quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

I bet




A melodia a levava, era o blues da gata desgarrada. Uma teenager com bafo de pinga. Resto do esmalte vermelho de duas semanas atrás. Luzes a seguindo, olhos fechados, fechados. Aposto que os pais dela nem sabiam o que ela fazia. Às mãos rolavam o cabelo, cabelo levemente molhado pela desastrosa falta de cuidado com o copo de vodka. Sem pensamentos. A música a guiava. Aposto que os pais dela nem sabiam que ela dançava daquele jeito. O que se chamava de pernas, cambaleavam. Ela subiu as escadas, quase caiu lá de cima. Teenager. Como era o nome daquele movimento da Terra mesmo? Translação. A translação se movia tão rapidamente, ela não tinha percebido isso antes. Montanha russa. Braços voando. Girando, girando. Destilado puro, destilado russo. Russa como seus descendentes. Miolos batidos no liquidificador. Que coisa a se fazer.

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