quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Jess




Cara priminha. Você mesma, que choca a sociedade desde 1992, percebi o quanto você está crescendo e vejam só, seus demorados 18 anos chegaram! Aleluia, irmãos! Ninguém sabe o quão criminosas nós tivemos que ser pra te botar no meio dos 'dimaior', é... Foi pura adrenalina, leitor. Eu só queria dizer o como você é importante pra mim. E eu sou tão egoísta ao ponto de achar que ninguém quer o seu bem como eu quero. Eu meio que tomo suas dores, odeio quem te faz mal, é uma coisa meio impulsiva. Mas a verdade é que você é uma das únicas pessoas que eu posso dizer que é como a minha pessoa. Certamente com muitas diferenças de personalidade, mas em essência nós nos entendemos muito. Quem sabe ninguém entende nosso mundo interior, as nossas dores parecidas, nossos sonhos, nossas conversas filosóficas viajadas que vão desde teorias malucas sobre O Triângulo das Bermudas, passando por uma leve tensão nos papos da nossa família até nossos diagnósticos psicológicos sobre pessoas problemáticas em certos casos sem cura. E é assim que a gente sempre foi, e sempre vamos ser, cheias dos papos e conversas que não têm fim. A gente já passou por muita coisa junta, como a nossa infância excêntrica com brincadeiras doentes, momentos que passávamos trancadas por livre e espontânea vontade dentro de um quarto jogando video game semanas e semanas, nossa primeira viagem groupie com o Dhani e o Amit (aiaiai), os trotes na velha do 62, nossa adolescência conturbada com os espíritos malignos, o nosso medo pelo Apocalipse, Regan e compasso, nossas piras em filosofia, achando que não teríamos medo mais de nada a partir do momento que virássemos filósofas, nossa época MTV vidradas em clipes e ideologias rebeldes vindas da Lavigne, nosso sonho de ver a Britney dando shows, o Joel, o Taylor, o Bloom, o Depp, o Brad, o Potter, o Sparrow, o Sawyer, o Charlie e o Liam. Vidas secundárias, astrologia, milhares de músicas, uniforme dos Rolling Stones, Florianópolis, nós na MTV com a Penélope, show de um beatle, sol, 14 horas na fila, Hey Jude, Let It Be, Live and Let Die, Yesterday (melhor show da história segundo nós e o Paul McCartney), enfiar um monte de matéria na cabeça antes dos vestibulares, gin and tonic, porre, micos, passar mal, girar na cadeira de rodinhas, sonhos, Europa, Las Vegas, cassino, truco, poker, Rihenne em cima dos quadros da casa da praia (obs: e a faca na mão dela!), teoria do caos, fumaça negra, planos malucos secretos, rir do Mané, falar mal dos outros, link de letra de música identificável, violão, Supersonic, Oasis, Oasis, Oasis. Talvez seja bem no ponto Oasis que tudo começou a fazer sentido. Foi como você disse num dia desses de porre (e eu me lembro porque eu anotei!), "o Liam foi onde eu encaixei tudo", o que de fato explica tudo, parece que a gente encontrou a ideologia que a gente sempre tava procurando, esse ar diferente que a gente sempre teve, mas nunca teve coragem de mostrar pro mundo e hoje a gente consegue isso. E foi aí também que eu percebi que nós não éramos só duas primas que tinham vivido muita porcaria juntas, mas sim duas almas que aspiram pelos mesmos objetivos, de uma maneira que quando uma estiver no estado de "dude, I’m lost", a outra sabe encontrá-la ou até mesmo perdê-la mais um pouco. HAHAHAHA Acho que a gente descobriu muitas coisas juntas e acho que não estamos nem no começo. A gente só reclama da nossa vida, mas lendo esse relato todo vejo que foi tudo bem rock’n roll, certo?! Porém o fato é que we can't get no satisfaction! AHHHHHHHHHHH! Te amo muito, Jeca, muito mesmo! Ao ponto de dividir um pacote de passatempo num dia que a gente não tinha comido quase nada e que não iríamos comer por mais um bom tempo e juntar as moedinhas mais suadas que alguém pode conseguir pra comprar um copo de água e dividir em três.

PS: Talvez você seja o mesmo que eu e nós vemos coisas que eles nunca verão, eu e você vamos viver pra sempre. (por mais que você não ache que essa música é de amizade, eu acho, han u.u).

Cheers!

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