O início foi num verão entre meus olhos e suas bermudas que eu me perdi.
Tira essa bermuda que eu quero você sério, vamos cantar música de galera, vai.
Daí você mudou para calças e eu ainda continuei perdida.
E é por essas noites, em que o inverno nos faz ligar o ventilador, que você ainda: aqui.
A rebeldia, o psicodelismo, detonar a ignorância, ser livre, o rock'n roll.
E de repente, nós dois, sem mais e nem menos.
Sem palavras, só com olhares e gestos.
Porque é assim que a gente era e sempre foi.
E eu te mandava contar alguma coisa e você Forrest Gump.
Até parece que acreditei em tudo.
Você era ímpar e eu era par, te pedia pra sorrir, porque putaquepariu,
você era de longe garoto mais estiloso de tudo que já vi.
Eu te disse do blues, das minhas influências, dos meus roteiros de longa metragem, eu te contei sobre meus segredos mais ilegais e improcedentes e você concordou. "Porque é isso mesmo, eu também".
Daí você me pedia pra te fascinar e eu te falava do colorido que era ouvir o Morrison.
4 horas da manhã. E daí eu pensei "mas como é que sobrevivemos?".
Vamos filosofar, fazer as horas durarem, porque eu e você tão amantes anônimos,
tão amigos.
Daí já eram 5 horas da manhã, pra te ver ir embora de novo. Te dar tchau.
E aquela coisa de sempre, uma sensação de: que você vai embora pra sempre de novo.
E eu pensando que ia sentir saudades, me atrapalhando toda, enquanto dentro de mim tocava "Baby" na versão da Rita Lee, porque é o que me lembrava você.
Que nó na garganta que você me dava.
E que nó na língua porque eu nunca podia te dizer nada.
E daí só saiu qualquer coisa pobre pra me despedir, um "tchau", ou algo do tipo.
Podia ter sido menos ensaiado, mais sincero, como um: "I wanna hold your hand, and when I touch you I feel happy inside, it's such a feeling that my love, I can't hide",
alguma coisa dos Beatles ainda na década de 60, porque me resumia.
Essa coisa yeah yeah yeah, vestidos e penteados com laquê.
E de repente a música parou,
e eu não conseguia ouvir mais nada,
nem dentro de mim, nem fora,
não quis olhar você indo embora.
Fiquei olhando fixamente pra qualquer outra paisagem
precisando escrever, precisando escrever.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Mas porque "only happy when it rains"?
Tantos anos com esse blog, tricotando pseudo poemas de uma jovem adulta estudante de Direito, revoltada com o mundo que acredita que no fim, todo mundo é egoísta, eu, que nunca disse o porquê desse nome. Ta aí. Procurando o que escrever, olhando pra tela do computador, ta aí. O NOME!
Isso surgiu por causa de uma música. Claro. Sempre uma música. Pra quem não conhece é uma música do Garbage, tem uns trechos assim:
"Eu só sou feliz quando chove, eu só sou feliz quando é complicado. Você sabe que eu adoro quando as notícias são ruins e porque me parece tão bom me sentir tão triste. Eu só escuto canções tristes, só sorrio na escuridão, eu só sou feliz quando chove"
Nada melhor para me definir. Porque eu sou isso aí! Eu sempre sou do contra. Eu acho muito mais rico ficar triste e inspirada, é por isso que sou feliz quando eu estou triste, consigo escrever um montão de coisas.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
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Escrevi há uns tempos...
Sempre fui livre de romances, sentimentalismos, comoções e toda essa coisa. Viver racionalmente era a base da minha vida, sempre foi e eu não pretendia que isso fosse nenhum pouco diferente em momento algum, eu sempre gostei de viver assim. Nada me atingia, eu me alimentava do sangue de quem eu podia até a última gota e não me preocupava. Eu vivi por muitos anos assim, eu era boa no que eu fazia, eu era indiferente, eu era boa em ser boa. Ser fria estava nos meus destinos astrológicos, era algo esperado e certo. Eu nasci uma capricorniana pura, sem erros, manipuladora, calculista e materialista. Eu era o orgulho mais íntimo do meu pai, eu jamais seria vulnerável. Eu era uma muralha impenetrável, seca e distante de qualquer coisa que pudesse me levar a sentir algo mais verdadeiro, ou pelo menos pensava que era. Todos meus supostos “affairs” eram insignificantes, sempre foram. Eu nunca entendi o que havia despertado tamanho interesse em mim naquele rapaz, não que não fosse bonito, ele era. Talvez porque ele fosse igual a mim? Não sei, mas eu havia começado a sentir e o gelo havia começado a se derreter.
By: Desirreé.
Sempre fui livre de romances, sentimentalismos, comoções e toda essa coisa. Viver racionalmente era a base da minha vida, sempre foi e eu não pretendia que isso fosse nenhum pouco diferente em momento algum, eu sempre gostei de viver assim. Nada me atingia, eu me alimentava do sangue de quem eu podia até a última gota e não me preocupava. Eu vivi por muitos anos assim, eu era boa no que eu fazia, eu era indiferente, eu era boa em ser boa. Ser fria estava nos meus destinos astrológicos, era algo esperado e certo. Eu nasci uma capricorniana pura, sem erros, manipuladora, calculista e materialista. Eu era o orgulho mais íntimo do meu pai, eu jamais seria vulnerável. Eu era uma muralha impenetrável, seca e distante de qualquer coisa que pudesse me levar a sentir algo mais verdadeiro, ou pelo menos pensava que era. Todos meus supostos “affairs” eram insignificantes, sempre foram. Eu nunca entendi o que havia despertado tamanho interesse em mim naquele rapaz, não que não fosse bonito, ele era. Talvez porque ele fosse igual a mim? Não sei, mas eu havia começado a sentir e o gelo havia começado a se derreter.
By: Desirreé.
domingo, 28 de agosto de 2011
Stoned
I don't give a damn about my reputation..." como diria Joan Jett em um de seus sucessos musicais. Tá, isso é frase de quem aprontou. Mas não vem ao caso.
Acho que eu ando ouvindo demais os conselhos do Keith Richards. Sei lá, essa coisa de não ligar pra nada, essa idéia sagitariana de "to com afim, vou lá e faço, dane-se o mundo".
To entrando numa filosofia muito intensa e perigosa pra sociedade. As coisas estão acontecendo e ando aproveitando cada acorde dessa música. O pior que posso fazer é estragar tudo. Fora isso, curtir tudo.
I know, it’s only rock'n roll but I like. Sem mais.
Acho que eu ando ouvindo demais os conselhos do Keith Richards. Sei lá, essa coisa de não ligar pra nada, essa idéia sagitariana de "to com afim, vou lá e faço, dane-se o mundo".
To entrando numa filosofia muito intensa e perigosa pra sociedade. As coisas estão acontecendo e ando aproveitando cada acorde dessa música. O pior que posso fazer é estragar tudo. Fora isso, curtir tudo.
I know, it’s only rock'n roll but I like. Sem mais.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Tristeza
"Há há há, mas eu to rindo atoa", tem uma parte dessa música do Falamansa que eu gosto pra caramba. Não que eu curta forró, mas analisando a letra da música em si, dá pra perceber o tom poético e verossímil:
'Quando mais triste, mais bonito soa'
E me leva a refletir que a gente sempre fica mais inspirado, poético, quando se está triste. Vai dizer que é mentira? Quando a gente tá triste, a gente cresce espiritualmente. Tristeza nem é tão ruim assim. Acho que confio mais nas pessoas que ficaram tristes mais vezes, talvez elas sejam mais profundas e tenham mais o que falar.
Como diria Aristóteles, a comédia é rasa, já o drama, te faz passar por situações que você nunca passou e comove lá dentro e te torna mais maduro.
Estou feliz, poxa vida, Desirreé, você está fora da almejada inspiração profunda.
'Quando mais triste, mais bonito soa'
E me leva a refletir que a gente sempre fica mais inspirado, poético, quando se está triste. Vai dizer que é mentira? Quando a gente tá triste, a gente cresce espiritualmente. Tristeza nem é tão ruim assim. Acho que confio mais nas pessoas que ficaram tristes mais vezes, talvez elas sejam mais profundas e tenham mais o que falar.
Como diria Aristóteles, a comédia é rasa, já o drama, te faz passar por situações que você nunca passou e comove lá dentro e te torna mais maduro.
Estou feliz, poxa vida, Desirreé, você está fora da almejada inspiração profunda.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Voleé
Ele era constituído por uma revolta e sede de sucesso profissional que iam além de sua natureza capricorniana. Ele vinha de uma família de charlatões que não condiziam com seu jeitão de racional, então ele fugiu. Fugiu pra tentar se encontrar em qualquer outro lugar que se parecesse mais com ele. Ele era mistério, e repito: mistério. Andava de cabeça levantada e com ironia nos diálogos e sorrisos pra esconder a timidez e seu desprezo por pessoas fúteis, respectivamente. Não se esforçava como um condenado nos estudos. Ele devorava cada livro de política e filosofia e se sentia pequeno por não ter pensado tudo aquilo. Sentia-se pequeno olhando as estrelas. Não via a hora de praticar sua dialética e mudar o mundo. Quis sair, vestiu sua velha jaqueta de couro indefectível e ver o que encontrava. Esperava a hora certa, então pegou as chaves as onze da noite, trancou a porta e foi dormir.
By: Desirreé
PS: Enfim, obervações cotidianas me inspiram.
By: Desirreé
PS: Enfim, obervações cotidianas me inspiram.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
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Eu queria falar muito de política, dilemas da sociedade, revoltas, compreensões e tudo isso que eu acho muito maneiro. Mas eu to muito artística, sacomé?
domingo, 14 de agosto de 2011
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Quem sabe um dia eu case com você. Aplicado, magrelo, atencioso, jurista, cantor, compositor e performaceador. Quem sabe? Meu futuro marido.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Tabacaria
Cara, vai ver é clichê. Mas sempre que estou profunda eu leio Tabacaria do Fernando Pessoa. Meu poema preferido *-*
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
[...]
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
[...]
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O homem de Milwaukee
Isto começou em um ponto de ônibus no meio de nada. Sentado ao meu lado estava um homem careca, pelo seu olhar e pelo tamanho de seus dedões, ele vinha de um lugar que ninguém sabia. Talvez eu estivesse alucinando, respirando rápido, deixando este careca de dedos grandes sentado aqui falar sobre o céu. E se você me perguntasse agora, eu não poderia te dizer por quê. Eu estou sentada há muito tempo ao lado de um homem de Milwalkee. Ele está falando há muito tempo no seu walkie-talkie amarelo. Ele está falando com Marte, mas eu acho que ele é doido, ele diz que eles , virão buscá-lo algum dia. Ele diz que o lugar de onde vem é chamado Albertane e lá eles usam mais de 10% do cérebro, mas você não pode perceber isso por causa do jeito que eles se comportam. Eles correm por aí de cuecas e nunca fazem a barba. E você não acreditaria, se eu contasse o resto o homem sentado ao meu lado, que estava quase sem roupas, voou para Milwaukee ou talvez Albertane e me deixou no ponto de ônibus apenas um pouco mentalmente sã.
Eu estou sentado aqui há muito tempo pensando sobre Milwaukee
Eu estou falando há muito tempo no meu walkie-talkie amarelo
Eu estou falando com Marte, você pode achar que eu sou louca
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Eu sei que eles virão me buscar e levar embora
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Se não amanhã, então talvez hoje.
Hanson.
Eu estou sentado aqui há muito tempo pensando sobre Milwaukee
Eu estou falando há muito tempo no meu walkie-talkie amarelo
Eu estou falando com Marte, você pode achar que eu sou louca
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Eu sei que eles virão me buscar e levar embora
Eu sei que eles virão me buscar, me buscar algum dia
Se não amanhã, então talvez hoje.
Hanson.
I can't get no, satisfaction
A gente sempre quer aquilo que a gente não pode ter.
E quando a gente tem, a gente não quer mais.
Ou quer mais e mais e mais.
É como o filósofo Jagger já dizia, a “eu não consigo me satisfazer, e eu tento, e eu tento e eu tento, eu não consigo me satisfazer”
E quando a gente tem, a gente não quer mais.
Ou quer mais e mais e mais.
É como o filósofo Jagger já dizia, a “eu não consigo me satisfazer, e eu tento, e eu tento e eu tento, eu não consigo me satisfazer”
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Passou!
Uma coisa nessa vida eu sei: é que as coisas passam.
Seja raiva, amor, ódio, ciúme, dinheiro, amigos, sentimentos, cabelos, infância, rebeldia e sei lá mais o que, mas PASSA!
Então quando se está mal é só pensar que um dia passa. O mundo é cheio de coisa pra fazer e pensar e comer e conhecer e amar e odiar e discutir que não se pode ficar numa coisa só.
E eu sou assim, sou bem firme e fiel aos meus padrões, mas é que eu canso, sabe? Então as coisas passam e eu nem vejo. Nem gosto mais de comer pão de queijo todo dia mesmo. Ah, cansei. Quero comer sonho.
Seja raiva, amor, ódio, ciúme, dinheiro, amigos, sentimentos, cabelos, infância, rebeldia e sei lá mais o que, mas PASSA!
Então quando se está mal é só pensar que um dia passa. O mundo é cheio de coisa pra fazer e pensar e comer e conhecer e amar e odiar e discutir que não se pode ficar numa coisa só.
E eu sou assim, sou bem firme e fiel aos meus padrões, mas é que eu canso, sabe? Então as coisas passam e eu nem vejo. Nem gosto mais de comer pão de queijo todo dia mesmo. Ah, cansei. Quero comer sonho.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Para Alê e Cris
As minhas amiguinhas de câncer são tão frágeis, tão sentimentais que eu até rio.
As minhas amiguinhas de câncer preenchem a minha frieza com a atenção que elas me dão.
As minhas amiguinhas de câncer não conseguem ser solteiras e livres, elas têm medo.
As minhas amiguinhas de câncer são meu porto seguro.
As minhas amiguinhas de câncer preenchem a minha frieza com a atenção que elas me dão.
As minhas amiguinhas de câncer não conseguem ser solteiras e livres, elas têm medo.
As minhas amiguinhas de câncer são meu porto seguro.
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Eu não sei dar em cima.
Nunca houve nada mais tão difícil quanto isso.
Desirreé, você não nasceu pra isso, é isso e fim.
Nunca houve nada mais tão difícil quanto isso.
Desirreé, você não nasceu pra isso, é isso e fim.
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