terça-feira, 17 de maio de 2011




Não quero tomar a pílula azul.

Tava pensando em Matrix. Não gosto desse filme, definitivamente. Mas o caso é que a filosofia dele é muito interessante. O cara não conhecia o mundo real e era feliz dentro daquela ignorância toda. Depois ele teve que escolher, se tomasse a pílula ia ver tudo como era de verdade, só que não tinha mais volta, se ele tomasse, nunca mais ia voltar pra felicidade que a ignorância trazia pra ele.

Acho muito linda essa filosofia do filme. Afinal, é exatamente assim que acontece com a gente. Depois que a gente conhece a verdade, nunca mais a gente consegue voltar à mentira. Depois que a gente conhece o que é bom, nunca mais consegue voltar pro ruim.

Bom e ruim. Que pensamento etnocêntrico. Sou etnocêntrica, todo mundo é. O caso é que bom e ruim são conceitos tão culturais. Mas então vou dizer, depois que a gente conhece o agradável, nunca mais consegue voltar pro desagradável. E o mundo é louco, entende? Nada é nada. Porque tudo parte da sua cabeça maluca poluída pela sua sociedade. E eu odeio esse papo filosófico que nunca chega em lugar nenhum, Desirreé!

Só fica a dúvida no ar: o que compensa mais? Ser um ignorante feliz ou um triste conhecedor da verdade?

Um comentário:

  1. Nossa...Confesso que penso nisso muitas e muitas vezes.Eu era mais feliz quando era ignorante.Não que eu seja O dono da verdade agora, mas com certeza tenho uma visão muito menos direcionada de mundo...Por muitas vezes eu queria voltar a ser um alienado.Queria não pensar nas contradições, viver, ganhar dinheiro, comprar o que quiser,e morrer sem arrependimentos.Mas...infelizmente, quando se sai da caverna não se consegue voltar.E quando saímos, o sol e as coisas como realmente são machucam nossos olhos.Solução: compremos um óculos escuro! hahahaha

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