quinta-feira, 21 de julho de 2011

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E eu odeio todas as minhas músicas que você me roubou.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reticências

Aqui vou eu de novo falar de mim, porque não sei falar de mais ninguém. Aqui estou de novo, de novo tentando me conhecer, porque sei que ninguém conhece ninguém. Sou tão britânica quanto Oscar Wilde, adoro humor irônico, mas a verdade é que nasci no Brasil. O Paraná tem más lembranças. Eu sempre quis ser normal, mas perdi as esperanças ao longo do tempo. Quanto mais normal eu parecia ser, mais estranha diziam que eu era por aí. Eu sempre fui pensadora e depois escritora. Dedico a minha vida, noites inteiras com o mecanismo de nunca parar de pensar. Anoto todas as percepções em minha mente, para que depois eu possa passar pra um papel e trabalhar para a utilidade dos que sentem. Eu sempre gostei de música, mas o meu negócio sempre foi escrever. Então minha maneira de ouvir música é sempre sentir a letra. Rock: acredito que esta seja a maior forma de se dizer um montão de coisas. Eu não sou alternativa, nem patricinha, nem grunge, nem nerd, nem nazista, nem nada. Na verdade nem estilo eu tenho, eu tenho é muita coisa para falar e sempre falo. Gosto de falar de mim. Sou egocêntrica. Já fui mais rebelde, mas hoje consigo entender melhor as pessoas e isso me deixa mais paz e amor, a lá anos 60’s e as pregações do movimento hippie. Um dia eu vou voar, mesmo que seja num sentido poético. Vou voar pra Pasárgada, mas enquanto isso não acontece, eu continuo a fazer caretas nas fotos para sites de relacionamentos, que antes eram para álbuns de lembrança. Estudo Direito, não porque concordo com a Constituição. Estudo Direito pra entender quais são as regras do jogo. A vida é um jogo. E se a gente bobear, a gente acaba sendo engolido. Nasci bem realista como qualquer capricorniano, mas nunca perco a oportunidade de me enganar às vezes pra achar tudo mais colorido. Adoro cores, não tenho uma preferida porque isso não importa. Não que eu tenha estereótipos, mas me interesso por quem se interessa pelas mesmas coisas que eu. Isso me inspira. Repentinamente comecei a interrogar todo mundo, sou astróloga, sabe como é. Sou cheia de preconceitos, ciumenta pra caramba e capitalista até o fim! Sou filósofa por nobreza, rockeira por desejo e escritora por raiva. Detesto gente efusiva e dramática. Eu deveria ter sido Hunter Thompson e inventado o jornalismo gonzo. Queria ser detetive pra descobrir e provar que a culpa é sempre do Coronel Mostarda. É certo que ainda não sei quem sou aos vinte anos. Desirreé, Desirreé, você não sabe do que gosta e o que não gosta. Você está em uma guerra completamente sem saída, Desirreé com dois R’s e dos E’s. No mais, nunca me dei com números, eles me incomodam muito, igual a mosca na sopa do Raul.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

All done

É, acabou. Engraçado que na fila hoje da pré-estréia do Harry Potter tinha um monte de gente velha. "Ah, porque Harry Potter é filme de criancinha", de fato algum dia já foi. Mas é que a gente era criança quando lançou, entende? E daí virou casamento sem dirvórcio, não tinha mais como a gente se separar. A gente tinha que ver o fim, tínhamos que ver até onde o Você-sabe-quem iria.

Hoje foi o fim de uma época da minha vida muito legal. Nesses nove anos de vício por bruxaria eu ganhei amigos, fiquei horas discutindo, vendo e revendo filmes, lendo e relendo os livros. Deu um aperto no heart ao entrar pela nona vez na sala de cinema pra ver o filme. Chorei com o fim mesmo. Vou sentir saudades. Avada kedrava!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

u.u²

To cansada de todo mundo, às vezes até penso que viver dá muito trabalho. To triste, não consigo chorar, essa é a verdade. Eu to cansada desse sentimentalismo. Eu cansei de ser sentimental, subjetiva e tudo isso. Quero ser subjetiva só para com a sociedade. Adoro filosofia, as formas de poder, coesão e legitimidade da nação. Beber é sempre o caminho, me mostre o lugar onde vende whiskey mais próximo, vai. Ou qualquer outra coisa que desça queimando. Eu não sei qual é o propósito de atualizar as porcarias das redes de relacionamento toda hora, procurando alguma coisa que me interesse. Talvez algum dia alguma dessas coisas me interessou. Talvez eu esteja procurando o que já não vai acontecer. Não, nada velho, nada repetido, mas alguma coisa que eu esperava que fosse acontecer mais não vai. Não vai porque eu sou eu sou fria e orgulhosa. Não vai porque eu estrago tudo sempre. Eu não quero mais ser assim, juro que não. Eu queria ser uma tonta que demonstrasse os sentimentos, soubesse abraçar e dizer que ama. Mas não sou, não sei fazer isso. Queria muito não ter receio, orgulho e frieza. Odeio ser racional. Me irrita muito, porque no fundo não sou. Jimi, você me conforta. House, você é eu. Desabafar é uma merda, isso sim. Desabafar não serve pra nada, não muda nada. Fica tudo a mesma porcaria. To sendo direta sem citar nomes, porque citar nomes não presta, sempre dá errado. Tem gente fofoqueira sempre. Tem gente que não me entende, e nem quero que entendam. Tem coisas que eu nem deveria falar aqui, mas eu não to nem aí, vai, pode ler. Eu sou uma idiota porque não gosto do comum, eu deveria gostar do comum. Pessoas comuns são felizes. Eu devia ouvir sertanejo, ir pra "balada", usar botas de vaqueira, ter amigas idiotas, ter namorandinhos babacas e bombados. Eu devia achar as músicas da moda super demais, eu devia querer comprar um monte de roupa, maquiagem e sapato só pra fofocar com as minhas amigas. Eu devia gostar do filme da vez, ou do ator da vez, eu não devia ouvir esse monte de banda velha, música velha, coisa velha, afinal...o vocalista nem é bonitinho, né? Então, pra que ouvir isso? Eu devia achar os garotos sarados muito gatos, mas não acho, eu gosto dos magrelos estranhos. Ta tudo errado e eu cansei. Ta tudo errado e eu odeio pagar de dramática triste. Eu não estou triste. Não quero admitir. E férias é um saco.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Qualquer um invejava.

Fosse pelos olhares dos dois que se encaixavam igual a África na América do Sul. E a cintura dela tinha curvas exatamente do tamanho das mãos dele. Era igual quebra cabeça, era igual clichê de filme. Ou não, clichê de filme era perfeito demais pra eles. Só porque ele curtia Velvet Underground e ela usava uma camiseta com o desenho de banana do Andy Warhol. Ela era recatada, ele era a chama que acendia tudo. Equilíbrio! Era isso que os amores deviam entender. Eles entendiam. O destino deles tinham sido traçados na maternidade, bem exagerado mesmo. E não era porque ele tocava Beatles o dia inteiro e que ela tinha um pôster do Paul no quarto. Não era só nos gostos que eles combinavam, eram as curvas dela e nas mãos dele.

Romances de gostos parecidos, de química me fascinam, é isso.

PS: Na foto, o Keith Richards e a Anita Pallenberg na França em 1972, o casal mais lindo do mundo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Revolution

Perdoe-me leitor pela relativa nuvem de 'stress' no meu post, mas não estou conseguindo me controlar ultimamente. É uma revolta muito grifa-texto, muito saliente.

Eu to cansada de tanta babaquice, tanta caretice, dessa eterna falta do que falar, como diria o Cazuza, mais uma vez. A verdade é que se não houver uma revolução, a idiotices vão continuar existindo no mundo. Não que elas pudessem acabar definitivamente, mas poderiam diminuir. A minha teoria se baseia em 3 autores:

Darwin, onde os fracos não têm vez, são extintos.

Platão, com seu sistema de governo baseado na sofocracia, em que os inteligentes comandam.

Hitler, sua audácia no processo de exterminação de determinado tipo de pessoa. (que fique claro que não sou a favor do nazismo de fato, na exterminação dos judeus e afins)

Enfim, DARWIN + PLATÃO + HITLER = MUNDO DECENTE. HAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA

Estou bem psicopata, como se vê. Pessoas idiotas deveriam morrer, é isso.

Saúde!

sábado, 2 de julho de 2011

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Before you slip into unconsciousness,I'd like to have another kiss,
Another flashing chance at bliss, another kiss, another kiss.