sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva

Afinado em lá menor, esse ano foi completamente maluco e fora dos meus planos. Começou com uma tensa onda de vestibular, resultados da pressão de anos anteriores e toda essa coisa. Fui pra São Chico, conheci uns hippies, fiz uns luaus, fugi pras colinas, vi o nascer do sol num morro de cemitério de índios, foi a coisa mais linda. Quando voltei pra Londrina, eu queria fugir, mudar de cidade, mudar de vida completamente. Mas daí fiquei por aqui, achava que a minha vida seria mesmo uma porcaria, comecei a faculdade com todas os ares negativos que se podiam ter. Medo do novo. Escolher o curso mais lindo e compatível comigo foi o melhor que eu fiz. Conheci pessoas maravilhosas, tanta gente de estilo diferente, cada um de um jeito, cada um de um lugar, de um quadrado. Me aproximar de estilos diferentes foi muito bom pra descobrir que estilo não importa, e que na verdade, todo mundo estava na mesma vibe que eu. Depois só foram festas, risadas, amizade, amores de verão em outras estações, carregar os tijolos no braço, ler o vade mecum, tocar violão no bar da tia no fim da aula, descobrir que eu estava no lugar certo com as pessoas certas.

Comecei a trabalhar finalmente, mãe! Criar juízo, aprender que dinheiro não nasce do papai, aprender a contar, a ter controle e responsabilidade enfim. Na rotina do trabalho tinha tudo pra dar errado, aquela coisa de lidar com clientes estressados me assustava muito, mas só depois descobri que meu forte é trabalhar com gente estressada! Eu amo trabalhar com gente estressada e eu não devo ser normal por isso. Conheci muita gente incrível no meu job, pessoas que fazem os meus dias cinzas ficarem coloridos (e isso é bem clichê, vai), muitos amigos de verdade, pessoas que são o que são e deixam você ser quem você realmente é. E não deve ter nada melhor do que isso.

Foi muito show de rock, pirar a cabeça com meus amigos rockeiros, conversar com um bando de desconhecido, virar amiga dos desconhecidos, amigos pra sempre por uma noite, ou até mesmo, pra carregar por muito tempo.

Comprar o ingresso pro U2 nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, São Paulo exageradamente, Curitiba tem más lembranças de mim. Coisas que achei que nunca iria presenciar, show do Hanson, vi o Taylor, meu amor platônico eterno, e meu Deus, agora só falta Rolling Stones e eu morro feliz.

Criei muita cara de pau, descobri sensações novas, pensamentos além do que se vê, filosofias malucas, atitudes ilegais, cometer crimes e toda essa coisa.

Mudei meus planos, mudei meus sentimentos, descobri quem eu sou com as aulas de vida do Keith Richards, me tornei muito mais madura, compreensiva e empática, acho que nunca mais vou me apaixonar, porque paixão é pra quem se engana e eu não consigo mais me enganar. Talvez eu ame alguém um dia. Nesses meus atuais vinte anos (que acabam nos vinte um na semana que vem), me fazem pensar como uma pessoa de quarenta. Já que dizem que eu tenho uns pensamentos de velho. É como diria aquela música do The Verve, que todo mundo conhece não sabe de onde “porque é um doce amargo essa vida...”. Enfim, aconteceu de tudo nesse ano de 2011, não me arrependo de nada. Que venha 2012.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Who cares?

É certo que existem algumas pessoas que não se importam mesmo.
E eu aprendi a lidar com elas. Eu mesma não me importo.
Aliás, ninguém se importa.
A gente só quer sanar nossas vontades. Seja lá elas quais forem.
Ninguém quer fazer bem ao outro não, e mesmo que queira, só quer fazer o bem pra se sentir bem. Ou seja, pra SE SENTIR BEM, por puro sentimento de egoísmo.
É tudo uma mentira.

domingo, 20 de novembro de 2011

Duas e meia da madrugada, então eu gasto meu português amanhã para ser julgada por algum metido a professor da língua portuguesa.

Sonhos impossíveis do tipo: eu queria ter licença poética pra escrever do jeito que eu bem entender.


Ser julgada pelo que escrevo...que patético!
O Castro disse que eu tenho cara de garota de jornalismo. Mas qual é, eu não sei aonde está o problema de eu amar jornalismo e viver pesquisando mais especificamente sobre o tema e não ter optado profissionalmente por isso. Mas eu acho fantástico.

Depois me dizem que eu tenho cara de psicóloga, que eu vivo tentando entender a vida das pessoas e dar conselhos. Eu também não vejo o problema de eu amar psicologia. Eu queria ter um divã só pra ficar ouvindo a vida dos outros o dia inteiro.

Se eu gosto de astrologia, música, psicologia, jornalismo e o que mais vier, o caso é que eu não escolhi isso pra trabalhar. Se escolhi Direito, tenho meus motivos. Talvez porque eu ame muito mais as regras do jogo, a jurisprudência, as penas, a inquietude dos desvios de conduta.
Então eu decidi que eu nunca ia me iludir, que eu ia me dar bem com o que eu tinha. Porque eu achava que a coisa mais ridícula do mundo era querer ser o que não era. Ou então choramingar pelas conquistas, ou pelos destinos privilegiados de outros. Feliz é quem é satisfeito por algumas horas ou dias. Satisfação é um negócio complicado. A gente nunca se satisfaz por completo, temos que aceitar. Essa é a lei. O senso comum tem muito a dizer sobre isso, porque “a grama do vizinho é sempre mais verde”, é bobeira pensar na grama do vizinho, amigo. Eu odeio gente que não luta pelo que quer, quando se quer algo, tem que ir atrás, calcular na cabeça cada passo pra chegar onde se quer. Odeio gente preguiçosa com os sonhos. Tá certo, preguiça é uma coisa que acontece mesmo. Mas preguiça te ir atrás do que se quer é bobagem, amigo, é tosquice, é coisa de loser.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Speecheless

Nada demais, nada novo. Aliás, nunca é nada novo quando se tem 21 anos a caminho. Era como algum tipo de objeto no último andar da estante da minha casa que eu não conseguia alcançar quando eu tinha cinco anos. Ele era tão simples, tão completo com poucas palavras e com a pouca informação que eu tinha. Aquele ar de garoto mal, aquela cara de quem tinha um ego que nem cabia nele mesmo, o jeito de andar de quem podia derrubar qualquer um pela frente. No físico, nada demais. A não ser pela altura considerável, costas largas, olhar castanho entre aberto e o modo dele sentar-se. O pouco que eu sabia sobre ele eram certas coisas que me admiravam. O Led, o Doors, a finesse cinematográfica, o medo e delírio em Las Vegas, a tatuagem do Che que me traduzia certo saber apreciável, o gosto pelas coisas simples da vida, o jornalismo dele, amizade, aventura sem gastar muito. Por aí nos pubs da cidade, ele de olhar longe, copo de qualquer coisa alcóolica na mão. Eu conversava com qualquer um, sabia puxar papo, fazer os garotos rirem, entrevistar e blá blá blá. Mas você me calava. Me calava sem dizer um piu. Porque diabos você me calava?

Egocentrismo

Postei isso há um tempo, na época que eu me inspirava.

Calma, veja, eu sei que você não ta entendendo. Eu sei que você deve achar que eu sou completamente pirada, que às vezes falo coisas sem nenhum sentido, mas olha aqui: eu sou extremamente pirada, mas só às vezes, sabe?! Agora não, relaxa. A questão é: você não sabe direito quem eu sou, deve saber só um pouquinho. Você me conhece tão pouco, brother. Nem sabe. E tipo, você pode até gostar de mim e tudo mais, o que é uma coisa tri legal e tal, mas não adianta muito se você não me conhece, não vê quando eu estou sendo louca ou quando eu estou normal, assim, como agora.
Eu sou uma pessoa do bem, não vê?! Claro, eu sou subjetiva, espirituosa, blá blá. Mas eu sou uma pessoa boa, sou pura. Pureza é quando você quer ver as pessoas dando certo na vida, quando você quer realmente que eles sejam felizes, quando você acredita nelas. Eu sou uma pessoa boa, não estou mentindo. Não minto mesmo. Percebeu? Veja só como eu sou sincera. Sem ironias mesmo, mesmo. Eu sou meio bobinha às vezes, o que significa que eu acredito nas pessoas. Eu acredito. Eu amo. Meus pais são ótimos. Educaram-me muito bem, e é isso! Você tinha que conhecer os velhos pra você ter uma noção de quão educada eu sou. Os meus pais são tri! Você tinha que ver, querido. Você tinha realmente que ver pra saber quais são as minhas influências, de onde eu venho, em quem eu confio, com quem eu aprendi a ser pirada. Eu procuro tons diferentes nas coisas, então não importa se sou bonita ou feia, que eu me vista bem. Eu tenho tons diferentes que precisam ser descobertos. Beleza todas elas têm, não vê?! O que estou tentando dizer e parece que você não entende, será que nunca vai entender? É preciso ir beyond, far far away, meu bem. É preciso ir além do meu vestido, do meu cabelo, das minhas botas, é preciso ir além dos meus olhares. O que estou tentando dizer, é que você perde tudo isso não sendo uma pessoa curiosa. Você perde tudo! O que estou dizendo, bem, acho que já desisti de alguém entender isso, mas é que você tem que saber do Odracir. É, você TEM que saber do Odracir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Drop the leash

Gosto de como Pearl Jam me acalma. A letra juntamente com a melodia.

"Drop the leash, we are young
Oh, get outta' my fuckin' face...
Drop the leash, drop the leash...
Get outta' my, my..."
De uma coisa eu sei: meus protagonistas agora estão todos mortos. Não servem pra nadinha mesmo. Morreram, figuramente, por assim dizer. Digo, os personagens das minhas inspirações perderam o brilho, se foram. Não consigo mais falar deles, nem bem, nem mal. Acho que a falta de efeitos em mim é sinal de que realmente morreu.

Se é bom ou mal isso tudo? Mal. O medo de ser incompreensível me ronda de novo, de novo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Respire fundo.

Menino, você tem sido uma garota muito pervertida. Isso foi o Lennon que disse em alguma música perdida por aí.
Menino, menino, menino. Ou, moleque?
Moleque, não se engane.
Quando o seu mundo cor de rosa cair, o tombo vai ser feio.
Cuidado com a arrogância, cuidado com a pose, cuidado com o ridículo.
Apenas: seja você mesmo.
Status é uma coisa perigosa, hoje ele é seu, amanhã puft.
É duro quando a gente devia ter uma maturidade em certa idade e não tem.
Menino, eu não te pedi em casamento.
Vamos viver a Era de Aquário, por favor, ninguém é de ninguém.
Não sei o que foi que você pensou, mas relaxa.
Você nem é tão legal pra sair de mãos dadas comigo.
Menino, não pague micos.
Você está muito no script.
E de verdade, você trai o movimento!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Saia da minha nuvem.

Eu ouço "hey, you, get off of my cloud!" da voz do Mick. Só porque eu invento pessoas. Invento personagens pra me encantar. Que vontade de estar triste o bastante pra poder escrever sensacionalmente. Desirreé, você devia estar triste. Como você se torna produtiva! Existe mais de uma de mim, existem tantas Desirreé’s que a verdadeira se perdeu. É segunda feira, ok, me perdi de novo. Palavras certas nos lugares certos dos tamanhos certos. Não pode passar de duas linhas, não pode ser exagerado, tem que ser suave e certeiro. Meço palavras, sentimentos, ações e toda essa baboseira. Odeio números, mas calculo meus movimentos. É isso, tudo calculado pra obter sucesso. Odeio perder, sabe como é. Tenho objetivos independentes da minha vontade, esse é o problema. Vamos usar da persuasão, quem sabe funcione? Ok, boa moça. Mas espere aí! Já sou boa moça. Nada tão alcoolicamente comportada, mas sim, amorosamente demais. Que saco. As safadas são mais felizes.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Where the skies are so blue

Soava como 'Sweet Home Alabama' como música de fundo.
Dentro de mim, lutava o medo e o encanto.
Medo, que vinha da minha racionalidade doente.
Encanto que vinha de fora, do sorriso de dentes certinhos, do ar londrino.
Então fique, já que eu me sinto tão bem presa nessa música com você.

domingo, 18 de setembro de 2011

Caio Fernando Abreu

Cara ,há uns quatro anos atrás quando eu comecei a ler Caio Fernando Abreu, o negócio era chic. Sei lá, gostar de coisas que ninguém gosta ou mesmo ler coisas de um autor que ninguém sabe quem é, só algumas pessoas, era super demais. Eu acho que o Caio é sensacional, escreve coisas absurdamente interessantes. Uma linha de raciocínio clara e empática sem tamanhos. Mas daí chegou a dona internet e seus milhares de seguidores que foram banalizando o Caca (sou íntima!) e o nome dele foi usado pra deixar qualquer frase por aí bonita. As frases dele agora são de todo mundo e até as que não são dele recebem os créditos dele. Vai entender esse povo sem fontes, viu.

O problema não consiste no fato de o Caio ter se tornado famoso, ou eu estar com ciúme de não ser mais tão única com meus gostos. O problema é que as pessoas não fazem idéia de quem foi ele e não sabe nem o que o cara já escreveu no mundo literário. As pessoas só querem se fazer de "cults" pelos sites de relacionamento, é isso.

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Hoje estava conversando com o Rissato. Um carinha bem legal que trabalha comigo e fez filosofia. Eu gosto muito de conversar com pessoas inteligentes, que sabem mais do que eu sobre algum assunto que me interessa. E foi aí que eu pedi pro Rissato mudar minha opinião. Na verdade eu odeio mudar de opinião, sou teimosa demais. Mas pessoas inteligentes podem me mostrar caminhos mais inteligentes que o meu, certo? E se eles têm realmente algo mais interessante, eu quero conhecer. Quero conhecer tudo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pra você.

O início foi num verão entre meus olhos e suas bermudas que eu me perdi.
Tira essa bermuda que eu quero você sério, vamos cantar música de galera, vai.
Daí você mudou para calças e eu ainda continuei perdida.
E é por essas noites, em que o inverno nos faz ligar o ventilador, que você ainda: aqui.
A rebeldia, o psicodelismo, detonar a ignorância, ser livre, o rock'n roll.
E de repente, nós dois, sem mais e nem menos.
Sem palavras, só com olhares e gestos.
Porque é assim que a gente era e sempre foi.
E eu te mandava contar alguma coisa e você Forrest Gump.
Até parece que acreditei em tudo.
Você era ímpar e eu era par, te pedia pra sorrir, porque putaquepariu,
você era de longe garoto mais estiloso de tudo que já vi.
Eu te disse do blues, das minhas influências, dos meus roteiros de longa metragem, eu te contei sobre meus segredos mais ilegais e improcedentes e você concordou. "Porque é isso mesmo, eu também".
Daí você me pedia pra te fascinar e eu te falava do colorido que era ouvir o Morrison.
4 horas da manhã. E daí eu pensei "mas como é que sobrevivemos?".
Vamos filosofar, fazer as horas durarem, porque eu e você tão amantes anônimos,
tão amigos.
Daí já eram 5 horas da manhã, pra te ver ir embora de novo. Te dar tchau.
E aquela coisa de sempre, uma sensação de: que você vai embora pra sempre de novo.
E eu pensando que ia sentir saudades, me atrapalhando toda, enquanto dentro de mim tocava "Baby" na versão da Rita Lee, porque é o que me lembrava você.
Que nó na garganta que você me dava.
E que nó na língua porque eu nunca podia te dizer nada.
E daí só saiu qualquer coisa pobre pra me despedir, um "tchau", ou algo do tipo.
Podia ter sido menos ensaiado, mais sincero, como um: "I wanna hold your hand, and when I touch you I feel happy inside, it's such a feeling that my love, I can't hide",
alguma coisa dos Beatles ainda na década de 60, porque me resumia.
Essa coisa yeah yeah yeah, vestidos e penteados com laquê.
E de repente a música parou,
e eu não conseguia ouvir mais nada,
nem dentro de mim, nem fora,
não quis olhar você indo embora.
Fiquei olhando fixamente pra qualquer outra paisagem
precisando escrever, precisando escrever.


Mas porque "only happy when it rains"?


Tantos anos com esse blog, tricotando pseudo poemas de uma jovem adulta estudante de Direito, revoltada com o mundo que acredita que no fim, todo mundo é egoísta, eu, que nunca disse o porquê desse nome. Ta aí. Procurando o que escrever, olhando pra tela do computador, ta aí. O NOME!
Isso surgiu por causa de uma música. Claro. Sempre uma música. Pra quem não conhece é uma música do Garbage, tem uns trechos assim:

"Eu só sou feliz quando chove, eu só sou feliz quando é complicado. Você sabe que eu adoro quando as notícias são ruins e porque me parece tão bom me sentir tão triste. Eu só escuto canções tristes, só sorrio na escuridão, eu só sou feliz quando chove"

Nada melhor para me definir. Porque eu sou isso aí! Eu sempre sou do contra. Eu acho muito mais rico ficar triste e inspirada, é por isso que sou feliz quando eu estou triste, consigo escrever um montão de coisas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

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Escrevi há uns tempos...

Sempre fui livre de romances, sentimentalismos, comoções e toda essa coisa. Viver racionalmente era a base da minha vida, sempre foi e eu não pretendia que isso fosse nenhum pouco diferente em momento algum, eu sempre gostei de viver assim. Nada me atingia, eu me alimentava do sangue de quem eu podia até a última gota e não me preocupava. Eu vivi por muitos anos assim, eu era boa no que eu fazia, eu era indiferente, eu era boa em ser boa. Ser fria estava nos meus destinos astrológicos, era algo esperado e certo. Eu nasci uma capricorniana pura, sem erros, manipuladora, calculista e materialista. Eu era o orgulho mais íntimo do meu pai, eu jamais seria vulnerável. Eu era uma muralha impenetrável, seca e distante de qualquer coisa que pudesse me levar a sentir algo mais verdadeiro, ou pelo menos pensava que era. Todos meus supostos “affairs” eram insignificantes, sempre foram. Eu nunca entendi o que havia despertado tamanho interesse em mim naquele rapaz, não que não fosse bonito, ele era. Talvez porque ele fosse igual a mim? Não sei, mas eu havia começado a sentir e o gelo havia começado a se derreter.

By: Desirreé.

domingo, 28 de agosto de 2011

Stoned

I don't give a damn about my reputation..." como diria Joan Jett em um de seus sucessos musicais. Tá, isso é frase de quem aprontou. Mas não vem ao caso.

Acho que eu ando ouvindo demais os conselhos do Keith Richards. Sei lá, essa coisa de não ligar pra nada, essa idéia sagitariana de "to com afim, vou lá e faço, dane-se o mundo".

To entrando numa filosofia muito intensa e perigosa pra sociedade. As coisas estão acontecendo e ando aproveitando cada acorde dessa música. O pior que posso fazer é estragar tudo. Fora isso, curtir tudo.

I know, it’s only rock'n roll but I like. Sem mais.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tristeza

"Há há há, mas eu to rindo atoa", tem uma parte dessa música do Falamansa que eu gosto pra caramba. Não que eu curta forró, mas analisando a letra da música em si, dá pra perceber o tom poético e verossímil:

'Quando mais triste, mais bonito soa'

E me leva a refletir que a gente sempre fica mais inspirado, poético, quando se está triste. Vai dizer que é mentira? Quando a gente tá triste, a gente cresce espiritualmente. Tristeza nem é tão ruim assim. Acho que confio mais nas pessoas que ficaram tristes mais vezes, talvez elas sejam mais profundas e tenham mais o que falar.

Como diria Aristóteles, a comédia é rasa, já o drama, te faz passar por situações que você nunca passou e comove lá dentro e te torna mais maduro.

Estou feliz, poxa vida, Desirreé, você está fora da almejada inspiração profunda.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Voleé

Ele era constituído por uma revolta e sede de sucesso profissional que iam além de sua natureza capricorniana. Ele vinha de uma família de charlatões que não condiziam com seu jeitão de racional, então ele fugiu. Fugiu pra tentar se encontrar em qualquer outro lugar que se parecesse mais com ele. Ele era mistério, e repito: mistério. Andava de cabeça levantada e com ironia nos diálogos e sorrisos pra esconder a timidez e seu desprezo por pessoas fúteis, respectivamente. Não se esforçava como um condenado nos estudos. Ele devorava cada livro de política e filosofia e se sentia pequeno por não ter pensado tudo aquilo. Sentia-se pequeno olhando as estrelas. Não via a hora de praticar sua dialética e mudar o mundo. Quis sair, vestiu sua velha jaqueta de couro indefectível e ver o que encontrava. Esperava a hora certa, então pegou as chaves as onze da noite, trancou a porta e foi dormir.

By: Desirreé

PS: Enfim, obervações cotidianas me inspiram.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

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Eu queria falar muito de política, dilemas da sociedade, revoltas, compreensões e tudo isso que eu acho muito maneiro. Mas eu to muito artística, sacomé?

domingo, 14 de agosto de 2011

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Quem sabe um dia eu case com você. Aplicado, magrelo, atencioso, jurista, cantor, compositor e performaceador. Quem sabe? Meu futuro marido.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tabacaria

Cara, vai ver é clichê. Mas sempre que estou profunda eu leio Tabacaria do Fernando Pessoa. Meu poema preferido *-*

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

[...]

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O homem de Milwaukee

Isto começou em um ponto de ônibus no meio de nada. Sentado ao meu lado estava um homem careca, pelo seu olhar e pelo tamanho de seus dedões, ele vinha de um lugar que ninguém sabia. Talvez eu estivesse alucinando, respirando rápido, deixando este careca de dedos grandes sentado aqui falar sobre o céu. E se você me perguntasse agora, eu não poderia te dizer por quê. Eu estou sentada há muito tempo ao lado de um homem de Milwalkee. Ele está falando há muito tempo no seu walkie-talkie amarelo. Ele está falando com Marte, mas eu acho que ele é doido, ele diz que eles , virão buscá-lo algum dia. Ele diz que o lugar de onde vem é chamado Albertane e lá eles usam mais de 10% do cérebro, mas você não pode perceber isso por causa do jeito que eles se comportam. Eles correm por aí de cuecas e nunca fazem a barba. E você não acreditaria, se eu contasse o resto o homem sentado ao meu lado, que estava quase sem roupas, voou para Milwaukee ou talvez Albertane e me deixou no ponto de ônibus apenas um pouco mentalmente sã.
Eu estou sentado aqui há muito tempo pensando sobre Milwaukee
Eu estou falando há muito tempo no meu walkie-talkie amarelo
Eu estou falando com Marte, você pode achar que eu sou louca
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Eu sei que eles virão me buscar e levar embora
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Se não amanhã, então talvez hoje.

Hanson.

I can't get no, satisfaction

A gente sempre quer aquilo que a gente não pode ter.
E quando a gente tem, a gente não quer mais.
Ou quer mais e mais e mais.
É como o filósofo Jagger já dizia, a “eu não consigo me satisfazer, e eu tento, e eu tento e eu tento, eu não consigo me satisfazer”

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Passou!

Uma coisa nessa vida eu sei: é que as coisas passam.
Seja raiva, amor, ódio, ciúme, dinheiro, amigos, sentimentos, cabelos, infância, rebeldia e sei lá mais o que, mas PASSA!
Então quando se está mal é só pensar que um dia passa. O mundo é cheio de coisa pra fazer e pensar e comer e conhecer e amar e odiar e discutir que não se pode ficar numa coisa só.
E eu sou assim, sou bem firme e fiel aos meus padrões, mas é que eu canso, sabe? Então as coisas passam e eu nem vejo. Nem gosto mais de comer pão de queijo todo dia mesmo. Ah, cansei. Quero comer sonho.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Para Alê e Cris

As minhas amiguinhas de câncer são tão frágeis, tão sentimentais que eu até rio.
As minhas amiguinhas de câncer preenchem a minha frieza com a atenção que elas me dão.
As minhas amiguinhas de câncer não conseguem ser solteiras e livres, elas têm medo.
As minhas amiguinhas de câncer são meu porto seguro.

-

Eu não sei dar em cima.
Nunca houve nada mais tão difícil quanto isso.
Desirreé, você não nasceu pra isso, é isso e fim.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

*-*-*-*-*-*-*

E eu odeio todas as minhas músicas que você me roubou.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reticências

Aqui vou eu de novo falar de mim, porque não sei falar de mais ninguém. Aqui estou de novo, de novo tentando me conhecer, porque sei que ninguém conhece ninguém. Sou tão britânica quanto Oscar Wilde, adoro humor irônico, mas a verdade é que nasci no Brasil. O Paraná tem más lembranças. Eu sempre quis ser normal, mas perdi as esperanças ao longo do tempo. Quanto mais normal eu parecia ser, mais estranha diziam que eu era por aí. Eu sempre fui pensadora e depois escritora. Dedico a minha vida, noites inteiras com o mecanismo de nunca parar de pensar. Anoto todas as percepções em minha mente, para que depois eu possa passar pra um papel e trabalhar para a utilidade dos que sentem. Eu sempre gostei de música, mas o meu negócio sempre foi escrever. Então minha maneira de ouvir música é sempre sentir a letra. Rock: acredito que esta seja a maior forma de se dizer um montão de coisas. Eu não sou alternativa, nem patricinha, nem grunge, nem nerd, nem nazista, nem nada. Na verdade nem estilo eu tenho, eu tenho é muita coisa para falar e sempre falo. Gosto de falar de mim. Sou egocêntrica. Já fui mais rebelde, mas hoje consigo entender melhor as pessoas e isso me deixa mais paz e amor, a lá anos 60’s e as pregações do movimento hippie. Um dia eu vou voar, mesmo que seja num sentido poético. Vou voar pra Pasárgada, mas enquanto isso não acontece, eu continuo a fazer caretas nas fotos para sites de relacionamentos, que antes eram para álbuns de lembrança. Estudo Direito, não porque concordo com a Constituição. Estudo Direito pra entender quais são as regras do jogo. A vida é um jogo. E se a gente bobear, a gente acaba sendo engolido. Nasci bem realista como qualquer capricorniano, mas nunca perco a oportunidade de me enganar às vezes pra achar tudo mais colorido. Adoro cores, não tenho uma preferida porque isso não importa. Não que eu tenha estereótipos, mas me interesso por quem se interessa pelas mesmas coisas que eu. Isso me inspira. Repentinamente comecei a interrogar todo mundo, sou astróloga, sabe como é. Sou cheia de preconceitos, ciumenta pra caramba e capitalista até o fim! Sou filósofa por nobreza, rockeira por desejo e escritora por raiva. Detesto gente efusiva e dramática. Eu deveria ter sido Hunter Thompson e inventado o jornalismo gonzo. Queria ser detetive pra descobrir e provar que a culpa é sempre do Coronel Mostarda. É certo que ainda não sei quem sou aos vinte anos. Desirreé, Desirreé, você não sabe do que gosta e o que não gosta. Você está em uma guerra completamente sem saída, Desirreé com dois R’s e dos E’s. No mais, nunca me dei com números, eles me incomodam muito, igual a mosca na sopa do Raul.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

All done

É, acabou. Engraçado que na fila hoje da pré-estréia do Harry Potter tinha um monte de gente velha. "Ah, porque Harry Potter é filme de criancinha", de fato algum dia já foi. Mas é que a gente era criança quando lançou, entende? E daí virou casamento sem dirvórcio, não tinha mais como a gente se separar. A gente tinha que ver o fim, tínhamos que ver até onde o Você-sabe-quem iria.

Hoje foi o fim de uma época da minha vida muito legal. Nesses nove anos de vício por bruxaria eu ganhei amigos, fiquei horas discutindo, vendo e revendo filmes, lendo e relendo os livros. Deu um aperto no heart ao entrar pela nona vez na sala de cinema pra ver o filme. Chorei com o fim mesmo. Vou sentir saudades. Avada kedrava!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

u.u²

To cansada de todo mundo, às vezes até penso que viver dá muito trabalho. To triste, não consigo chorar, essa é a verdade. Eu to cansada desse sentimentalismo. Eu cansei de ser sentimental, subjetiva e tudo isso. Quero ser subjetiva só para com a sociedade. Adoro filosofia, as formas de poder, coesão e legitimidade da nação. Beber é sempre o caminho, me mostre o lugar onde vende whiskey mais próximo, vai. Ou qualquer outra coisa que desça queimando. Eu não sei qual é o propósito de atualizar as porcarias das redes de relacionamento toda hora, procurando alguma coisa que me interesse. Talvez algum dia alguma dessas coisas me interessou. Talvez eu esteja procurando o que já não vai acontecer. Não, nada velho, nada repetido, mas alguma coisa que eu esperava que fosse acontecer mais não vai. Não vai porque eu sou eu sou fria e orgulhosa. Não vai porque eu estrago tudo sempre. Eu não quero mais ser assim, juro que não. Eu queria ser uma tonta que demonstrasse os sentimentos, soubesse abraçar e dizer que ama. Mas não sou, não sei fazer isso. Queria muito não ter receio, orgulho e frieza. Odeio ser racional. Me irrita muito, porque no fundo não sou. Jimi, você me conforta. House, você é eu. Desabafar é uma merda, isso sim. Desabafar não serve pra nada, não muda nada. Fica tudo a mesma porcaria. To sendo direta sem citar nomes, porque citar nomes não presta, sempre dá errado. Tem gente fofoqueira sempre. Tem gente que não me entende, e nem quero que entendam. Tem coisas que eu nem deveria falar aqui, mas eu não to nem aí, vai, pode ler. Eu sou uma idiota porque não gosto do comum, eu deveria gostar do comum. Pessoas comuns são felizes. Eu devia ouvir sertanejo, ir pra "balada", usar botas de vaqueira, ter amigas idiotas, ter namorandinhos babacas e bombados. Eu devia achar as músicas da moda super demais, eu devia querer comprar um monte de roupa, maquiagem e sapato só pra fofocar com as minhas amigas. Eu devia gostar do filme da vez, ou do ator da vez, eu não devia ouvir esse monte de banda velha, música velha, coisa velha, afinal...o vocalista nem é bonitinho, né? Então, pra que ouvir isso? Eu devia achar os garotos sarados muito gatos, mas não acho, eu gosto dos magrelos estranhos. Ta tudo errado e eu cansei. Ta tudo errado e eu odeio pagar de dramática triste. Eu não estou triste. Não quero admitir. E férias é um saco.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Qualquer um invejava.

Fosse pelos olhares dos dois que se encaixavam igual a África na América do Sul. E a cintura dela tinha curvas exatamente do tamanho das mãos dele. Era igual quebra cabeça, era igual clichê de filme. Ou não, clichê de filme era perfeito demais pra eles. Só porque ele curtia Velvet Underground e ela usava uma camiseta com o desenho de banana do Andy Warhol. Ela era recatada, ele era a chama que acendia tudo. Equilíbrio! Era isso que os amores deviam entender. Eles entendiam. O destino deles tinham sido traçados na maternidade, bem exagerado mesmo. E não era porque ele tocava Beatles o dia inteiro e que ela tinha um pôster do Paul no quarto. Não era só nos gostos que eles combinavam, eram as curvas dela e nas mãos dele.

Romances de gostos parecidos, de química me fascinam, é isso.

PS: Na foto, o Keith Richards e a Anita Pallenberg na França em 1972, o casal mais lindo do mundo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Revolution

Perdoe-me leitor pela relativa nuvem de 'stress' no meu post, mas não estou conseguindo me controlar ultimamente. É uma revolta muito grifa-texto, muito saliente.

Eu to cansada de tanta babaquice, tanta caretice, dessa eterna falta do que falar, como diria o Cazuza, mais uma vez. A verdade é que se não houver uma revolução, a idiotices vão continuar existindo no mundo. Não que elas pudessem acabar definitivamente, mas poderiam diminuir. A minha teoria se baseia em 3 autores:

Darwin, onde os fracos não têm vez, são extintos.

Platão, com seu sistema de governo baseado na sofocracia, em que os inteligentes comandam.

Hitler, sua audácia no processo de exterminação de determinado tipo de pessoa. (que fique claro que não sou a favor do nazismo de fato, na exterminação dos judeus e afins)

Enfim, DARWIN + PLATÃO + HITLER = MUNDO DECENTE. HAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA

Estou bem psicopata, como se vê. Pessoas idiotas deveriam morrer, é isso.

Saúde!

sábado, 2 de julho de 2011

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Before you slip into unconsciousness,I'd like to have another kiss,
Another flashing chance at bliss, another kiss, another kiss.

domingo, 26 de junho de 2011

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Bete chegou causando impressões. Mas só causou no terceiro ato, o primeiro sempre ficava pra outra garota qualquer com substancia de massa maior.
O terceiro ato: que revela qualquer tipo de carma.
Aí vem a Bete, garoto. Melhor você tomar cuidado com ela. Aliás, cuidado com você mesmo.
Ela vai partir seu coração, é verdade. Não é difícil de entender.
Bete balança o seu amor.
Bete chegou com seus passares de mão frios no cabelo de junho, que este ano, chegaram em maio.
O olhar dela te levantava só pra te deixar cair.
Você é trigésimo segundo da lista dela, vá dar uma olhada só.
A lista dela, oras, de fãs.
Ela não consegue se aproximar.
E a Bete só quer saber de voar.

Nioreh



Quando eu for definitivamente sedada. Quando todas minhas células nervosas me levarem à depressão. Quem nunca foi pra lá, não sabe o que dizer mesmo. Quando diminuir todos meus impulsos nervosos. Eu só não sei para onde estou indo. Isso me salva da morte. Quando minha concentração sanguínea for mínima, quando meus neurônios dançarem a valsa lenta. Tem alguém aí? Só assim eu te digo coisas que não são sempre as mesmas. Eu sinto falta. Não do efeito disso tudo. Eu sinto falta dos meus amigos mortos-vivos. Eu não sinto falta dos ratos. Eu sinto falta de sentir uma campeã depois de uma música. Eu tenho ouvido essa música por anos. Quando tudo flui, eu não me importo mais com nada. E eu acho que eu apenas não sei. Eu disse, o sangue está na minha cabeça. Eu acho que eu nasci há 50 anos atrás. Ninguém é sério aos 20. Ninguém. Ouça Doors com um vinho na mesa. Seja minha morte, por favor. De trás pra frentês.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

aquarius

Ando muito Woodstock, pensamentos pacifistas.
Ando muito brega. Careta não!
Ando cabeça aberta demais, ando muito aquariana.
O problema é essa Era de aquário que veio pra misturar com meu ascendente em aquário e deixar tudo liberal.
Ando 'eu' demais.
Ando tanto menos você, menos eles, menos aquilo que estou até sem graça.

- - -

Tempos de escrever, baby.

Como sempre diria meu caríssimo professor de IED, "a verdade da frase está em seu contexto" e é por isso que eu devia parar de escrever trechos avulsos dos meus pensamentos malucos.

Pois não, garotoooo!

Você está gay. Não que eu tenha alguma coisa contra os gays, você sabe, eu tenho aqueles amigos coloridos que eu amo de paixão. Mas é que...não sei se são suas fotos cafonas ou o seu jeito de se vestir. Seu sotaque exótico ou seu sentimentalismo sertanejo. Garoto! Você já foi mais eu.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

What about?

"Quem come quieto, come duas vezes"

Adoro essas frases populares, elas são bregas, mas filosofam demais. Quanto ao tema, acredito que as pessoas que são discretas aproveitam muito mais as situações. Sempre procurei ser discreta, passar despercebida, me fingir de boba e no fundo saber que estou apenas curtindo tudo sem ninguém ficar sabendo. Afinal, ninguém precisa ficar sabendo.

Cheers.

segunda-feira, 13 de junho de 2011



Eu deveria ter sido Hunter Thompson. Que arrependimento ser eu.

The jungle

É que pra eles tanto fazia se o filme era feito pra entreter ou se era feito pra aprender. Se era subjetivo, se tinha conteúdo. Se o macarrão do restaurante italiano era cozinhado um por um ou se era feito tudo junto. O que importava ali era apenas devorar tudo de qualquer jeito porque era tudo igual pra eles. Tanto fazia. Que bando de selvagens!

Querida Veridiana,

Resolvi te escrever essa carta, não se espante com meu jeito prolixo de escrever, é que eu não consigo ser muito lacônica igual a você. É, você é lacônica, sabia? Toda resumida! As cartas que escrevo são para as pessoas que não quero mais falar. Mas assim, só queria dizer que fiquei triste em descobrir que você era assim, rasa. Você tinha tudo pra ser admirada, Veridiana. O seu gosto respeitado, o seu berço de ouro e sua aparência apresentável eram sua jogada de mestre. Espero que você seja feliz, aceite que amores passam, que a vida pode ser mais bonita quando se é educada. No mais, só fica a lição de que as pessoas que não conhecemos direito são mesmo admiráveis.

Com preocupação, de sua psicóloga anônima.

By: D.

Enganando

Tenho medo de ficar tão profunda e não me interessar mais por ninguém, essa é a verdade. "Esse negócio de paixão é mentira, o amor sim é verdade", como diz a minha cara prima preferida quando bebe. O que de fato é verdade, posto que a paixão seja uma invenção da nossa cabeça. A gente não tem o que fazer e inventa uma pessoa perfeita, e começamos a enxergar essa pessoa, mas quando você conhece a de verdade, vê que não é nada daquilo.

Como diria o poeta brasileiro mais causador dos causadores da Causadolândia, o Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza: "o nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa, ele nunca existiu".

O fato é que amor é algo realmente sincero, um amor quase igual aquele que a bíblia descreve em 1 Coríntios 13, que é benigno, não é invejoso, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não se suspeita mal. Amor é isso, é querer o bem da pessoa sem pensar em você mesmo.

Deus me livre eu querer acabar com os poemas, com o lado poético e sentimental de todo mundo. As músicas bonitas e toda essa coisa romântica. Poxa, eu também sou romântica, eu também gosto de me enganar.

Deck



Você precisa saber de mim, tá na hora de você aprender o que eu sei, o que eu conheço, me ouvir falar das estrelas e dos planetas. Vamos começar por Saturno...ali no deck, amor. Eu sei que a correnteza está forte, mas se você continuar remando comigo, a gente consegue chegar do outro lado.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Neurótica

Ontem minha amada psicóloga Rafaela Barata me diagnosticou. Sou neurótica em estado de negação.

Palavras da Baratinha:

"Calma, deixa eu tentar explicar... você disse que vocês são muito parecidos. Você já levou em consideração que quase tudo que você reclama dele são características também presentes em você? Quando eu falo negação, eu quero dizer que você pode estar vendo nele, é meio q um espelho dessas características que são meio que suas também e negando elas, entendeu? Então assim, é como se rolasse também uma projeção. Tipo, você afirma nele o que você nega em você. Então, já que você não consegue fazer certas coisas, você passa essa responsabilidade pra ele, como se fosse uma questão dele, mas que inconscientemente te pertence. Deu pra entender ou piorou tudo?"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Capricornianos, hm...

Tenho que confessar que capricórnio é um signo bem difícil de lidar e concordo que estou bem explicada nesse quesito. Não que um capricorniano seja chato, longe disso, mas é muito difícil pra ele demonstrar sentimentos. No fundo as pessoas de capricórnio só têm medo, sabe? Mas acabam com a fama de "frio", ou de indiferente, mas não é bem assim. O fato é que a gente se importa, a gente até queria fazer isso ou falar aquilo, mas é só o medo de arriscar. A gente gosta de ter uma base de segurança sempre e às vezes no que diz respeito ao incerto, sempre fica pra depois e acaba nunca realizando algumas coisas.

=D

Loving cup

Ah, meu bem, nem é assim um caso irremediável. Não é assim algo perigoso, amor doentio e essas coisas. É só que, ah, eu gosto dos seus olhos e gosto do seu jeito de machinho e eu não preciso de muito mais. Meu bem, será que eu posso te chamar assim? Será que eu posso chegar mais perto?

Eu tenho essas coisas, sabe? Eu preciso personificar meus caprichos, meus dias chatos. E, sabe?! Meus caprichos lhe caem bem. Meus dias lhe caem bem, meu bem. Se você me der sua mão, eu te dou um gole e a gente se entende.

u.u

É aquela velha história do "eu não ligo mais pra você ou pra aquilo". Engraçado que todo mundo diz isso realmente acreditando que de fato não liga. Conheço uma música que todo mundo conhece, ela é bem brega por sinal. Leitores, esqueçam a voz do Chitãozinho e do Xororó, esqueçam o fato de eles serem parentes da "Sandyjunior", apenas reflitam comigo o seguinte trecho:

"Quando eu digo que deixei de te amar, é por que te amo
Quando eu digo que não quero mais você, é por que te quero
(...) faço tipo, falo coisas que eu não sou, mas depois eu nego, mas a verdade é que eu sou louco por você (...)"

Essa música tem sua verdade. Então acho assim, se de fato você não liga mais para uma pessoa, não se dê o trabalho de dizer que não liga, ou fazer alguma coisa pra mostrar que não liga. Você só vai estar lutando contra seus próprios sentimentos e se passando por ridículo.

O negócio é ligar o let it be (né, Macca?), deixar estar, deixar as coisas acontecerem, deixar que aquela pessoa ou aquela situação desapareça aos poucos da sua vida sem você ficar se negando. Porque é com o Renato Russo dizia, que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Cheers!

PS: Vai, paguei de auto-ajuda, sou cafona, beijos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Eu ainda não sei o que eu estava à espera.

É uma nostalgia sem cabimento. Já que só se pode ser nostálgica quando se viveu algo. Mas eu não vivi. Talvez fosse tudo o que eu achava que você poderia vir a ser. Talvez você nem fosse. Talvez não o que você era, ou talvez o que você era pra mim. Mas o que você era pra mim, nem fosse o que você realmente era, entende? Era só o que eu achava que você poderia ser. É, ué. Uma pessoa que eu sonhava e que você não era. Mas você alimentava esse fato do meu achar, porque você se fazia de charada e não me dava nenhuma pista. Daí eu achava que você era, entende? Mesmo você nem sendo. Mesmo eu querendo descobrir muito quem você era de verdade. Ou eu nem quisesse descobrir, porque se eu descobrisse, talvez eu não te achasse tão sensacional quanto você se parecia ser, digo, tão sensacional quanto você era.

-

Eu quero saber por que os bons ficam se escondendo.
Porque? Aonde vocês estão? Vocês não vão se apresentar pra mim?
Qualé, eu só queria conhecer pessoas como eu, vivo assim, só vagando, tentando encontrar nas músicas, nos pensamentos, vocês.
Eu to cansada do meu amor que não existe.
Do amor que eu inventei, talvez eu faça um filme com ele como personagem principal.
Daí te conto minha história de amor de filme que não existe, ok?
É, vou fazer ele de personagem pra vocês conhecerem meu amor que não existe!

terça-feira, 17 de maio de 2011




Não quero tomar a pílula azul.

Tava pensando em Matrix. Não gosto desse filme, definitivamente. Mas o caso é que a filosofia dele é muito interessante. O cara não conhecia o mundo real e era feliz dentro daquela ignorância toda. Depois ele teve que escolher, se tomasse a pílula ia ver tudo como era de verdade, só que não tinha mais volta, se ele tomasse, nunca mais ia voltar pra felicidade que a ignorância trazia pra ele.

Acho muito linda essa filosofia do filme. Afinal, é exatamente assim que acontece com a gente. Depois que a gente conhece a verdade, nunca mais a gente consegue voltar à mentira. Depois que a gente conhece o que é bom, nunca mais consegue voltar pro ruim.

Bom e ruim. Que pensamento etnocêntrico. Sou etnocêntrica, todo mundo é. O caso é que bom e ruim são conceitos tão culturais. Mas então vou dizer, depois que a gente conhece o agradável, nunca mais consegue voltar pro desagradável. E o mundo é louco, entende? Nada é nada. Porque tudo parte da sua cabeça maluca poluída pela sua sociedade. E eu odeio esse papo filosófico que nunca chega em lugar nenhum, Desirreé!

Só fica a dúvida no ar: o que compensa mais? Ser um ignorante feliz ou um triste conhecedor da verdade?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Décimo mundo




Antes de você fugir, eu gostaria de te dar um beijo. Eu sei que você prefere chorar e eu prefiro voar, mas antes, um beijo. Antes que você vá pra sua fuga. Eu sei que quem mudou foi eu. Agora eu entendi tudo. Jamais conseguiria viver de migalhas, viver uma subjetividade rasa. Não devo nada pra você, nem você pra mim. Agora eu quero provar de tudo. Não sei se isso se é bom ou ruim, ele gosta dela e ela gosta de todo mundo. Os dias estranhos me encontraram, não sei o que isso significa, mas estou no décimo mundo. Próxima parada: budismo. Mas antes, com licença, vou beijar o céu.

Mas não se preocupe, eu não sou louca.

By: Desirreé.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

-

É que você não entende. Mas eu já vivi essa música.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mess

É que ele tinha essa vibe assim, meio na dele, meio Bowie
Meio old school, meio sério, meio engraçado
Meio tudo, meio nada, meio Raul
Meio mosca da sopa, meio coisas da vida, meio medo de amar
Ele era assim, entende?
Não sabia o que ele pensava, ninguém sabia
Não sabia o que passava na cabeça dele, nem ela sabia!
Porque tanto segredo? Porque tanta revolta?
Porque ele não dizia tudo? Aliás, tinha alguma coisa pra dizer?
Ele era o maior segredo dele mesmo.
Ele tinha olhos misteriosos e um andar durão e rápido.
Ele era meio exato, meio objetivo, mas só de fachada
Só de fachada, porque certo que ele tinha algo mais.
Quanto segredo!
Garoto, como é que eu poderia te entender?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Garoto, você é só meu número.

E é isso, eu só sei lidar com sapos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ch-ch-ch-changes



Ah, vai, é legal escrever tudo que passa na sua cabeça na mesma hora, nem precisa ter nexo, experimente, leitor.

Tik tak. Eu e você, você e eu. Tim Maia. Paredes brancas, gente feia. Hospício, inferno, canseira. Fui embora, não queria mais tudo branco. Queria cores. Novas. Chega de cinza, cinza me cansou, cinza foi por muito tempo. Agora o Jim me descreve, né, Morrison? Candy. Não posso dizer, não posso dizer. Tenho medo de me enganar, tenho medo de me machucar. Disse! Pra uma pessoinha só, juro! Disse pra outra depois e pra outra. Desirreé, depois você reclama que tudo que você conta antes pros outros não dá certo. Ta, tudo bem. Eles são gente boa. Não vão me agourar. Que palavra feia. Família insuportável, meus pais são legais. Mas tem gente intrometida, gente invejosa. Medo. Distância. Confusão, helter skelter. Nem vou ver a catarse do besourinho de gêmeos de novo. Ta ok. Que signo complicado esse meu! Mas sou astróloga, vocês precisam acreditar em mim. Falar de signo é bom, eu acredito, juro. E de tanto acreditar tenho medo. Head over feet. Vai dar errado, eu sei. To pobre, money. Pink Floyd. Mil coisas na minha cabeça, não resolvo nenhuma. Quero chorar, chorei? Ouvindo Beatles? Ouvindo Octopu’s Garden. Nem pra ser uma Yesterday, Desi. Eu sou uma espiã. Eu sei o seu mais profundo e secreto medo. Ninguém entende. Cadê os modificadores naturais de percepção? Nunca vi mais gordo. Saturday. Acho que estou vulnerável. Nós podemos ser heróis por um dia. Foi o que o Bowie me contou. Você é difícil, argh! Saudade do Six, sonhei com ele esses dias. Que lindo. Coisas puras me fascinam. Entendi o Codinome-Beija-Flor, Cazuza! Eu quero preservar o nome de uma pessoa com um codinome também, what about? Posso? Será que você gostou dessa jaqueta de couro que eu comprei? Parece mais uma poser-rock, foi no centro que eu achei. Sou discreta, vai. Não tenho mais saudade, agora tanto faz, virou história, virou risada. O amor é um saco. Sim, sou romântica. Citar Clarice virou clichê, tadinha da Clá. Sou amiga dos meus ídolos, Hunter,eu te amo! Minha vida é música, blues e poesia. Ah, isso me lembra K-sis, que porcaria. Tem dias que a noite é foda, mermão. Tinha prometido nunca falar palavrão. Falei, que feio. Ninguém sabe. Não é certeza de nada, já disse. Ele é só seu número, sua tonta.

segunda-feira, 28 de março de 2011

I can't get no

Vou tatuar uma obra do Andy Warhol na pele sim. Acho babaca quem diz que é 'perigoso' tatuar o símbolo de uma banda. "Ai, vai que depois você não gosta mais", "Ai, isso é coisa passageira, cuidado". E...e as estrelinhas que as pessoas tatuam? E...os dragõezinhos que as pessoas tatuam? Hm...borboletinhas talvez? Acho que ninguém deveria ser criticado quando se tatua algo que você gosta de verdade. Nada contra quem tatua 'borboletinhas' na pele, oxê! Desde que as borboletinhas (em um tom pejorativo sim haha), signifiquem algo pra você. Acho que quando se tatua algo, independente do que, se aquilo te marcou em determinada época da sua vida, se aquilo te fez bem um dia, se significou muito pra você e você não quer mais esquecer, tem que tatuar meesmo.

E não que eu acredite que um dia vou deixar de gostar de Stones, porque sei que isto será bem raro de acontecer. Mas se acontecer, aconteceu, oras. O importante é que um dia aquilo me traduzia como pessoa.
Vou tatuar a 'linguinha' (trema não existe mais, lembremos) porque sei que acima de eu amar as músicas dos Stones, acima de eu achar o Mick lindo, o Keith um deus, eu amo a ideologia que eles passam. O estilo de vida, a 'vibe', o feeling, a vibração que eu sinto quando mergulho numa canção deles. É muito mais forte do que um simples motivo de fazer uma tatuagem 'bonitinha' pra ser cool. É o que eu sou, mesmo que só eu entenda o que isso significa.

É, quanta polêmica por causa de uma tatuagem! Ula-la. rs.



Penso que não deve ter nada mais bonito do que você compor uma música e milhares de pessoas a ouvirem, se identificarem, chorarem com ela, fazer com que sua música faça histórias acontecerem, que suas músicas possam fazer alguém mudar de humor em 3 minutos, que a sua música possa curar alguém. Admiro muito meus ídolos, eles me fizeram crescer, me mostraram o caminho certo sempre, me fizeram refletir, me fizeram me interessar por um monte de coisa interessante rs. Acho que isso não tem preço (mastercard fazendo meus posts, rsrs). Se eu pudesse conversar com algum deles, não diria que os amo, apesar de que de certa forma realmente amo, mas eu agradeceria por tudo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Olhar de perto

É que antes de tudo, ele gostava de olhar nos olhos meio de lado pra ela. É que antes de tudo, gostava de olhar e invadia os olhos, a boca, os cabelos, com uma curiosidade ingênua e misteriosa, investigando o mais humano dela. Ela nunca tinha ouvido um olhar como aquele. Sentimentos de sinestesia, algo completamente diferente.
Ele era de leão, sabe como é. Leonino. A certeza da conquista, a autoconfiança transbordava. Ele pegou o violão e começou a tocar, assim como o vento também tocava as faces dos dois no meio da multidão. Mas pra ele só existia ela. Pra ela, era difícil pensar nos outros. Por entre as mechas de cabelo, ela disfarçava o sorriso e a percepção de que as letras, das músicas, leitor, eram todas pra ela. "eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois, porque você me deixa tão solto? Porque você não cola em mim?". Caetano? Proposta bem sugestiva, uh? Ela não se abateu por brancuras de pós amores, cantou Caetano. As vozes dos dois, juntas, sintonizaram, uma coisa a lá Moulin Rouge. Foi então que ela entendeu que o melhor da conquista era olhar de perto. Olhar firme, olhar certeiro, objetivo, subjetivo.

By: Desirreé

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Orkutiando

Desirreé e as respectivas pintas de ligue-os-pontos pelo corpo.

Todo mundo está aí? A cerimônia vai começar... Sou pseudo-astróloga, pseudo-cantora, pseudo-psicóloga, pseudo-madura, pseudo-hippie, pseudo-brasileira, já fui pseudo-bailarina, pseudo-dark e pseudo ginasta também, sou pseudo-sandy* (vide rodapé), pseudo-muita-coisa. Mas eu sou mesmo supersônica de uma forma adjetiva porque não tem como me descrever com outros adjetivos. Eu me garanto. Tenho vontade de ser a Joplin, um espírito meio Jagger e umas idéias meio Gallagher. Eu amo ideologias radicais e as pessoas que vão contra elas, então, sinta-se a vontade para me afrontar. Odeio quem concorda com tudo o que eu digo. Odeio gente sem opinião. Já fui garota propaganda de fraldas. E sou a Rock e a Roll, o Sexo e Drogas pode ser você, leitor, be my guest. Eu penso que é bonito ser feio e por isso continuo escrevendo sobre mim no orkut. Eu amo escrever, ler, música, fofoca e coisa unútil. Eu odeio perfeição. Adoro gente esquisita. Amo anos 60. Talvez isso seja um problema ou vai ver sou reencarnação de alguma tiete dos Beatles que morreu pisoteada em algum desses movimentos de fãs histéricas.

Eu não tenho segredos, apesar de muita gente achar que tenho. Ou melhor, acho que o segredo consiste justamente no fato de não os ter. Eu sou ciumenta, possessiva, metida, teimosa, me acho melhor que os outros, sou etnocêntrica e também chuto cachorros na rua (haha, mentira). Já roubei as Lojas Americanas, sim e você também. Não entendo pessoas acomodadas. Eu nunca me satisfaço. Eu só reclamo. Eu sou paciente, sorridente e feliz as vezes. Não confio em pessoas felizes a todo tempo. Quem ri demais não é confiável. Eu desconfio de tudo. Eu faço Direito direito porque percebi que tenho uma tendência natural para realizar juízos de valores partindo de comparações all the time. Eu me garanto de novo. Assumo tudo o que faço e raramente me arrependo. Esqueço seu nome facilmente, mas não seu signo. Eu quero ser muita coisa. Eu vou ser muita coisa. E talvez eu nem seja tudo o que eu quero ser e talvez eu mude minhas vontades. Já mudei agora mesmo. Sou maria-shampoo e maria-palheta, rockeiros, vocês humilham. Enfim, relaxe, vai ser tudo melhor quando a lua estiver na sétima casa, a paz guiará os planetas, vai ser tudo vida, sonhos dourados e something else. No mais, é tudo nosso, meu, seu, enfim, nosso!


*pseudo-sandy – substantivo que designa pessoa aparentemente comportada e bobinha, termo originado da cantora Sandyjunior.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Como as coisas estão agora, eu vou continuar sendo uma escritora de blog. Eu não tenho certeza se eu vou me dar bem nisso algum dia, mas enquanto a nuvem negra me empurrar pra poeira dizendo "você não é nada, Desirreé", eu vou ser uma escritora. Escrevendo eu me descubro, me entendo, me faço, me sou.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

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Talvez eu percebesse que alguma coisa dentro de mim por aí morreu. Morreu e não me avisou, saiu à francesa, de fininho pra não me deixar sabendo, depois deu o parecer tão de repente e nem criou efeito nenhum. Nem negativo nem positivo. Foi estranho, estranho igual café sem açúcar. Muito mais estranho do que tristeza nas partidas. Nem frio na barriga pra contar história. O tudo virou tão nada, como uma água batendo nas rochas aos poucos e fazendo buracos profundos. Aos poucos as coisas somem. Aos poucos o tempo transforma o tudo em nada. Porque no fim das contas, só o amor incompleto é romântico.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



'Take it, take another little piece of my heart now, baby.' ♫

A Janis.

domingo, 30 de janeiro de 2011

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Ninguém precisa de relógios. Você poderia passar o dia inteiro sem ver as horas. E digo que se não fossem as horas, ninguém ia dizer "nossa, o ano já acabou!", as pessoas contam demais. Se você esperasse um amigo, por três horas poderia ficar lá o tempo todo sem reclamar, ia pensar tanta coisa e ter um tempo só com você mesmo pra no final das contas acreditar que só ficou poucos minutos esperando. Tenho relógios, não gosto de esperar por causa de relógios. Relógios, você são todos culpados.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Some people will tell you that slow is good – but I'm here to tell you that fast is better. I've always believed this, in spite of the trouble it's caused me. Being shot out of a cannon will always be better than being squeezed out of a tube. That is why God made fast motorcycles, Bubba…"

Hunter S. Thompson

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

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Procurei sentimentos velhos, histórias velhas pra me inspirar a escrever. Mas nada vem. Eu não quero nada, não tenho vontade de fazer nada, de falar com ninguém, de ouvir nenhuma música. Tenho preguiça de tudo, dessa cidade, de amigos, de parentes, de casa, de tudo que me fazia bem. Nada me faz bem, nem mal. Nada me faz nada. Eu já não me importo se sou pobre ou se sou rica, se o status é importante ou não, se alguém vai falar mal de mim ou não, se alguém vai me deixar ou não. Simplesmente não me importa mais nada. Em línguas médicas isso poderia ser chamado de depressão, mas não...depressão ainda é muito forte pra mim. O que eu sinto é nada, entende? Depressão é muito. Depressão é tudo dramático e eu não estou fazendo drama. Eu não sinto nada, doutor. Eu não desprezo nem admiro. Tudo tanto faz. Nem título isso aqui tem, nada, nada, nada.

-

Antes eu era pedra, meu mundo, minhas coisas.
Houve um momento que meu mundo se abriu, de pedra, virei seda e tudo ficou colorido.
Alguns tiveram a chave do meu mundo todo cheio de emoções, que nunca ninguém tinha entrado.
Eu tinha comprado uma passagem pro arco-íris e já tinha até acompanhante.
Que acompanhante! Soava como a soul-mate.
Se saíssemos de carro por aí e sofrêssemos um acidente,
Morrer ao lado do meu acompanhante, que honra!
Mas não sei, tudo ficou confuso e tranquei meu mundo de novo.
Tudo meu. Ninguém toca, ninguém sabe.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Contagious

Eles fizeram uma estátua nossa
E colocaram-na no topo de uma montanha
Agora os turistas vêm e ficam olhando pra gente,
Sopram bolas com seus chicletes
Tiram fotografias por diversão.
Eles nomearão uma cidade com nosso nome
E depois vão dizer que tudo é nossa culpa
Então eles nos darão uma bronca
Os turistas vêm e ficam olhando pra gente
A mamãe do escultor manda lembranças
Nossos narizes começaram enferrujar
Estamos vivendo em um antro de ladrões.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011




O meu lugar preferido no mundo. Porque todo mundo deve ter um.

Ouvindo "San Francisco" do Scott Mckenzie e pensando no meu lugar preferido no mundo.

É claro que a música diz a respeito de San Francisco nos EUA, mas ela me faz lembrar o meu lugar preferido no mundo que é a Praia da Saudade em SC na ilha de São Francisco do Sul. Tudo isso me faz lembrar coisas boas, lembranças doces e simples. E é isso que esse lugar é: simples. Talvez rochas sejam todas iguais em todas as praias, mas não pra mim. Me lembra épocas da minha vida, minha infância. Gosto de sentar nessas pedras e olhar o horizonte, ver as ondas batendo nas rochas e não pensar nada. Um lugar só meu, pra ficar comigo mesma. Enfim, se você for pra São Francisco, não se esqueça de usar flores no cabelo.

PS: Meu blog ta precisando de uns posts menos abstratos, é isso.

PPS: Praia da Saudade, te vejo semana que vem! =D

PPPS: http://www.youtube.com/watch?v=ehn516SMBzI < A música HAHAHAH.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Como as pedras rolando

É como um tipo de código, linguagem não dita com palavras. Uma coisa que as palavras não alcançam o poder de explicação, entende? Uma espécie de energia, de DNA, de um gene que só quem tem consegue entender. E talvez pra toda essa mensagem haja mediadores que nos transmitem a empatia de entender essa linguagem por meio de uma coisa que se chama rock’n roll. Mas eu digo, ROCK’N ROLL, leitores. Nada de hardrock, metal, heavy metal e todas essas variações e ramificações de rock que se tem por aí. Rock’n roll puro. Sem nada, cru. De raiz mesmo. É esse que me compreende. É o que eu sou.