terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nem sei pensar.

Peraí! É só uma inspiração. Nada demais.
É que assim, eu não penso, eu só sinto. Sinto, sinto, sinto.
Os meus pensamentos não são nada além de sentimentos.
E digo que agora estou pensando com meus cinco sentidos.
Penso com o olfato, com o tato, com o paladar com a visão, e com o outro “ão”, a audição. Hihi.
Ouvir música é sentir as minhas filosofias de vida baratinhas.
Baratinhas, porém minhas.
Pensar é saborear aquele chocolate amargo. Hm, que delícia!
E daí eu te falo, nem penso em amor e nem sinto ele.
Não acredito em amor porque nunca vi mais gordo.
Que eu saiba ele não chegou a mim e disse "Hey, prazer, sou o Amor, e você?"
Eu não te conheço, Amor. Você nem foi educado em se apresentar a mim. Tsc tsc.
Mas daí, não sei quem me disse que o amor está nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços, nos impulsos. E até nas amizades.
Até nas amizades? =O
Então, estou errada!
Pois acredito nas músicas, nas palavras, nos sorrisos, nos olhares, nos abraços e nos impulsos!
E se o amor está neles, eu acredito no amor.
Eu acredito no amor todos os dias. Então eu sempre acreditei.
E se o amor é música, palavra, sorriso, olhar, abraço e impulso, eu sou toda amor.
Sou amor e nada mais.

By: Desirreé

domingo, 29 de agosto de 2010

Adalberto Luciano era seu nome. Não sabíamos por que diabos um nome tão brega. Onde já se viu colocar dois nomes fortes um do lado do outro? Coisa feia. Tá okay, o nome dele não tem nada a ver com o conteúdo da história, mas digo que como autora eu fiquei impressionada com a atitude da mãe do Adalberto Luciano com esse nome! Sim, eu também inventei a mãe do Adalberto e o Adalberto também! Mas eita nominho, hein, dona mãe do Adalberto Luciano. Enfim, o caso é que numa certa parte da vida do Adalberto ele só estava tentando arduamente borboletar o estômago pra viver novas aventuras amorosas, sabe?! Pra passar o tempo, pra esquecer as amarguras. Conheceu uma rapariga bem bonitinha. Adalberto a questionava discretamente, assim, como quem não quer nada sobre as artes do mundo. Ela com o copo de cerveja na mão só respondia:
Ela - “Cheiqui, quem?”
Ele – Erh...Shakespeare. Já leu Romeu e Julieta?
Ela já tinha visto o filme ou algo parecido. Ela dizia não saber quem era Morrison não, perguntava se era aquele que tinha morrido afogado com o vômito. Não sabia o que era croissant, quem tinha sido Hitler, “Imagine” era mesmo uma música? Oscar Niemeyer era um velhote de sei lá onde e nunca tinha ouvido falar de Godfather. Ele mudou de assunto. Partiu para o contato físico pra ver se compensava toda aquela falta de saber. A beijou. Ela tinha gosto de transparência, mas ah, era mulher e ele estava pegando! Passaram-se umas semanas eles sempre se encontravam, cada vez mais distantes, no final de cada beijo o silêncio dizia olá. Ele voltou para casa, nunca mais a ligou. Era tudo tão raso, tão superficial.

sábado, 28 de agosto de 2010

You know


I love you so...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tsc Tsc

Desirreé gosta de cheiros doces, doces não muito doces, cantarolar e sonhar.
Desirreé gosta de coisas que não se encaixam, gosta de pimentas metafóricas e ter em quem confiar.
Desirreé gosta de fotos desbocadas, músicas com pegada e grita quando quer ser ouvida.
Desirreé gosta de ser irritada por garotos, gosta de rock e não sabe dançar em toda sua vida.
Desirreé gosta de passar horas escrevendo coisas que só ela entende, também gosta de rir de tudo e não é banguela.
Desirreé gosta de pessoas chicletinhas e da sua camiseta amarela.
Desirreé, Desirreé, TSC TSC.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

♫ "...Juliet, when we made love you used to cry
You said I love you like the stars above, I'll love you till I die
There's a place for us, you know the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?

I can't do the talks, like they talk on the TV
And I can't do a love song, like the way it's meant to me
I can't do everything, but I'll do anything for you
I can't do anything 'cept be in love with you

And all I do is miss you and the way we used to be
All I do is keep the beat, and bad company
And all I do is kiss you, through the bars of a rhyme
Juliet I'd do the stars with you, anytime..." ♫

(Dire Straits) ♫

So cute!

Y soy rebelde! HAHAH

O que vou falar não tem nada pessoal com ninguém e blá blá, é apenas o que eu acho sobre tipinhos de pessoas. Odeio gente volúvel. “Oi, te conheci ontem, mas já te amo, ta?”. Não sei o que passa na cabeça dessas pessoas. Pessoas efusivas. O que elas pensam? Elas nem se conhecem, ou mal se conhecem. Como você vai dizer que você ama? É uma total vulgarização do amor, sabe? Eu acho o amor um sentimento tão nobre pra ser usado como ‘prazer em te conhecer’. Ok, ok, pode até existir PAIXÃO a primeira vista, mas amor?! Nops. Amor é adquirido com os dias. Acho isso muito falso. E odeio gente falsa também. ECA! Sabe?! Às vezes a gente tem que mentir na vida, mas quando é necessário, não por falsidade, odeio. Odeio sarcasmo. Gosto de ironia, porque há uma diferença entre as duas palavras que as pessoas simplesmente não sabem e ficam usando as palavras erradas por aí, vamos ler o dicionário, minha gente! Ironia você usa pra advertir algo para alguém, sarcasmo é pra zoar com a cara do Fulano mesmo. E sarcasmo é uma coisa muito idiota, só uso como auto defesa. E todo mundo diz que eu sou má, que eu sou cruel e não sei o que. (Não estou dizendo isso pra quem diz de brincadeira, mas pra quem diz sério mesmo). Mas nada a ver. Eu gosto de humor negro, só isso! E eu falo coisas chatas só quando me cutucam, ao contrário, fico na minha. Eu não acho que eu sou malvada nem um pouco, até onde eu sei, eu sou certa. Pra mim é daquele jeito, quer falar o que quer, VAI OUVIR O QUE NÃO QUER. Eu tenho a mania de observar muito as pessoas, os gestos, as atitudes, eu faço perguntas a elas e tiro conclusões, fico na minha. Eu sei o que te dói, amigo, eu sei o que falar pra te ferir sempre. Só que eu sou “troxinha” demais, tenho medo de jogar tudo o que eu vejo na cara das pessoas e elas sofrerem depois com algum tipo de problema psicológico. Mas basta eu querer. É difícil eu ofender alguém assim como eu estou dizendo por que isso na verdade só ocorre em casos extremos, em que eu realmente não agüento mais. O meu problema é esse. Se preocupar demais com as pessoas, achar que “não, Fulano só tem um problema assim e assado, por isso ele falou isso, ele não quis dizer isso”, eu sei que eu devia ser mais direta, falou porcaria pra mim, deveria ouvir umas, mas não sei o que me dá. Eu tenho dó das pessoas e creia, eu não sou nenhuma santinha, é pura verdade. Odeio ter esse tipo de sentimento e achar que todo mundo que eu gosto é super legal, fiel e blá blá. Tenho que parar com isso. Odeio também gente que faz o mal pelo mal. Já estive em volta de muita gente assim e é a pior coisa do mundo. Pessoas que fazem as coisas só pra te verem se dando mal na vida mesmo! E pessoas que se julgam minhas amigas ainda, só pra constar. Não falo nada desse tipo de atitude, eu me afasto aos poucos. Simples. Odeio gente falsa e invejosa. Ah, e já ia me esquecer, odeio também aquele tipo de pessoa que fala a mesma coisa pra todo mundo como um pequeno exemplo: “Fulano, você é o meu melhor amigo”, e depois fala pro Ciclano e pro Beltrano e por aí vai. Filho, seja menos podre. Me irrito com isso, não consigo confiar em pessoas assim, nunca sei se elas estão falando a verdade ou não, ai, que nojo! Eu devo ser anormal, mas eu sou tão de poucas pessoas, sei lá, sou tão auto-suficiente no meu meio social. Não que eu não goste de conhecer novas pessoas, eu adoro! Mas não preciso ficar babando ovo pra Zézinho virar meu amigo e eu ter mais um contato no Orkut ou um depoimentozinho dizendo o quão ele é meu amigo. E olha que não é por me achar, mas se eu quisesse eu seria a “popularzinha”, gente no meu pé é o que não falta, mas não tenho cabeça pra isso, é muita futilidade. Isso me lembra uma frase do Oscar Wilde “Quando procuramos sobressair, criamos sempre inimigos. Para ser popular é necessário ser medíocre”. Fala sério, prefiro poucas pessoas, intensas e verdadeiras. Mas é isso, às vezes é bom se revoltar. Há!

domingo, 22 de agosto de 2010

Tangerine




Era tudo colorido. Eu usava flores no cabelo e todos meus amigos também. Sandália de couro, uma saia além dos joelhos, àqueles meus óculos eram tão laranjas, minha visão tão tangerina. Os garotos não trocavam o único par de calças que os restavam. Cabelos de metros, no ritmo do vento. E a gente andava sem direção com a única certeza de que onde a gente estivesse, era ali que a gente devia estar. Havia amores de mãos dadas, amores selvagens, amores amigos, amores apaixonados e amores divididos também. De noite e de dia os nossos corpos flutuavam e os átomos se encontravam, éramos um. Toda aquela galera. O brilho das coisas tornava-se mais forte, a gente sentia o cheiro das cores, a gente ouvia o gosto dos acordes. Era pura sinestesia. O tato se tornava delicado e tudo era interpretado intensamente. Aquelas experiências esotéricas iam além dos nossos corpos. Só nos restava à alma. Os detalhes dos detalhes tinham uma percepção saturada. E bastava a gente acreditar que a gente voava, que asas nós já tínhamos. A fogueira, a música, serenidade. Sentia-me completamente confortável, exatamente no tempo certo, no lugar certo e com as pessoas certas. Eu rimava com todo aquele arco-íris. Por um instante senti meu corpo se movimentar, tentei não me mexer mas era tarde demais, a viagem tinha ticket pra volta, meus olhos abriram, o sonho tinha sido roubado. 'Tangerina, tangerida, reflexão viva de um sonho.'

By: Desirreé

domingo, 15 de agosto de 2010

Calma, veja, eu sei que você não ta entendendo. Eu sei que você deve achar que eu sou completamente pirada, que às vezes falo coisas sem nenhum sentido, mas olha aqui: eu sou extremamente pirada, mas só às vezes, sabe?! Agora não, relaxa. A questão é: você não sabe direito quem eu sou, deve saber só um pouquinho. Você me conheceu esses dias aí, brother. Nem sabe. E tipo, você pode até gostar de mim e tudo mais, o que é uma coisa tri legal e tal, mas não adianta muito se você não me conhece, não vê quando eu estou sendo louca ou quando eu estou normal, assim, como agora.
Eu sou uma pessoa do bem, não vê?! Claro, eu sou subjetiva, espirituosa, blá blá. Mas eu sou uma pessoa boa, sou pura. Pureza é quando você quer ver as pessoas dando certo na vida, quando você quer realmente que eles sejam felizes, quando você acredita nelas. Eu sou uma pessoa boa, não estou mentindo. Não minto mesmo. Percebeu? Veja só como eu sou sincera. Sem ironias mesmo, mesmo. Eu sou meio bobinha às vezes, o que significa que eu acredito nas pessoas. Eu acredito. Eu amo. Meus pais são ótimos. Educaram-me muito bem, e é isso! Você tinha que conhecer os velhos pra você ter uma noção de quão educada eu sou. Os meus pais são tri! Você tinha que ver, neném. Você tinha realmente que ver pra saber quais são as minhas influências, de onde eu venho, em quem eu confio, com quem eu aprendi a ser pirada. Eu procuro tons diferentes nas coisas, então não importa se sou bonita ou feia, que eu me vista bem. Eu tenho tons diferentes que precisam ser descobertos. Beleza todas elas têm, não vê?! O que estou tentando dizer e parece que você não entende, será que nunca vai entender? É preciso ir beyond, far far away, neném. É preciso ir além do meu vestido, do meu cabelo, das minhas botas, é preciso ir além dos meus olhares. O que estou tentando dizer, é que você perde tudo isso não sendo uma pessoa curiosa. Você perde tudo! O que estou dizendo, bem, acho que já desisti de alguém entender isso, mas é que você tem que saber do Odracir. É, você TEM que saber do Odracir.

By: Desirreé

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Delírios conscientes



Era uma vez Blue e Yellow. De manhã as abelhas brincavam ao redor das flores. Aquele ano esbanjava ternura. Só minha, depois dele. Blue, meu pequeno e teimoso Blue. Porque você chora e fica isolado? Olhos lânguidos. Hoje não fui pra aula. Six quase derrubou a porta. De noite as borboletas invadiam o estômago. Música. Março. Ele faria qualquer coisa por ela. Ah, Blue querido. Sonhos e viagens de limonada de morango. Eu vejo cores, viro plâncton. Anos 60. Matemática = sono. Sábado de madrugada. 3 horas da manhã. Dormi. Fiquei loira. A Yellow entrevista o Blue. Blue responde por cima. Talvez. Ele era lindo e um ótimo conquistador. Yellow tinha medo. Meus caprichos lhe caem bem. Outubro florido. Blue, o atrevido. Yellow e os planos masters. Declarações. Sorrisos. Nunca te vi de perto. Mês que vem eu morro. Provas, nervosismo. Música. Blue me ligou. Natal, Reveillon, meu aniversário. Canarinhos cantando. Me entreguei. Vou viver pra sempre. Brinquei com meus primos. Te via em tudo. Pensava em mãos dadas. Era uma vez Blue e Yellow. Não sei o que aconteceu. Poucas palavras. Liguei pra minha amiga. Ou fica ou não fica. Ouvi Stones. Minhas flores pelo chão, você no lugar delas. Fruta mordida apodrecendo no quarto. O que aconteceu? Chorei. Nunca mais quero saber de Blue. Toquei violão. Xinguei. Uma semana. Brown Sugar. Te beijei. A Yellow sonhou com o Blue. 98 km. Verde. Música. Paixão. Estradas sinuosas. Briguei com você. Briguei de novo com você. Música. Tá tudo bem. Ciúme. Saudade de pão de queijo. Vi a Pink, saí com a Pink e ela me explicou como é que fazia pra ser mais assim. Fiquei assim. Carpe diem. Direito. Apostila feia. Às vezes eu te odeio. Mentira. Dei adeus pra você. Lágrimas escorrendo. É que nos interessa, é o que a gente quer. Fiz charme pro Gray. Te esqueci. Talvez a gente nunca mais durma. Não te esqueci. Mas só queria deixar essa cidade. Senti os cheiros dos sinais de aviso. Música. Falei com você. Besouros. Desmoronei de novo. Te amo. Era uma vez Blue e Yellow. Mais forte do que nunca. Falei com o Blue por 1 hora. Não sei dividir. Assisti Lost. Tudo dourado de novo. Terça feira. Vi discos, comprei discos. Minha mãe mandou eu comer direito. Agora quero fazer igual você dessa vez. Aventura. Novas sensações. Música. Blue, você prometeu. Parei pra ver as estrelas. Você. Te senti. Domingo. Tempestade. Era uma vez Blue e Yellow. Você mentiu pra mim. Escrevi poemas. Cantei. Mas Blue acabou com tudo. Não chorei. Entendi. Blue não existia.

By: Desirreé

1991

Caraca! Tava ouvindo “1979” do Smashing Pumpinks tri ótima essa música, muito nostálgica! Hoje eu tava procurando uma foto minha e daí eu comecei a fuçar em umas fotos velhinhas e deu uma saudade! “/ Comecei a ver tanta gente que se foi da minha vida, pessoas que ainda estão, e as que nunca mais farão parte da mesma. Meus amigos, minhas coisas bobas, minha infância. É engraçado os caminhos que a vida leva, não só a minha, a de todo mundo. Nunca tinha parado muito pra pensar sobre a minha vida nesse sentido, mas ela era tão mais simples. Eu ia pro colégio, passava a tarde toda com as minhas amigas fofocando, tirando fotos, vendo filmes aqui em casa que sempre foi o point, falando mal da vida alheia, aqueles papos de menina todas solteiras e idiotas, brincadeiras, apelidos, “livro da queimação”, lista de guris mais bonitos do colégio HAHAHAHAAHAHAH. Sem nenhuma responsabilidade, totalmente inconseqüente e fútil, porque não?! Mas é isso que salva a vida, a futilidade.
Saudade dos meus amores platônicos e despreocupados, de quando o meu objetivo na vida era só casar com o Taylor Hanson que tava tudo bem.
Saudade de colocar os clipes da Britney e ficar tentando imitar as coreografias e as caras dela HAHAHAHAHAAH
Saudade dos medões que eu a Jéssica passávamos com o jogo do copo HAHAAHAHAH
Saudade dos meus apelidos, “Dê”, “manicure”, “Miss”, “Desihanson” HAHAAHAHAH.
Saudades dos dias mais perfeitos que passei nesses anos.
Saudade do meu primeiro amor juvenil dentucinho e nerd HAHAHAAH Ele falando sobre as lutas dele e eu babando HAHAHAAHAH (encontrei ele o ano passado, foi engraçado!)
Saudades das musiquinhas que eu a Priscilla inventávamos.
Saudade de sonhar com meus sonhos idos.
Saudade de brincar nas construções da casa da Vó Ida, pó de serra = bolos da padaria imaginária, saudade de brincar dentro da minha casinha de Barbie onde sei lá como cabia tanta gente!
Saudade do Sigma, das risadas de lá com a Cris
Saudade da Gabi, da Isa, do Waterpark, nossas excurssões HAHAHAH
Saudade de todas as sensações de borboletas no estômago
Saudade de jogar truco todo dia no fundão da sala de aula
Saudade do Felipe e as risadas dele quando ele morava aqui em casa HAHAHAHAHA
Saudades da vaaaaaan! “It’s my lifeeeeeee...”
Saudade de usar uniforme, que falta sinto disso... já que não me forçava a escolher algo belo às seis horas da manhã
Saudade de correr atrás do Six quando ele fugia ¬¬
Saudade de quando eu chorava só porque eu machucava o joelho
Saudade do show do Oasis, de quando ouvir Live Forever de longeee, saudade também das sensações loucas desse dia
Saudade de conversar com os meus amigos de longe do fake até varar a noite. Saudade de quando eu conheci meus amigos de longe pessoalmente e eu nem acreditava nisso né, prima?!
Saudades do meu ex-cabelo HAHAHAHA
Saudade de quando tudo era mágico *-*
Saudade de São Francisco do sul e todas as vezes que eu pisei lá!
Saudade das minhas histórias de terror, de quando eu assustei até meus pais e tios HAHAHAHA
Saudade de me fingir de morta quando pequena, lembra, mãe? AHAAHAHAHAHA
Saudade de tudo que foi, tudo aquilo que já não é
Saudade de ontem, de hoje, de amanhã =]

Agora minha vida é toda preocupada, atropelada, pressionada, um caos. Antes tudo era mais fácil, mais limpo, mais bobo, mais pueril. O Lennon disse que a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo planos pro futuro, vai ver é mesmo. Viver é sentir, pelo menos era! Só tenho que aprender que os meios nos são impostos visando um fim promissor, e que pra chegar no fim almejado, vamos pisar em muitos espinhos e com certeza esfolar os pés, mas depois passa, baby! ;)

domingo, 1 de agosto de 2010

Versos íntimos

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"

(Augusto dos Anjos)

Um dos meus poemas preferidos e decorado HAHAHAHAH *-*