terça-feira, 19 de julho de 2011
Reticências
Aqui vou eu de novo falar de mim, porque não sei falar de mais ninguém. Aqui estou de novo, de novo tentando me conhecer, porque sei que ninguém conhece ninguém. Sou tão britânica quanto Oscar Wilde, adoro humor irônico, mas a verdade é que nasci no Brasil. O Paraná tem más lembranças. Eu sempre quis ser normal, mas perdi as esperanças ao longo do tempo. Quanto mais normal eu parecia ser, mais estranha diziam que eu era por aí. Eu sempre fui pensadora e depois escritora. Dedico a minha vida, noites inteiras com o mecanismo de nunca parar de pensar. Anoto todas as percepções em minha mente, para que depois eu possa passar pra um papel e trabalhar para a utilidade dos que sentem. Eu sempre gostei de música, mas o meu negócio sempre foi escrever. Então minha maneira de ouvir música é sempre sentir a letra. Rock: acredito que esta seja a maior forma de se dizer um montão de coisas. Eu não sou alternativa, nem patricinha, nem grunge, nem nerd, nem nazista, nem nada. Na verdade nem estilo eu tenho, eu tenho é muita coisa para falar e sempre falo. Gosto de falar de mim. Sou egocêntrica. Já fui mais rebelde, mas hoje consigo entender melhor as pessoas e isso me deixa mais paz e amor, a lá anos 60’s e as pregações do movimento hippie. Um dia eu vou voar, mesmo que seja num sentido poético. Vou voar pra Pasárgada, mas enquanto isso não acontece, eu continuo a fazer caretas nas fotos para sites de relacionamentos, que antes eram para álbuns de lembrança. Estudo Direito, não porque concordo com a Constituição. Estudo Direito pra entender quais são as regras do jogo. A vida é um jogo. E se a gente bobear, a gente acaba sendo engolido. Nasci bem realista como qualquer capricorniano, mas nunca perco a oportunidade de me enganar às vezes pra achar tudo mais colorido. Adoro cores, não tenho uma preferida porque isso não importa. Não que eu tenha estereótipos, mas me interesso por quem se interessa pelas mesmas coisas que eu. Isso me inspira. Repentinamente comecei a interrogar todo mundo, sou astróloga, sabe como é. Sou cheia de preconceitos, ciumenta pra caramba e capitalista até o fim! Sou filósofa por nobreza, rockeira por desejo e escritora por raiva. Detesto gente efusiva e dramática. Eu deveria ter sido Hunter Thompson e inventado o jornalismo gonzo. Queria ser detetive pra descobrir e provar que a culpa é sempre do Coronel Mostarda. É certo que ainda não sei quem sou aos vinte anos. Desirreé, Desirreé, você não sabe do que gosta e o que não gosta. Você está em uma guerra completamente sem saída, Desirreé com dois R’s e dos E’s. No mais, nunca me dei com números, eles me incomodam muito, igual a mosca na sopa do Raul.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário