dois olhos tão lânguidos nos quais jovens escritoras se descabelavam.
By: Desirreé.
domingo, 25 de abril de 2010
But I came back from the future!
Brother, Lost ta sensacional! HAHAHAAHHAAHAHAHAHA
Não sei o que será da minha vida sem Lost. Será como tirarem meu pulmão. Não respirarei. OH! AHHAHAHAA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Viagem_no_tempo
E viva o estudo do 'buracos de minhoca'
Sou completamente viciada nessas coisas *-*
O paradoxo do avô:
"O paradoxo do avô é resultado de 2 pessoas sendo geradas em um conflito de lógica relacionado à percepção temporal dos acontecimentos.
Imaginemos a seguinte seqüência de fatos:
Você é um viajante que acaba de embarcar numa máquina do tempo rumo ao passado, a uma época não muito distante dos dias atuais. Viaja várias décadas no tempo e se encontra com seu avô ainda criança.
Por acidente ou não, você tira a vida de seu avô, bem antes de ele conhecer a esposa, no caso sua avó.
Se você matou seu avô bem antes de ele conhecer sua futura avó, como pode ter viajado no tempo se nem existia nessa nova realidade, uma vez que seu avô morreu criança e não teve filhos? Se ele não tem filhos você não tem pais. Se você não tem pais, como você existe?
E se não existe, não poderia ter viajado no tempo e matado o seu avô, pelo que o seu avô sobreviveu, casou, teve filhos e nasceu você. Mas se você nasceu, quer dizer que vai voltar atrás no tempo e matá-lo...
Surge então um paradoxo temporal e um conflito lógico de existência a partir do momento que você altera os acontecimentos do passado responsáveis pela sua existência.
Os críticos a esta teoria, sustentam que o tempo já foi pré-determinado e por isso, ao voltar no tempo, você não pode mudá-lo, isso nos traz a possibilidade de que ao voltar no tempo você não estará no mesmo universo real, e sim em um universo paralelo também com seu tempo pré-determinado onde já estaria descrito a sua viagem a esse universo. Esse universo seria como espelho e seus habitantes são os mesmos do nosso universo, quer dizer que, ao matar seu avô nesse outro universo, você não causaria mal algum à existência de seus pais e à sua existência, pois seu avô da sua realidade não sofreu dano algum, mas, nesse universo paralelo você não existiria. Levando em conta todas essas explicações, não existiria o ciclo de existência e não-existência das pessoas envolvidas nessa viagem.
Ainda há outra teorias, como o materialismo, que sugere que a existência é imediata e portanto indo ao passado e matando seu avô não seria um paradoxo pois nunca se pertence ao futuro nem ao passado, apenas ao presente, ou seja, o tempo em que você se situa que é quando seu avô é um bebê. Matando-o sua existência se limita ao surgimento repentino do seu corpo e da máquina do tempo nesse dado momento do "passado". Mesmo não matando seu avô, os fatores que deram sua origem são determinados por mais de um fator que são dados em probabilidades, assim como o seu DNA é uma entre várias possibilidades aleatórias de combinação dos DNAs de seus pais.
No livro O Universo numa casca de noz, Stephen Hawking discute as teorias do universo paralelo."
UAAAAAAAAAU!
Vou cavar um buraco de minhoca! *-*
Não sei o que será da minha vida sem Lost. Será como tirarem meu pulmão. Não respirarei. OH! AHHAHAHAA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Viagem_no_tempo
E viva o estudo do 'buracos de minhoca'
Sou completamente viciada nessas coisas *-*
O paradoxo do avô:
"O paradoxo do avô é resultado de 2 pessoas sendo geradas em um conflito de lógica relacionado à percepção temporal dos acontecimentos.
Imaginemos a seguinte seqüência de fatos:
Você é um viajante que acaba de embarcar numa máquina do tempo rumo ao passado, a uma época não muito distante dos dias atuais. Viaja várias décadas no tempo e se encontra com seu avô ainda criança.
Por acidente ou não, você tira a vida de seu avô, bem antes de ele conhecer a esposa, no caso sua avó.
Se você matou seu avô bem antes de ele conhecer sua futura avó, como pode ter viajado no tempo se nem existia nessa nova realidade, uma vez que seu avô morreu criança e não teve filhos? Se ele não tem filhos você não tem pais. Se você não tem pais, como você existe?
E se não existe, não poderia ter viajado no tempo e matado o seu avô, pelo que o seu avô sobreviveu, casou, teve filhos e nasceu você. Mas se você nasceu, quer dizer que vai voltar atrás no tempo e matá-lo...
Surge então um paradoxo temporal e um conflito lógico de existência a partir do momento que você altera os acontecimentos do passado responsáveis pela sua existência.
Os críticos a esta teoria, sustentam que o tempo já foi pré-determinado e por isso, ao voltar no tempo, você não pode mudá-lo, isso nos traz a possibilidade de que ao voltar no tempo você não estará no mesmo universo real, e sim em um universo paralelo também com seu tempo pré-determinado onde já estaria descrito a sua viagem a esse universo. Esse universo seria como espelho e seus habitantes são os mesmos do nosso universo, quer dizer que, ao matar seu avô nesse outro universo, você não causaria mal algum à existência de seus pais e à sua existência, pois seu avô da sua realidade não sofreu dano algum, mas, nesse universo paralelo você não existiria. Levando em conta todas essas explicações, não existiria o ciclo de existência e não-existência das pessoas envolvidas nessa viagem.
Ainda há outra teorias, como o materialismo, que sugere que a existência é imediata e portanto indo ao passado e matando seu avô não seria um paradoxo pois nunca se pertence ao futuro nem ao passado, apenas ao presente, ou seja, o tempo em que você se situa que é quando seu avô é um bebê. Matando-o sua existência se limita ao surgimento repentino do seu corpo e da máquina do tempo nesse dado momento do "passado". Mesmo não matando seu avô, os fatores que deram sua origem são determinados por mais de um fator que são dados em probabilidades, assim como o seu DNA é uma entre várias possibilidades aleatórias de combinação dos DNAs de seus pais.
No livro O Universo numa casca de noz, Stephen Hawking discute as teorias do universo paralelo."
UAAAAAAAAAU!
Vou cavar um buraco de minhoca! *-*
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Remembering you...
I've been looking so long at these pictures of you that I almost believe that they're real. I've been living so long with my pictures of you that I almost believe that the pictures are all I can feel. Remembering... and we kissed as the sky fell in holding you close how I always held close in your fear. Remembering you…you were bigger and brighter and whiter than snow, and screamed at the make believe screamed at the sky and you finally found all your courage to let it all go. Remembering you fallen into my arms, crying for the death of you heart... you were always so lost in the dark. Remembering you, how you used to be, slow drowned you were angels so much more than everything. Oh, hold for the last time then slip away, quietly open my eyes but I never see anything
If only I'd thought of the right words, I could have held onto your heart. If only I'd thought of the right words, I wouldn't be breaking apart, all my pictures of you. Looking so long at these pictures of you but I never hold onto your heart, looking so long for the words to be true but always just breaking apart my pictures of you.
There was nothing in the world that I ever wanted more than to feel you deep in my heart. And there was nothing in the world that I ever wanted more than to never feel the breaking apart all my pictures of you "/
Pictures of you - The Cure
If only I'd thought of the right words, I could have held onto your heart. If only I'd thought of the right words, I wouldn't be breaking apart, all my pictures of you. Looking so long at these pictures of you but I never hold onto your heart, looking so long for the words to be true but always just breaking apart my pictures of you.
There was nothing in the world that I ever wanted more than to feel you deep in my heart. And there was nothing in the world that I ever wanted more than to never feel the breaking apart all my pictures of you "/
Pictures of you - The Cure
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sabe?!
"Suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca"
Clarice Lispector.
Ou toca, ou não toca"
Clarice Lispector.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Curiosity
Tem coisas na vida que é melhor você não ver.
Mas eu sempre quero ver tudo.
Eu sempre quero ver tudo.
Sempre quero ver tudo.
Quero ver tudo.
Ver tudo.
TUDO!
Mas eu sempre quero ver tudo.
Eu sempre quero ver tudo.
Sempre quero ver tudo.
Quero ver tudo.
Ver tudo.
TUDO!
domingo, 18 de abril de 2010
Que perigo!
Tava lendo sobre o signo de capricórnio e veja o que eu encontro:
" Você já viu uma geladeira amar? Esse é o capricórnio, ele é extremamente frio, mas no fundo ele ama. Seguro do que deseja e determinado nos seus objetivos, o capricorniano usa toda sua razão para conseguir o que quer, até em seus relacionamentos. Muito pé no chão, seu elemento TERRA diz tudo, segurança é a sua palavra chave, e saber onde pisa é o essencial para começar qualquer relacionamento.Ele é daquele que pesquisa a pessoa desejada, contorna toda ela e tenta descobrir ao fundo o que ela é e o que ela faz, e o que pretende. Capricorniano é uma máquina de RAIO X, enquanto você fala ele te analisa, sinistro isso, mas ele faz de uma forma sutil, no qual você nem percebe. Frio por fora e quente por dentro, por mais que ele demonstre que nem se importa com você, pura mentira! No seu intimo tudo está pegando fogo. E não provoque a ira de um capricorniano, por mais que ele seja completamente paciente, e como, ele também muda da água pro vinho em minutos."
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH
Choquei com o "geladeira amar". To me sentindo mal "/ HAHAHAHAHAHA
" Você já viu uma geladeira amar? Esse é o capricórnio, ele é extremamente frio, mas no fundo ele ama. Seguro do que deseja e determinado nos seus objetivos, o capricorniano usa toda sua razão para conseguir o que quer, até em seus relacionamentos. Muito pé no chão, seu elemento TERRA diz tudo, segurança é a sua palavra chave, e saber onde pisa é o essencial para começar qualquer relacionamento.Ele é daquele que pesquisa a pessoa desejada, contorna toda ela e tenta descobrir ao fundo o que ela é e o que ela faz, e o que pretende. Capricorniano é uma máquina de RAIO X, enquanto você fala ele te analisa, sinistro isso, mas ele faz de uma forma sutil, no qual você nem percebe. Frio por fora e quente por dentro, por mais que ele demonstre que nem se importa com você, pura mentira! No seu intimo tudo está pegando fogo. E não provoque a ira de um capricorniano, por mais que ele seja completamente paciente, e como, ele também muda da água pro vinho em minutos."
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH
Choquei com o "geladeira amar". To me sentindo mal "/ HAHAHAHAHAHA
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sempre tanto faz.
Agora ele virara homem. Ou pelo menos o pensava. Faculdade, bafos alcoólicos, meios de alucinações disfarçados, “Lucy in the Sky with diamonds”, amigos insanos, população feminina desprovida de compromissos, bla, bla. Não mais nerd, não mais cdf, não mais desengonçado, não mais pais, não mais solidão, agora era tudo sex drugs and rock’n roll. As batidas do DJ enlouqueciam seus tímpanos, sangue e pensamentos esfumaçados. Olhou a sua volta e percebeu que nada havia mudado. Tirou a carteira protuberante do bolso, mas logo guardou. Ali dinheiro era como oxigênio. Se os amigos o vissem, não demoraria muito para que tudo fosse pro ralo. Ou pro estômago, em forma de álcool. Suspirou. Nada havia mudado. No outro canto casais e mais casais se perdiam entre mãos e beijos. Beijos tão tristes, tão vazios, tão passageiros. Do lado do DJ, uma garota bêbada dançava “sensualmente” e pensava estar arrasando. Mas era no mínimo: triste. No outro canto garotos cabeludos se drogavam, dormiam, riam, vomitavam, enlouqueciam. As luzes espalhafatosas da festa escorriam sobre a pele de todos aqueles jovens de espíritos adolescentes animalescos. Próximo ao sofá, João Jorge usava sua primeira jaqueta de couro e tinha vontade de loira de saltos. Olhava para ela, mas no meio de tanta luz colorida, ofuscava seu físico. A loira só dançava com o seu copo de vodka na mão e na outra um cigarro. João Jorge virou as costas sem sucesso. Desistiu.
Na escada, uma ruiva sardenta apreciando belas e largas costas magras de um jovem ex-nerd.
- Oi! Quer?
Ele pegou o copo que ela o oferecia. Hesitou perguntar o que era, hesitou perguntar o nome dela mas tanto faz. Sempre tanto faz. No final da noite todo mundo vai embora e puft. Ninguém se conhece. Tanto faz. Os dois ficaram olhando a festa, ela num degrau mais longe que ele, um degrau acima, um degrau mais intocável, mais diferente, mais me deixe em paz. Um degrau acima, ela pensava que ele podia se deixar acender o cigarro, nem que por algumas tragadas, pelo fogo que ela estendia derramava incendiava e explodia para e por ele.
- Gata, você me ama? - Perguntou o rapaz para a ruiva.
- Claro que sim, pelo menos hoje.
A carência os fazia criar um sentimento eterno de uma noite só.
E na pista de dança, as pessoas viviam.
As coisas não mudaram.
By: Desirreé
Na escada, uma ruiva sardenta apreciando belas e largas costas magras de um jovem ex-nerd.
- Oi! Quer?
Ele pegou o copo que ela o oferecia. Hesitou perguntar o que era, hesitou perguntar o nome dela mas tanto faz. Sempre tanto faz. No final da noite todo mundo vai embora e puft. Ninguém se conhece. Tanto faz. Os dois ficaram olhando a festa, ela num degrau mais longe que ele, um degrau acima, um degrau mais intocável, mais diferente, mais me deixe em paz. Um degrau acima, ela pensava que ele podia se deixar acender o cigarro, nem que por algumas tragadas, pelo fogo que ela estendia derramava incendiava e explodia para e por ele.
- Gata, você me ama? - Perguntou o rapaz para a ruiva.
- Claro que sim, pelo menos hoje.
A carência os fazia criar um sentimento eterno de uma noite só.
E na pista de dança, as pessoas viviam.
As coisas não mudaram.
By: Desirreé
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Get back, Jojo!
Paulo Jorge e João Ricardo.
Paulo Ricardo e Jorge João?
João Jorge e Ricardo Paulo.
Jorge Paulo e Ricardo João?
Ah não sei, que indecisão.
Suponho que eu só não tenha nada para fazer e estou esquentando a cabeça precocemente escolhendo o nome dos meus filhos.
Você os achou bregas, creio. É, achou brega os nomes. Pois saiba que eles vêm dos meus Besourinhos* (*ler rodapé). u.u E o que vêm dos Besourinhos é sempre um luxo.
Besourinhos* derivado de "Beatles" do inglês.
Paulo Ricardo e Jorge João?
João Jorge e Ricardo Paulo.
Jorge Paulo e Ricardo João?
Ah não sei, que indecisão.
Suponho que eu só não tenha nada para fazer e estou esquentando a cabeça precocemente escolhendo o nome dos meus filhos.
Você os achou bregas, creio. É, achou brega os nomes. Pois saiba que eles vêm dos meus Besourinhos* (*ler rodapé). u.u E o que vêm dos Besourinhos é sempre um luxo.
Besourinhos* derivado de "Beatles" do inglês.
Liar
Gostei da idéia de criar personagens, me deixe em paz. u.u
Ahá e a mais nova figurinha se chamará "Tonho". 'Tonho' existe sim e é meu 'muso inspirador' neste caso [COF!], mas é claro não vem ao caso entregar-lhes sua identidade.
Antes de tudo, Tonho: Você nem merecia tudo isso, mas achei interessante o seu caso patológico. Gostei de te diagnosticar. Eis que segue...
Tonhoinho, Tonho, Tonhão.
Nascera em um berço de ouro, já era predestinação
“Papai, quero o x-box que lançaram ontem! Papai, vamos pra Eupora? Papai, esse ano será Disney ou o que? Papai, quero isso, aquilo. Papai, quero um carro, PAPAI, PAPAAAAAAI!”.
Mas o pobre Tonho que uma vez tinha tudo
Não sabia fazer jus ao seu legado, contudo.
Tonho era um “tonho”, meio abestado
E com isso, o fizera, no meio dos colegas, menos aceitado
Sofria de uma doença
Pseudolalia, tenha crença.
É aquela danada que te põe no vício de mentir
Minta pra mim pela última vez, Tonho, pois eu irei de partir
Mais uma vez na tua vida, alguém te abandonou
E você, na solidão que te espera, para sempre se auto impulsionou.
Ahá e a mais nova figurinha se chamará "Tonho". 'Tonho' existe sim e é meu 'muso inspirador' neste caso [COF!], mas é claro não vem ao caso entregar-lhes sua identidade.
Antes de tudo, Tonho: Você nem merecia tudo isso, mas achei interessante o seu caso patológico. Gostei de te diagnosticar. Eis que segue...
Tonhoinho, Tonho, Tonhão.
Nascera em um berço de ouro, já era predestinação
“Papai, quero o x-box que lançaram ontem! Papai, vamos pra Eupora? Papai, esse ano será Disney ou o que? Papai, quero isso, aquilo. Papai, quero um carro, PAPAI, PAPAAAAAAI!”.
Mas o pobre Tonho que uma vez tinha tudo
Não sabia fazer jus ao seu legado, contudo.
Tonho era um “tonho”, meio abestado
E com isso, o fizera, no meio dos colegas, menos aceitado
Sofria de uma doença
Pseudolalia, tenha crença.
É aquela danada que te põe no vício de mentir
Minta pra mim pela última vez, Tonho, pois eu irei de partir
Mais uma vez na tua vida, alguém te abandonou
E você, na solidão que te espera, para sempre se auto impulsionou.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Herança comportamental e ideológica (?)
É interessante que apesar de ter passado anos que nem falo com certas pessoas, eu ainda as influencio. HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAH
Que péssimo, tente disfarçar, ow.
Que péssimo, tente disfarçar, ow.
domingo, 11 de abril de 2010
Where is the love?
"Allie: Diz que eu sou um pássaro
Noah: Não!
Allie: Diz!
Noah: Você é um pássaro.
Allie: Agora diz que você é um pássaro.
Noah: Se você é um pássaro, eu também sou."
(O Diário de uma Paixão)
Noah: Não!
Allie: Diz!
Noah: Você é um pássaro.
Allie: Agora diz que você é um pássaro.
Noah: Se você é um pássaro, eu também sou."
(O Diário de uma Paixão)
sábado, 3 de abril de 2010
Bis! Bis! De repente, adoro posts velhos.
Por mim, clima temperado, com um verão latino com frutas, drinks gelados, água de coco, mares azuis, cheios de gente bronzeada, músicas felizes e leves. Luau durante a noite, jantares de salada ao ar livre com amigos, joguinhos de cartas e sorvetes exóticos.
E outono tão marrom brilhante como chocolate , com cachecóis coloridos, com livros embaixo das árvores nas praças paradas, bons filmes, com folhas secas, ventos agitando cabelos ao ar e romances de mãos-dadas.
E inverno verdadeiro, congelante. Inverno branco. Neblina, neve, árvores sem folhas. Por mim, inverno mesmo, que engorde. Inverno... Chocolate quente de baixo do edredon e horas e horas de sono. E mais filmes. E solidão, sim, bela solidão que se esconde no frio. Por mim, invernos-lar. Danças tão leves e livres, improvisadas no meio de uma rua qualquer, e vestidos pra todos os lados. E cores tão mais vivas, vidas tão mais vivas. Por mim, primavera com flores grandes. Risos fáceis e doces.
Por mim, tudo Europa. Por mim, sempre deslumbramentos forasteiros, turistas. Por mim, cidade natal todo dia nova, incrível. Por mim, velhos amigos sempre novos, velhos amores sempre novos, apaixonantes, interessantes, intrigantes. Por mim, nós todos sempre mutantes, irreconhecíveis, melhores. Por mim, nada de acostumei-me, enjoei-me, cansei-me. Todo dia, novas certezas e se não, pelo menos novos “maybes”. Por mim, nada de rotina, cotidiano, dia-a-dia. Por mim, a vida só valendo à pena enquanto se parece com um filme. Por mim, atenção aos detalhes, aos tons, aos sons.
Por mim, poemas do romantismo no computador. Por mim, um apartamento com varanda e por-do-sol embutido. Por mim, nunca mais no mundo televisão. Por mim, tudo cinema. Por mim, só clássicos da sessão da tarde, barzinhos que toquem Oasis pela noite. Por mim, trilhas sonoras sempre, sempre, sempre.
Por mim, a vida mais fácil? Por mim, a vida mais difícil, mais dramática, mais Florbela Espanca. Grandes amores e mortes honradas. Por mim, a vida mais difícil com complicação, tempero. Por mim, Woodstock. Por mim, Beatles forever e Oasis de chaverindo como brinde. Por mim, mudar o mundo de dentro pra fora. Por mim, pão de queijo de manhã. Por mim, sempre excesso. Mesmo quando escassez, que excesso de falta. Por mim, mais sinceridade, mais emoção. Por mim, amigos nos aniversários. Por mim, cabelos e mãos como ato contínuo. Por mim, amores mais acessíveis, mais queríveis (?). Por mim, tranquilidade. Por mim, tão mais simples.
Cheers.
PS: De repente...Até gosto de pessoas chatas. Uh?!
E outono tão marrom brilhante como chocolate , com cachecóis coloridos, com livros embaixo das árvores nas praças paradas, bons filmes, com folhas secas, ventos agitando cabelos ao ar e romances de mãos-dadas.
E inverno verdadeiro, congelante. Inverno branco. Neblina, neve, árvores sem folhas. Por mim, inverno mesmo, que engorde. Inverno... Chocolate quente de baixo do edredon e horas e horas de sono. E mais filmes. E solidão, sim, bela solidão que se esconde no frio. Por mim, invernos-lar. Danças tão leves e livres, improvisadas no meio de uma rua qualquer, e vestidos pra todos os lados. E cores tão mais vivas, vidas tão mais vivas. Por mim, primavera com flores grandes. Risos fáceis e doces.
Por mim, tudo Europa. Por mim, sempre deslumbramentos forasteiros, turistas. Por mim, cidade natal todo dia nova, incrível. Por mim, velhos amigos sempre novos, velhos amores sempre novos, apaixonantes, interessantes, intrigantes. Por mim, nós todos sempre mutantes, irreconhecíveis, melhores. Por mim, nada de acostumei-me, enjoei-me, cansei-me. Todo dia, novas certezas e se não, pelo menos novos “maybes”. Por mim, nada de rotina, cotidiano, dia-a-dia. Por mim, a vida só valendo à pena enquanto se parece com um filme. Por mim, atenção aos detalhes, aos tons, aos sons.
Por mim, poemas do romantismo no computador. Por mim, um apartamento com varanda e por-do-sol embutido. Por mim, nunca mais no mundo televisão. Por mim, tudo cinema. Por mim, só clássicos da sessão da tarde, barzinhos que toquem Oasis pela noite. Por mim, trilhas sonoras sempre, sempre, sempre.
Por mim, a vida mais fácil? Por mim, a vida mais difícil, mais dramática, mais Florbela Espanca. Grandes amores e mortes honradas. Por mim, a vida mais difícil com complicação, tempero. Por mim, Woodstock. Por mim, Beatles forever e Oasis de chaverindo como brinde. Por mim, mudar o mundo de dentro pra fora. Por mim, pão de queijo de manhã. Por mim, sempre excesso. Mesmo quando escassez, que excesso de falta. Por mim, mais sinceridade, mais emoção. Por mim, amigos nos aniversários. Por mim, cabelos e mãos como ato contínuo. Por mim, amores mais acessíveis, mais queríveis (?). Por mim, tranquilidade. Por mim, tão mais simples.
Cheers.
PS: De repente...Até gosto de pessoas chatas. Uh?!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Falácias
"- Aí vai um exemplo de premissas contraditórias. Se Deus pode fazer tudo, pode fazer uma pedra tão pesada que ele mesmo não conseguirá levantar?
- É claro - respondeu ela imediatamente.
- Mas se ele pode fazer tudo, pode levantar a pedra.
- É mesmo - disse ela, pensativa. - Bem, então eu acho que ele não pode fazer a pedra.
- Mas ele pode fazer tudo - lembrei-lhe.
- Estou confusa - admitiu.
- É claro que está. Quando as premissas de um argumento se contradizem, não pode haver argumento. Se existe uma força irresistível, não pode existir um objeto irremovível. Compreendeu?"
Já disse que eu AMO analisar falácias? *-*
Poxa, custava eu passar logo em Direito? ¬¬"
Não vejo a hora de apreciar falácias, estudar a lógica dos argumentos e todas essas viadagens *-* HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAH
- É claro - respondeu ela imediatamente.
- Mas se ele pode fazer tudo, pode levantar a pedra.
- É mesmo - disse ela, pensativa. - Bem, então eu acho que ele não pode fazer a pedra.
- Mas ele pode fazer tudo - lembrei-lhe.
- Estou confusa - admitiu.
- É claro que está. Quando as premissas de um argumento se contradizem, não pode haver argumento. Se existe uma força irresistível, não pode existir um objeto irremovível. Compreendeu?"
Já disse que eu AMO analisar falácias? *-*
Poxa, custava eu passar logo em Direito? ¬¬"
Não vejo a hora de apreciar falácias, estudar a lógica dos argumentos e todas essas viadagens *-* HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAH
quinta-feira, 18 de março de 2010
Faz parte do meu show

"Vivo num clipe sem nexo, um pierrô-retrocesso, meio bossa nova e rock'n roll, faz parte do meu show..."
Adoro essa música do Cah (sou íntima do Cazuza, cara, brinqueeee comigo). Tenho vício em analisar letras de músicas e achar um significado interessante. Música também é a letra. Mas enfim...a música...
A gente vive uma vida mal vivida, nos privamos de fazer ou falar determinadas coisas e depois que passa, a gente se arrepende. Isso é o pierrô-retrocesso, creio eu. Na verdade um meio termo posto que Pierrô seja um personagem de uma peça em que ele era inocente, meio fora da realidade das coisas e não pensava muito antes de fazer, talvez pierrô seja algo como viver intensamente sem pensar no amanhã, 'carpe diem' mesmo. E o retrocesso é essa vontade que muita gente tem de voltar atrás por arrependimento. E é por isso que há um tempo eu mudei bastante em relação a isso. Comecei a falar tudo o que eu penso, falar o que eu quero e fazer também, dentro dos limites é claro. A gente não tem questionar, “Vale a pena falar? Devo ou não viver isso? Dizer o que estou sentindo?”. A verdade é que se não experimentarmos, a gente nunca vai saber. E daí viveremos na sombra do pierrô-retrocesso. E mesmo se tudo o que você fizer no a lá pierrô, não valer a pena, pelo menos você tem a certeza de como foi, porque o que mais mata é a dúvida. O ser humano tem uma tendência a complicar a vida. Eu sou assim, complicada, mas nem tanto. Acho que a gente tem que fazer o que tiver vontade, ser sincero, porque aprendi que ser sincera, ser você mesmo, nunca falha. E se aparecerem problemas, é só analisar todas as partes das mais simples pras mais complexas e achar a solução. Tem q estudar o problema para enxergar onde está a pedrinha incomodante. Oh yeah.
Pagar de livro de auto-ajuda é trash. Mas é válido.
Cheers.
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