
De repente.
E eu que fazia xixi nas calças quando brigavam comigo.
E eu que dei a minha chupeta pro papai Noel, confiando nele.
E eu que fazia maria-chiquinha.
E eu que brincava de Barbie.
E eu que era a menina dos cachinhos dourados.
E eu que criava um bichinho virtual.
E eu que fui rebelde, preto, espinho, punk.
E eu que contava histórias de terror.
E eu que não tinha medo.
E eu que era bobinha.
E eu que ia casar com o Taylor Hanson e acreditava fielmente nisso.
E eu que gastava o dinheiro do transporte que a minha mãe me dava, em revistas do Hanson.
E eu que sempre fui a rainha das unhas compridas, bem Zé do Caixão.
E eu que pintava as unhas coloridas todos os míseros dias.
E eu que me importava com gente não-importante.
E eu que era tão diferente.
Não mais que de repente.
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