domingo, 30 de janeiro de 2011

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Ninguém precisa de relógios. Você poderia passar o dia inteiro sem ver as horas. E digo que se não fossem as horas, ninguém ia dizer "nossa, o ano já acabou!", as pessoas contam demais. Se você esperasse um amigo, por três horas poderia ficar lá o tempo todo sem reclamar, ia pensar tanta coisa e ter um tempo só com você mesmo pra no final das contas acreditar que só ficou poucos minutos esperando. Tenho relógios, não gosto de esperar por causa de relógios. Relógios, você são todos culpados.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Some people will tell you that slow is good – but I'm here to tell you that fast is better. I've always believed this, in spite of the trouble it's caused me. Being shot out of a cannon will always be better than being squeezed out of a tube. That is why God made fast motorcycles, Bubba…"

Hunter S. Thompson

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

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Procurei sentimentos velhos, histórias velhas pra me inspirar a escrever. Mas nada vem. Eu não quero nada, não tenho vontade de fazer nada, de falar com ninguém, de ouvir nenhuma música. Tenho preguiça de tudo, dessa cidade, de amigos, de parentes, de casa, de tudo que me fazia bem. Nada me faz bem, nem mal. Nada me faz nada. Eu já não me importo se sou pobre ou se sou rica, se o status é importante ou não, se alguém vai falar mal de mim ou não, se alguém vai me deixar ou não. Simplesmente não me importa mais nada. Em línguas médicas isso poderia ser chamado de depressão, mas não...depressão ainda é muito forte pra mim. O que eu sinto é nada, entende? Depressão é muito. Depressão é tudo dramático e eu não estou fazendo drama. Eu não sinto nada, doutor. Eu não desprezo nem admiro. Tudo tanto faz. Nem título isso aqui tem, nada, nada, nada.

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Antes eu era pedra, meu mundo, minhas coisas.
Houve um momento que meu mundo se abriu, de pedra, virei seda e tudo ficou colorido.
Alguns tiveram a chave do meu mundo todo cheio de emoções, que nunca ninguém tinha entrado.
Eu tinha comprado uma passagem pro arco-íris e já tinha até acompanhante.
Que acompanhante! Soava como a soul-mate.
Se saíssemos de carro por aí e sofrêssemos um acidente,
Morrer ao lado do meu acompanhante, que honra!
Mas não sei, tudo ficou confuso e tranquei meu mundo de novo.
Tudo meu. Ninguém toca, ninguém sabe.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Contagious

Eles fizeram uma estátua nossa
E colocaram-na no topo de uma montanha
Agora os turistas vêm e ficam olhando pra gente,
Sopram bolas com seus chicletes
Tiram fotografias por diversão.
Eles nomearão uma cidade com nosso nome
E depois vão dizer que tudo é nossa culpa
Então eles nos darão uma bronca
Os turistas vêm e ficam olhando pra gente
A mamãe do escultor manda lembranças
Nossos narizes começaram enferrujar
Estamos vivendo em um antro de ladrões.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011




O meu lugar preferido no mundo. Porque todo mundo deve ter um.

Ouvindo "San Francisco" do Scott Mckenzie e pensando no meu lugar preferido no mundo.

É claro que a música diz a respeito de San Francisco nos EUA, mas ela me faz lembrar o meu lugar preferido no mundo que é a Praia da Saudade em SC na ilha de São Francisco do Sul. Tudo isso me faz lembrar coisas boas, lembranças doces e simples. E é isso que esse lugar é: simples. Talvez rochas sejam todas iguais em todas as praias, mas não pra mim. Me lembra épocas da minha vida, minha infância. Gosto de sentar nessas pedras e olhar o horizonte, ver as ondas batendo nas rochas e não pensar nada. Um lugar só meu, pra ficar comigo mesma. Enfim, se você for pra São Francisco, não se esqueça de usar flores no cabelo.

PS: Meu blog ta precisando de uns posts menos abstratos, é isso.

PPS: Praia da Saudade, te vejo semana que vem! =D

PPPS: http://www.youtube.com/watch?v=ehn516SMBzI < A música HAHAHAH.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Como as pedras rolando

É como um tipo de código, linguagem não dita com palavras. Uma coisa que as palavras não alcançam o poder de explicação, entende? Uma espécie de energia, de DNA, de um gene que só quem tem consegue entender. E talvez pra toda essa mensagem haja mediadores que nos transmitem a empatia de entender essa linguagem por meio de uma coisa que se chama rock’n roll. Mas eu digo, ROCK’N ROLL, leitores. Nada de hardrock, metal, heavy metal e todas essas variações e ramificações de rock que se tem por aí. Rock’n roll puro. Sem nada, cru. De raiz mesmo. É esse que me compreende. É o que eu sou.