domingo, 20 de novembro de 2011

Duas e meia da madrugada, então eu gasto meu português amanhã para ser julgada por algum metido a professor da língua portuguesa.

Sonhos impossíveis do tipo: eu queria ter licença poética pra escrever do jeito que eu bem entender.


Ser julgada pelo que escrevo...que patético!
O Castro disse que eu tenho cara de garota de jornalismo. Mas qual é, eu não sei aonde está o problema de eu amar jornalismo e viver pesquisando mais especificamente sobre o tema e não ter optado profissionalmente por isso. Mas eu acho fantástico.

Depois me dizem que eu tenho cara de psicóloga, que eu vivo tentando entender a vida das pessoas e dar conselhos. Eu também não vejo o problema de eu amar psicologia. Eu queria ter um divã só pra ficar ouvindo a vida dos outros o dia inteiro.

Se eu gosto de astrologia, música, psicologia, jornalismo e o que mais vier, o caso é que eu não escolhi isso pra trabalhar. Se escolhi Direito, tenho meus motivos. Talvez porque eu ame muito mais as regras do jogo, a jurisprudência, as penas, a inquietude dos desvios de conduta.
Então eu decidi que eu nunca ia me iludir, que eu ia me dar bem com o que eu tinha. Porque eu achava que a coisa mais ridícula do mundo era querer ser o que não era. Ou então choramingar pelas conquistas, ou pelos destinos privilegiados de outros. Feliz é quem é satisfeito por algumas horas ou dias. Satisfação é um negócio complicado. A gente nunca se satisfaz por completo, temos que aceitar. Essa é a lei. O senso comum tem muito a dizer sobre isso, porque “a grama do vizinho é sempre mais verde”, é bobeira pensar na grama do vizinho, amigo. Eu odeio gente que não luta pelo que quer, quando se quer algo, tem que ir atrás, calcular na cabeça cada passo pra chegar onde se quer. Odeio gente preguiçosa com os sonhos. Tá certo, preguiça é uma coisa que acontece mesmo. Mas preguiça te ir atrás do que se quer é bobagem, amigo, é tosquice, é coisa de loser.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Speecheless

Nada demais, nada novo. Aliás, nunca é nada novo quando se tem 21 anos a caminho. Era como algum tipo de objeto no último andar da estante da minha casa que eu não conseguia alcançar quando eu tinha cinco anos. Ele era tão simples, tão completo com poucas palavras e com a pouca informação que eu tinha. Aquele ar de garoto mal, aquela cara de quem tinha um ego que nem cabia nele mesmo, o jeito de andar de quem podia derrubar qualquer um pela frente. No físico, nada demais. A não ser pela altura considerável, costas largas, olhar castanho entre aberto e o modo dele sentar-se. O pouco que eu sabia sobre ele eram certas coisas que me admiravam. O Led, o Doors, a finesse cinematográfica, o medo e delírio em Las Vegas, a tatuagem do Che que me traduzia certo saber apreciável, o gosto pelas coisas simples da vida, o jornalismo dele, amizade, aventura sem gastar muito. Por aí nos pubs da cidade, ele de olhar longe, copo de qualquer coisa alcóolica na mão. Eu conversava com qualquer um, sabia puxar papo, fazer os garotos rirem, entrevistar e blá blá blá. Mas você me calava. Me calava sem dizer um piu. Porque diabos você me calava?

Egocentrismo

Postei isso há um tempo, na época que eu me inspirava.

Calma, veja, eu sei que você não ta entendendo. Eu sei que você deve achar que eu sou completamente pirada, que às vezes falo coisas sem nenhum sentido, mas olha aqui: eu sou extremamente pirada, mas só às vezes, sabe?! Agora não, relaxa. A questão é: você não sabe direito quem eu sou, deve saber só um pouquinho. Você me conhece tão pouco, brother. Nem sabe. E tipo, você pode até gostar de mim e tudo mais, o que é uma coisa tri legal e tal, mas não adianta muito se você não me conhece, não vê quando eu estou sendo louca ou quando eu estou normal, assim, como agora.
Eu sou uma pessoa do bem, não vê?! Claro, eu sou subjetiva, espirituosa, blá blá. Mas eu sou uma pessoa boa, sou pura. Pureza é quando você quer ver as pessoas dando certo na vida, quando você quer realmente que eles sejam felizes, quando você acredita nelas. Eu sou uma pessoa boa, não estou mentindo. Não minto mesmo. Percebeu? Veja só como eu sou sincera. Sem ironias mesmo, mesmo. Eu sou meio bobinha às vezes, o que significa que eu acredito nas pessoas. Eu acredito. Eu amo. Meus pais são ótimos. Educaram-me muito bem, e é isso! Você tinha que conhecer os velhos pra você ter uma noção de quão educada eu sou. Os meus pais são tri! Você tinha que ver, querido. Você tinha realmente que ver pra saber quais são as minhas influências, de onde eu venho, em quem eu confio, com quem eu aprendi a ser pirada. Eu procuro tons diferentes nas coisas, então não importa se sou bonita ou feia, que eu me vista bem. Eu tenho tons diferentes que precisam ser descobertos. Beleza todas elas têm, não vê?! O que estou tentando dizer e parece que você não entende, será que nunca vai entender? É preciso ir beyond, far far away, meu bem. É preciso ir além do meu vestido, do meu cabelo, das minhas botas, é preciso ir além dos meus olhares. O que estou tentando dizer, é que você perde tudo isso não sendo uma pessoa curiosa. Você perde tudo! O que estou dizendo, bem, acho que já desisti de alguém entender isso, mas é que você tem que saber do Odracir. É, você TEM que saber do Odracir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Drop the leash

Gosto de como Pearl Jam me acalma. A letra juntamente com a melodia.

"Drop the leash, we are young
Oh, get outta' my fuckin' face...
Drop the leash, drop the leash...
Get outta' my, my..."
De uma coisa eu sei: meus protagonistas agora estão todos mortos. Não servem pra nadinha mesmo. Morreram, figuramente, por assim dizer. Digo, os personagens das minhas inspirações perderam o brilho, se foram. Não consigo mais falar deles, nem bem, nem mal. Acho que a falta de efeitos em mim é sinal de que realmente morreu.

Se é bom ou mal isso tudo? Mal. O medo de ser incompreensível me ronda de novo, de novo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Respire fundo.

Menino, você tem sido uma garota muito pervertida. Isso foi o Lennon que disse em alguma música perdida por aí.
Menino, menino, menino. Ou, moleque?
Moleque, não se engane.
Quando o seu mundo cor de rosa cair, o tombo vai ser feio.
Cuidado com a arrogância, cuidado com a pose, cuidado com o ridículo.
Apenas: seja você mesmo.
Status é uma coisa perigosa, hoje ele é seu, amanhã puft.
É duro quando a gente devia ter uma maturidade em certa idade e não tem.
Menino, eu não te pedi em casamento.
Vamos viver a Era de Aquário, por favor, ninguém é de ninguém.
Não sei o que foi que você pensou, mas relaxa.
Você nem é tão legal pra sair de mãos dadas comigo.
Menino, não pague micos.
Você está muito no script.
E de verdade, você trai o movimento!