Com colheradas e mais colheradas de açúcar pra tirar pelo menos um pouco do gosto amargo, ela ia bebendo todas as coisas da vida em goles atropelados, apressados, desesperados, doentes. Foi então que soltou palavras como quem solta espirros, irresistivelmente:
- Eu não sei se quero migalhas do seu amor de conta-gotas. Não é suficiente pra minha imensidão.
E ele foi embora sem entender nada. Como um cachorro que apanha sem saber o que fez. E depois perguntou pra lua se a culpa era dele de amar tão errado, de ser um indivíduo tão apaixonante e não apaixonado. De possuir dois olhos tão lânguidos nos quais jovens escritoras se descabelavam.
By: Desirreé.
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