sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ainda somos os mesmos.




Hoje é frio e eu não quero ver ninguém. Não, nenhum dos meus amigos não. Diga que não estou. Diga que me procurem na Time Square.Hoje é frio e eu descasco as minhas chateações ouvindo Janis Joplin. Hoje é frio e eu me cubro do mundo. Quero hibernar. Deve ser bonito o sol, mas hoje é frio, hoje é feio. Não quero pizza não, nem chá, nem lasanha italiana, eu quero é a Itália. Quero de novo ser desconhecida, perdida. Quero ir sem saber voltar. Eu vou pegando o amor deles todos, John Lennon, Fred Mercury, Bono Vox e do baterista do The Who que eu nem sei o nome não, mas eu gosto muito do The Who. Eu vou pegando o amor deles e engolindo fingindo de meu mesmo e construindo minha tristezinha porque hoje é frio e eu não quero nada mesmo. Quero um não-existir igual ao do Descartes.E quando o sol sai, eu puxo as cortinas porque não quero sol não, não quero cores.“Maybe” é legal no inglês e no português não tem nada de interessante. “Maybe” é bonito, sempre quis chamar alguém de “Maybe”. Então colocarei o nome de algum futuro animal que eu tiver de “Maybe”. Não quero enfiar a cara em apostilas pra saber onde existem algodões herbáceos, como se faz um transformador, porque o Che decidiu fazer uma revolução. Eu quero a preguiça, só ela. Eu perco minha fé, porque não pára de chover. Só chove, mas só chove. Viver é melhor que sonhar, mas hoje eu não quero viver e nem sonhar.


Hoje é frio e eu não quero nada.

“Você me pergunta pela minha paixão

Digo que estou encantada com uma nova invenção” Tia Elisinha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário