Eu não pertenço a esse mundo, não. Vivo no Utopia’s lifestyle, vim do passado numa máquina do tempo, igual ao Mclfy, e não entendo muito dessa juventude estranha que ouve músicas dramáticas e usa franja-com-gel-no-cabelo. Essas crianças alienígenas alá Maisa que sabem tudo, entendem tudo, é tudo esquisito, brother. (“Brother” é sensacional) . Eu sou da geração que ainda pegou a última reprise da Caverna do Dragão na TV aberta (ou não?). Eu dancei “ragatanga” e criei um bichinho virtual. É, brother, nasci no caos da queda do muro de Berlim, lá, em outro século. Ainda acredito que farei uma revolução, criarei um plano master e farei as coisas acontecerem. Ah, na minha mente meus sonhos são reais e são feitos de strawberry lemonade. Tenho uma vontade de ser a Joplin, um espírito meio Jagger e umas idéias meio Gallagher. Às vezes eu me sinto supersônica. Talvez eu nem seja todas as coisas que eu quero ser, talvez eu só queira viver e não quero morrer. É, vou viver pra sempre. Não crie ilusões e tente se dar bem com o que você tem, experimente todas as poções porque o momento certo é sempre agora. Eu sou prepotente, cética, insensível, teimosa, egoísta, vaidosa, incompreensível e etnocêntrica. Eu não levo nada a sério, nem o vestibular, nem as doenças, nem as promessas de melhoria dos políticos, nem a vida. A gente tem essa mania de achar que os nossos problemas são os piores, nossas lágrimas as mais justificáveis e nossos amores e valores os maiores. Talvez sejam, mas só pra nós mesmos. Eu julgo as pessoas. Eu me acho melhor do que os outros. Eu não escuto os conselhos dos mais velhos. Eu não respeito ninguém por causa de hierarquias. Eu faço coisas sem noção. E faço de novo. Eu desobedeço. Eu falo mal das pessoas. Eu não presto. Mas eu sou uma pessoa legal. E eu realmente acredito nisso. Eu sou sonhadora, confiável, realista, falante, cantante, decidida. Eu acredito nas pessoas, nas mentiras que os homens contam e na existência do Acre. Eu não escondo minhas idéias. Eu sou curiosa e xereta. Eu rio quando não pode. Eu sou quieta até certo ponto, depois sou barraqueira. E briguenta. Eu tenho sonhos e até acredito em alguns deles. Eu sou do contra. Queria ser a Lucy e ficar no céu com uns diamantes. Eu amo filmes, fotografias, músicas e histórias. Eu queria ser pirata, ou a quinta mosqueteira, ou a quarta pantera, ou até mesmo uma Power ranger rosa new generation. Eu não sei dar presentes, mas eu gosto de dar presentes, mais do que de receber. Eu detesto crianças birrentas, gente fútil, bipolaridades humanas, saudade, pessoas boazinhas, roupas alaranjadas, eu detesto todo mundo até que me convençam do contrário. Eu tenho medo de perder as pessoas que eu amo e de não conseguir fazer tudo o que eu quero. Eu ouço música ruim só pra falar mal. Eu gosto de maldades, dadaísmos, dormir, perder o juízo, cantar, tocar violão meia boca e de viajar. Eu sou uma desnecessária que faz perfis de Orkut. Oh, I can’t get no satisfation!
PS: Eu sou ele, como você é ele, como você sou eu e nós estamos todos juntos.
PPS: Só os sagazes entendem. E eles são os melhores.
Meu perfil do orkut, craaaaaazy.
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