sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Oito ou oitenta?

O pior de tudo é não saber o que se sente. Não saber definir e não ter opiniões. Odeio quando eu não consigo ser ‘oito ou oitenta’. Odeio quando eu fico em cima do muro. Se gosto mais de uma coisa ou se gosto mais de outra. Se quero aquilo ou se quero isso. To assim com várias coisas. “/ e eu sou muito paranóica, fico pensando nas minhas escolhas, “será que isso vai me levar aonde? Será que eu to escolhendo certo?”. O duro é que as minhas escolhas de ultimamente são tão sérias que eu não estou mais agüentando. Não gosto disso. Queria deixar o vento me levar, deixar tudo pra que a vida se decida, mas não consigo. Eu só penso nessas coisas. Ta muito ruim, bem é isso. To sem saco pra escrever bonito, ta tudo capenga, nem to revisando o que escrevo, se ta certo, errado.
Algumas coisas eu queria mesmo, sabe?! Queria mas não posso, eu sinto que é errado então eu escolho a outra coisa mas não era o que eu queria e é isso aí, entende?
Nesses tempos to tento que decidir até entre vida e morte, se você quer saber. Não minha, mas eu sei que a última palavra sobre certas coisas vai ser minha, não quero decidir isso, não quero.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010




" 'O filme começa dentro de 5 minutos'. Disse a voz em off. 'Quem não tem lugar, tem que esperar a próxima sessão'. Entrando na sala com calma devagar. A sala era enorme e silenciosa. Quando nos sentamos e apagaram as luzes a voz disse: 'O espetáculo de hoje não traz nada que vocês não conheçam, você está vendo este show constantemente, viram o nascimento, a morte e a vida e talvez se lembrem do resto. Vocês divertiram-se antes de morrer? Dá pra fazer um filme?' "

(The Doors)

Me arrepio com esse filme! *-*
Chega, chega de inventar histórias e personagens, Desirreé. Chega de metaforizar cheiros, sentimentos, gestos. Chega. Talvez tudo isso tenha perdido a graça e meus personagens estão todos picolés-de-chuchu, sem sal e sem açúcar. Ah, é que eles não têm mais emoção já que meus sentimentos andam tão fracos e rasos. Então chega! Não to mais a fim de supervalorizar meus batimentos cardíacos enfeitando eles com paixões, porque na real, eles não passam de batimentos cardíacos, ficarei só com o sistema parassimpático. Não to mais afim de palavras bem colocadas e da magia que a vida é. Vai ficar tudo sem graça? Que fique. Indiferença: incolor, inodora e insípida. Que tal?! Nada no coração a não ser o átrio direito e esquerdo, sangue, veias, aorta, ventrículos e as valvas. Não sei como é que um poema se sustenta de coração vazio, ou só com o átrio direito e esquerdo, sangue, veias, aorta, ventrículos e as valvas. Como é que é?

(...)
(...)
(...)
(...)

Não dá pra criar sentimentos só pra tudo parecer poético. Acho que vou ficar com a vida, doce e amarga. Chega de historinhas coloridas. A vida é isso aí, uma foto preta e branca, mermão. (lá vou eu fazendo metáforas de novo...)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Yellow ♥

Eu queria que você falasse a minha língua pra saber o que você ta sentindo, pra que você pudesse-me dizer aonde é que dói pra eu tentar te ajudar. Você sabe que eu faria qualquer coisa pra te ajudar, tudo o que eu pudesse mesmo! Porque meu amor por você é tão puro e incondicional que não se mede. Hoje eu não tenho palavras bonitas e nem estou poética, eu só estou triste. To triste porque o meu melhor amigo, uma parte de mim, da minha vida ta ameaçando a me deixar. Sabe, eu não sei como vai ser sem você, eu não consigo pensar. Quando eu penso nisso eu logo mudo de assunto porque isso me dói tanto. Apesar de você não falar português e nem outra língua humana, eu vejo nos seus olhinhos, nos seus gestos, talvez você esteja pedindo pra acabar com tudo isso logo, mas eu sou egoísta, eu te quero aqui pra sempre! Porque é que você tem que querer ir antes de mim? Você é o meu pequenino pra sempre, entende? O meu “Djoey”, meu “Buni”, meu “Nico”, meu “July”, meu “Caramix” e mais trezentos e tantos apelidos e vozezinhas fininhas e inventadas pra falar com você. Sem você como é que vai ser? Quem é que vai latir na porta pedindo comida? Soltar aquelas respirações fortes avisando que você ta ali? Ficar rebolando e pulando toda vez que eu chego em casa? Quem é que vai me avisar que tem algum amigo meu chegando ou dar o maior trabalho fugindo rebeldemente pra fora do portão? Quem é que eu vou brincar de xingar? Quem é que vai perceber quando eu estiver triste e ficar do meu lado sem dizer nada, só esfregando a cabeça na minha mão? Como é que vai ser sem ter mais as suas travessuras pra contar pras pessoas? Pra quem é que eu vou compor músicas?
Você sabe, eu já te disse, uma das minhas músicas preferidas é Yellow do Coldplay. Eu sempre achei essa música a coisa mais linda, um sentimento de junção de todas as coisas puras e iluminadas, felizes, brilhantes e alegres resumidas em uma só palavra: Yellow. E eu achava que essa música não poderia ser dedicada a ninguém que você não achasse Yellow mesmo, que te passasse só esses sentimentos mais belos, por isso eu nunca consegui dedicar ela a ninguém, mas daí eu pensei que o único serzinho que merecia essa canção era você, Six.
"Olhe as estrelas, veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz. Sim, e as estrelas eram todas amarelas. Eu escrevi uma canção pra você e pra tudo o que você faz. A canção se chamava Yellow. (...) Você sabe, você sabe que eu te amo tanto e muito. (...) eu superei barreiras por você, que coisa a se fazer, uh?! Porque você era todo Yellow. (...) Sua pele, sua pele e seus ossos se transformaram em algo bonito e você sabe que por você eu daria todo meu sangue. (...) É verdade, veja só como as estrelas brilham pra você, veja como elas brilham! Veja como elas brilham pra você e pra tudo que você faz."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Anybody can make history. Only a great man can write it. (Oscar Wilde)

Não é?!

Panaco é quem faz panaquices

Ele era um panaquinha. Não, ele não era um panaquinha, talvez ele fosse mesmo um panacão. É, assim é que vou te chamar, de: Panaco. Te chamarei assim, Panaco porque essa é a sua palavra. Você tem outras sim, claro, mas essa em especial.
Panaco, você não sabe o quão você é engraçado. Eu queria te dar um nariz de palhaço bem vermelhinho porque daí você ia assumir a sua real forma. Eu não sei o que você tem, você nem faz piadas tão engraçadas assim mas...eu acho que eu curto mesmo é o seu humorzinho inglês. A verdade é que a gente só conversava sobre assuntos sem noção. Eu não sei por que estou escrevendo no passado já que você é o presente. Mas acho que no passado fica mais poético, pois não: ele ERA diferente. Vai ver era barbinha dele juntada com o a magrelice. Não, nem era só isso. Acho que também tinha outros ingredientes, mais ou menos assim:
- duas colheres de criatividade
- duas xícaras de poção-sem-noção
- um dente de vegetal do riso
- uma colher de bondade e duas de maldade
- uma pitada de elemento X, não identificado que dá todo o sabor ao Panaco.
É isso, bata tudo no liquidificador e bote pra assar. E não esquecer! Untar a forma com óleo de peroba (para cara-de-pau), hehe.
Mas falando sério, Panaco, você não sabe o quão amável você é (lembra?). Poucas pessoas têm o poderzinho de me fazerem se sentir bem tão depressa e parece que você tem todo o poder! Ahá! E parece que você veio ao mundo pra iluminar o caminho das pessoas mesmo! Eu sei, eu sei, eu nunca te falo isso, a gente quase nunca fala sério, mas é isso, entende? Eu falo que você é mal e blá blá mas não tem nada a ver. Eu te acho uma pessoa realmente especial. Eu quero ser igual você quando eu crescer! Você consegue ser moleque e maduro ao mesmo tempo, comoassim? Nunca pare de escrever picado, por favor. Eu não agüentaria ficar sem a minha irritação, ansiedade e angústia em esperar pra ler suas histórias enigmáticas. E a gente vai levando essa coisa de ser do bem e do mal, mas no fundo você sabe que você é o vilão e eu a mocinha, HÁ!
Ah, Panaco, you rock my world! =D

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Love me just on Mondays
Love me just in the night
Love me just when nobody else is there
Love me just when nothing is happening
Love me just with that song
Love me just when you’re in home
Love me just in english
Love me till the end.

By: Desirreé

sábado, 4 de setembro de 2010

With a little help from my friends

Olhando pros meus amigos empilhadinhos na minha mente, como eles são bonitos e inteligentes. Tão inteligentes. Sejam aqueles doces, aqueles loucos, aqueles quietinhos e até os mais engraçados. Eles são tão legais, leitor, mas tããão legais. Fico pensando como é que eles me suportam. MELDELS! Como é que eles me agüentam? Penso que eu ficaria melhor sendo amiga daquele cachorrinho da rua, seria mais fácil. Uns bichinhos primitivos, aquele sem entender de palavras. Sem palavras. O amor fora da sociedade, das horas marcadas, das distâncias filhas-da-mãe. Uns olhinhos lânguidos e pêlos sujos. Olho pra esses meus amigos e tenho vontade de chorar, eles são tão surreais. E eu tão blasé, tão “nem aí”. Olho pra vocês, amigos, e quero pedir desculpas. Eu amo vocês. Vocês sabem que sim. Vocês são meu tudo e meu nada e dá-lhe Raul. Eu vou olhando assim pra vocês, amigos e tentando ser como vocês. Bonitos e tão inteligentes. Então me desculpem, é que eu sou um cachorrinho da rua. Olhinhos lânguidos. Pêlos sujos.

By: Desirreé
Não é que eu sou boazinha e muito menos quero parecer. Não é que eu aprecie todas as filosofias bonitinhas e quero bancar aquela tal que aprecia a essência e blá blá. Juro que não tem nada a ver com isso. Mas é que eu acho as pessoas bonitas pelo que elas são por dentro, de verdade! Já conheci muita gente que eu achava desprovida de beleza e que depois de um tempo, uau! “Mas como Fulano (a) é bonito (a), né?”. E também tenho que confessar que já achei muita gente bonita e que depois de um tempo, puft! Que nojinho. Essas coisas são engraçadas. Qualquer um diria que sou louca em achar certas pessoas bonitas. Mas eu acho. Pessoas tornam-se feias ou bonitas constantemente na minha cabeça.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tadinha!

Estou preocupada com você, pequena Angel. Não sei o que está acontecendo, a sua pressa de querer as coisas tão depressa está te deixando louca! Não precisa apelar. Eu sei, eu sei, você quer provar o quanto você é "importante" agora, provar e divulgar que as escolhas que você fez deram certo, normal. "Normal" entre aspas, tendo em vista de que eu menti pra você, pequena Angel. É, me desculpe. Foi só no começo, juro! É que você era tão angelical, eu tinha tanta piedade da sua vida escura e cheia de teia de aranha que eu menti pra você. Você precisava de colo, pequena Angel, e eu te dei por pura diversão, eu te enfeitava com histórias que ninguém, se não eu, li em você, sabe?! Mas daí eu gostei de você e daí a gente se divertia juntas. Mas sinto-lhe em dizer, na verdade o seu encanto acaba onde eu decido por o ponto final. Eu te fiz acreditar que você era bonita mesmo, de como você era inacreditável, poderosa, criativa, amável, sen-sa-ci-o-nal, e blá blá, mais um monte de adjetivo. Eu errei... Como pude? Oh céus! Pequena Angel e a mente confusa. Amiga, agora você está sozinha no mundo, enganada e perdida. E nada parece tão bonito quanto ao mundo de confetes que eu te coloquei. Mas agora você não entende o porquê. Aí fora desse mundo é tão estranho, né?! As pessoas não concordam com tudo aquilo que você pensou que era. Você nem é tão mágica assim. Desculpe, eu só quis ajudar, juro!

By: Desirreé

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Garoto, você era o meu esconderijo e eu não sabia.


Mas garoto, você era o meu esconderijo e eu NEM SABIA!