segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Smells like...love?




A vida era muito chata. Não chegava a morrer de fome, de doença, de frio e nem nada. Mas era chata porque não tinha brilho e nem cor, não tinha graça e nem era tão interessante sentir coisas inéditas. As horas só iam passando, os dias correndo, chegava semanas e semanas, os meses não demoravam muito, os anos parecem que se apressavam e nada acontecia. Agora eu sinto o cheiro das flores e até o céu é mais bonito. Opa, o céu existe! Eu olhei pra ele! Porque quando a gente se encontra nesse estado é só a natureza que consegue demonstrar?! Pois eu estou aqui pra mudar isso! Agora o cinza do meu corsa é mais cinza! O asfalto da minha rua tem mais valor! Os prédios da minha cidade me assistem! O meu computador tem um significado nobre, love. (Pronto! Valorizei o século XXI). Agora tudo acontece dentro de mim, do lado esquerdo do peito?! Soa brega?! Ah, que nada! O amor é brega. E toda essa coisa de declaração é brega. Cartas de amor são ridículas, mas ah, como diria o Pessoa, não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. E no final só as pessoas que não escreveram cartas de amor é que são ridículas. E agora eu acredito que o amor foi feito só pra eu e você, ah, as pessoas dizem que não, mas cá entre nós?! Eu sei que isso é verdade. Não admito protestos. O amor é nosso! Ponto final pra ficar bonito, uh?! .

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