quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Orkutiando

Desirreé e as respectivas pintas de ligue-os-pontos pelo corpo.

Todo mundo está aí? A cerimônia vai começar... Sou pseudo-astróloga, pseudo-cantora, pseudo-psicóloga, pseudo-madura, pseudo-hippie, pseudo-brasileira, já fui pseudo-bailarina, pseudo-dark e pseudo ginasta também, sou pseudo-sandy* (vide rodapé), pseudo-muita-coisa. Mas eu sou mesmo supersônica de uma forma adjetiva porque não tem como me descrever com outros adjetivos. Eu me garanto. Tenho vontade de ser a Joplin, um espírito meio Jagger e umas idéias meio Gallagher. Eu amo ideologias radicais e as pessoas que vão contra elas, então, sinta-se a vontade para me afrontar. Odeio quem concorda com tudo o que eu digo. Odeio gente sem opinião. Já fui garota propaganda de fraldas. E sou a Rock e a Roll, o Sexo e Drogas pode ser você, leitor, be my guest. Eu penso que é bonito ser feio e por isso continuo escrevendo sobre mim no orkut. Eu amo escrever, ler, música, fofoca e coisa unútil. Eu odeio perfeição. Adoro gente esquisita. Amo anos 60. Talvez isso seja um problema ou vai ver sou reencarnação de alguma tiete dos Beatles que morreu pisoteada em algum desses movimentos de fãs histéricas.

Eu não tenho segredos, apesar de muita gente achar que tenho. Ou melhor, acho que o segredo consiste justamente no fato de não os ter. Eu sou ciumenta, possessiva, metida, teimosa, me acho melhor que os outros, sou etnocêntrica e também chuto cachorros na rua (haha, mentira). Já roubei as Lojas Americanas, sim e você também. Não entendo pessoas acomodadas. Eu nunca me satisfaço. Eu só reclamo. Eu sou paciente, sorridente e feliz as vezes. Não confio em pessoas felizes a todo tempo. Quem ri demais não é confiável. Eu desconfio de tudo. Eu faço Direito direito porque percebi que tenho uma tendência natural para realizar juízos de valores partindo de comparações all the time. Eu me garanto de novo. Assumo tudo o que faço e raramente me arrependo. Esqueço seu nome facilmente, mas não seu signo. Eu quero ser muita coisa. Eu vou ser muita coisa. E talvez eu nem seja tudo o que eu quero ser e talvez eu mude minhas vontades. Já mudei agora mesmo. Sou maria-shampoo e maria-palheta, rockeiros, vocês humilham. Enfim, relaxe, vai ser tudo melhor quando a lua estiver na sétima casa, a paz guiará os planetas, vai ser tudo vida, sonhos dourados e something else. No mais, é tudo nosso, meu, seu, enfim, nosso!


*pseudo-sandy – substantivo que designa pessoa aparentemente comportada e bobinha, termo originado da cantora Sandyjunior.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Como as coisas estão agora, eu vou continuar sendo uma escritora de blog. Eu não tenho certeza se eu vou me dar bem nisso algum dia, mas enquanto a nuvem negra me empurrar pra poeira dizendo "você não é nada, Desirreé", eu vou ser uma escritora. Escrevendo eu me descubro, me entendo, me faço, me sou.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

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Talvez eu percebesse que alguma coisa dentro de mim por aí morreu. Morreu e não me avisou, saiu à francesa, de fininho pra não me deixar sabendo, depois deu o parecer tão de repente e nem criou efeito nenhum. Nem negativo nem positivo. Foi estranho, estranho igual café sem açúcar. Muito mais estranho do que tristeza nas partidas. Nem frio na barriga pra contar história. O tudo virou tão nada, como uma água batendo nas rochas aos poucos e fazendo buracos profundos. Aos poucos as coisas somem. Aos poucos o tempo transforma o tudo em nada. Porque no fim das contas, só o amor incompleto é romântico.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



'Take it, take another little piece of my heart now, baby.' ♫

A Janis.