domingo, 26 de junho de 2011

Nioreh



Quando eu for definitivamente sedada. Quando todas minhas células nervosas me levarem à depressão. Quem nunca foi pra lá, não sabe o que dizer mesmo. Quando diminuir todos meus impulsos nervosos. Eu só não sei para onde estou indo. Isso me salva da morte. Quando minha concentração sanguínea for mínima, quando meus neurônios dançarem a valsa lenta. Tem alguém aí? Só assim eu te digo coisas que não são sempre as mesmas. Eu sinto falta. Não do efeito disso tudo. Eu sinto falta dos meus amigos mortos-vivos. Eu não sinto falta dos ratos. Eu sinto falta de sentir uma campeã depois de uma música. Eu tenho ouvido essa música por anos. Quando tudo flui, eu não me importo mais com nada. E eu acho que eu apenas não sei. Eu disse, o sangue está na minha cabeça. Eu acho que eu nasci há 50 anos atrás. Ninguém é sério aos 20. Ninguém. Ouça Doors com um vinho na mesa. Seja minha morte, por favor. De trás pra frentês.

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