terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dying to be alive

“To cansado de tanta babaquice, tanta caretice, dessa eterna falta do que falar. Vida louca, vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve.” < Cazuza morreu, mas ainda fala pela gente.

Hoje eu perdi o sentido da vida. Parece emo, não?! Mas foi só hoje. Estranho, parecia que nada fazia sentido. Hoje eu perdi a vida. Ela saiu por aí sem dizer o porquê e nem aonde foi. Estar com os sinais vitais do corpo não é sinônimo de vida, existir é muito fácil, o problema é viver. Mas o que é viver a vida? Um padrão? Nascer, brincar na infância, ter um amorzinho na adolescência, sair com os amigos, fazer faculdade, encontrar o amor da vida, se casar, ter filhos, vê-los crescer e morrer? É isso que é a vida? Vida, não te quero mais. To cansada desse sistema, de ter que provar pra todo mundo. Eu não tenho que provar nada pra ninguém. Não quero viver no padrão. Eu quero a liberdade. E liberdade não é ter dezoito anos e se sustentar. Liberdade é poder falar o que eu quiser, ser quem eu quiser, viver como eu quiser desde que não prejudique ninguém, viver a vida pra mim é violão, amor, natureza, aventura, viajar, ouvir histórias, contar histórias, conhecer gente. O problema dessa sociedade é monopolizar o que chamamos de felicidade. Cada um, cada um! E minha felicidade é exótica. Tem sabor de fruta mordida. Acho que eu preciso encontrar um lugar maior. Porque quando você pensa mais do que tem, você precisa de mais espaço. Quero vento em meus cabelos, pra me sentir parte de todos os lugares, quero encontrar meu caminho certo pra seguir, ou nem encontrar, mas só estar no caminho certo. O tempo não pára mesmo, vou me revoltar e jogar toda minha pressa na estrada, ou não. Talvez...

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