segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quero bolha. E voltar só no verão.




Quando eu me esqueço de escrever é porque tenho medo do que posso ler, de me ler, de me entender, de me divulgar.
É que não conto meus segredos.
Segredos?
Eu só quero esquecer essas coisas que me fazem chover.
Sempre querendo fugir de mim, sempre querendo me jogar num estado de inércia, deixar estar, deixar a vida me levar.

Quero sentir liberdade de novo.
Quero ficar sozinha e não me sentir desamparada.
Quero pensar um pouco mais, refletir, descansar.
É que eu voltei a ouvir aquelas músicas britânicas, você sabe como é.
E nesses dias de frio, de sol, de madrugadas, me dá uma vontade de palavras, qualquer coisa assim, bonita, épica, cinematográfica, Shakespeare-ana, qualquer coisinha assim, que se pareça com amor.
E daí eu fico boba, menina sonsa, conto de fadas, tudo de novo.
Você sabe, eu não sou aquela durona.
Sinto falta daquelas coisas reais e certas que eu sentia.
Mas agora a gente é impossível?
Será que a gente sempre foi?
O amor fere, me deixa porcelana.
Mas é que eu invejo os filmes, e eu chovo.

By - Desirreé

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dude, we are lost!




BS: (Se você é do tipo que nunca assistiu Lost e julga pela aparência, não leia este post)

É, Lost acabou, nem acredito. É estranho, dude! É como se só quem assistisse soubesse o que é esse sentimento, parece que é agora que a gente ficou “perdido”, sei lá, dá um vazio. Posso ser interpretada com exagero, mas eu sou exagerada e sou completamente devota aos meus vícios. Ainda não caiu a ficha, mas gostei muito do final, antes eu pensava que se ficasse perguntas no ar, eu odiaria a série, mas no fim, a gente não quer nem respostas de algumas coisas porque o que fica é a filosofia de Lost sobre tudo isso. Eu interpretei como Razão X Fé, o homem científico que passa a ter fé e deixa de ser tão racional. Isso é o que me ganhou na série! Foi uma transição árdua e lenta, mas o Jack passou de científico pra metafísico e por fim, um homem de fé. Enfim, valeu os momentos muito looooooooucos de Lost! HAHAHAHAH Eu realmente surtava! Mexer com a curiosidade em pessoa (vulgo = eu) e fazer suspense até os 45 minutos do segundo tempo sem acréscimos, só os gênios Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof! Eu disse: GÊNIOS! A quantidade de sensações que eles proporcionaram para todos os espectadores da série durante esses 6 anos foram sensacionais! Assistindo Lost eu tive 918239812398 de sentimentos à flor da pele, sem exageros. Lost te intriga, te desperta curiosidade, te comove, te faz dar berros de desespero, te deixa triste, te deixa feliz, te deixa sem sono, te deixa sempre querendo mais. É adrenalina pura na frente de uma televisão! Mas é isso aí, fica um texto do meu blog preferido “Dude, we are lost”:

Mas antes fica um vídeo do Charlie, um dos meus personagens favoritos tocando uma das minhas músicas favoritas na minha série favorita:

http://www.youtube.com/watch?v=3QH-aHRfErQ


“Não há certeza maior na vida que sua finitude. Sejam lá quais forem os caminhos que trilhemos ao longo dessa fascinante e misteriosa jornada, são os erros e aprendizados que ajudam a dizer quem somos. Mais que isso, são os relacionamentos que construímos nessa caminhada, que ninguém consegue fazer sozinho (como pontua Christian Shephard em momento chave desse episódio), que servem como testemunho irrefutável do que fizemos e do impacto que provocamos nas vidas uns dos outros.

Ao longo desses seis anos, uma série de tv nos mostrou a história de pessoas que perdidas em suas jornadas, descobriram numa ilha remota e cheia de mistérios particulares, não o fim, mas o meio para que se encontrassem. Em Jack, Locke, Hurley, Sawyer, Kate e cia, nos vimos refletidos em suas falibilidades, tragédias e conquistas. A ilha? ‘Só’ um lugar de propriedades singulares capaz de catalisar a reunião daqueles que buscavam uma redenção que sequer admitiam procurar. Lost foi uma série sobre pessoas, mas sobretudo para pessoas. Gente como você e eu, que questiona o sentido da vida e que se emocionou com a resposta da principal pergunta levantada ao longo desse período (uma que sequer havíamos considerado no meio de tantas, diga-se): a vida como conhecemos, tão refém de nossa fragilidade física de fato acaba aqui, mas será que isso significa mesmo um fim?
O desfecho de Lost, obra que despertou em todos nós paixões variadas e distintas, veio acompanhado de um gosto agridoce. Se por um lado o ‘The End’ significou a conclusão elaborada, envolvente e emocionante da trajetória daquele grupo de pessoas que enfim pôde se encontrar num plano que não obedece as regras do espaço e do tempo, por outro significou a despedida definitiva de amigos com quem tanto aprendemos ao longo desse período e que agora só poderemos revisitar nas lembranças afetivas de vários momentos marcantes.

Nos traumas e conflitos de cada um daqueles personagens, tivemos a oportunidade de confrontar nossos temores, nossas dúvidas e principalmente nossas certezas. E mesmo que não soubessem disso, Jack e cia nunca estiveram sozinhos naquela ilha. Se torcíamos, vibrávamos e nos emocionávamos com eles e por eles, era porque enquanto espectadores, também ficamos presos em meio a situações que não se encerravam na luta por sobrevivência ou em disputas de razão x fé, destino x livre arbítrio ou bem x mal.

Nos encontros daquela realidade paralela (ela sim o próprio purgatório), os choques de consciência plena que vieram acompanhados pela paz há tanto procurada, só foram possíveis quando cada uma daquelas pessoas enxergou através do amor, os relacionamentos que construíram ou reconstruíram na ilha. Afinal, foi lá que Jin e Sun se reencontraram enquanto casal; que James ‘Sawyer’ Ford viu em Juliet, o porto seguro que sequer sabia existir; que John Locke encontrou num milagre a auto-estima e o amor próprio há tanto perdidos, e que Jack Shephard descobriu no amor de Kate e no entendimento de que era preciso dar a própria vida para que outros tivessem uma chance, o caminho de um recomeço espiritual pleno e harmonioso.

O que ‘The End’ evidencia para nós em seu desfecho é que as dores, os sacrifícios e as mortes que aqueles personagens experimentaram na ilha ao longo dessa trajetória nunca foram em vão. O que eles viveram e sentiram foi uma passagem, um estágio de aprendizado cujas lições só seriam efetivamente compreendidas em sua plenitude num outro plano. Um no qual reconciliações ganham forma quando uma vítima perdoa seu assassino, permitindo-se seguir em frente na certeza de ter encontrado o verdadeiro sentido de ser especial e onde a palavra redenção se explica não pela chance de consertar algo, mas sim pela possibilidade de poder lembrar para seguir em frente.

Todo espetáculo tem que terminar, mas é duro ter de se despedir de artistas tão queridos e ver a cortina se fechar num último adeus sem direito a bis. Obrigado Lost por esses seis maravilhosos anos de diversão, entretenimento inteligente e sobretudo pelos muitos momentos de emoção e reflexão. A beleza de seus personagens, sua música, suas ideias e sobretudo de sua companhia me fará muita falta e será para sempre sentida, porém jamais esquecida.”


PS: I see you in another life, brother! ;)

domingo, 23 de maio de 2010

Talking to a songbird yesterday

Apesar dos pesares, apesar de que nos meus cálculos esse ano seria um dos piores anos da minha vida, uau, não está sendo. Eu que sempre tenho um “plano”, uma meta a atingir, nem imaginava nada disso pra esse ano. Nem são coisas extraordinárias, são apenas coisas diferentes que não estavam nos meus planos. Será que sempre vai ser assim?! A minha listinha de coisas da vida será toda desnorteada? As pessoas que eu pensava que seriam pra sempre, todas indo embora e outras entrando, e algumas ficando. E eu que achei que esse ano não conheceria ninguém, to conhecendo tanta gente legal! Achei que isso só aconteceria quando eu mudasse de cidade, entrasse na facul, ta tudo um “ar” novo já esse ano. Adoro coisas novas, já disse?! Sou totalmente tradicional, mas coisas novas são sensacionais. Ando mais livre pra me expressar, pra respirar, pra falar qualquer porcaria, ando mais “Desi”. Eu que andava tão down já nem sinto mais tristeza, nem tenho tempo pra pensar nela. É muita coisa e muita gente ao meu redor =D

terça-feira, 4 de maio de 2010

Catarse, venha logo

Não perguntei se você queria, eu fui lá e fiz.
Mesmo que minha vida ficasse por um triz.
Nunca quis rimar.
Olha, eu to de saco cheio de TV, de livros didáticos, to sem grana, ando muito sem o que fazer.
Escrever é sempre a única maneira.
Sei lá, não te perguntei se eu era mesmo a goiabada do seu queijo. Era?
Ando muito dramática, descabelada, insana, exagerada, é, eu sou mesmo exagerada.
Mas escrever é sempre a única maneira. Eu disse que ficaria bem e estou. Mas arde. Igual cachaça pobre descendo pela goela.
Como caquis sentada na grama, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto do novo cabelo do Felipe Dylon (gosto?) só porque ele não faz me lembrar de nada.
Eu não posso lembrar, não posso.
Eu ando pelas ruas dos ricaços da minha cidade, ah, porque isso não faz me lembrar de nada.
Eu gosto de brincar na areia, mas só se isso não me fizer lembrar de nada.
Mas espere só um pouquinho, pode ser?! Deixe-me lembrar por umas poucas semanas, uns poucos meses, uns muitos porres e amigos. Espere um pouquinho de nada.
Mando-te um sorriso pelo correio.
Mas antes deixe-me pegar frieira de tanto andar descalça, meus cabelos descabelados, meu esmalte descascar.
Deixe-me fazer desse uniforme meu pijama. Deixe-me ouvir a Joplin berrando até que meus vizinhos se rebelarem.
Deixe-me comer chocolates amargos, cultivar umas espinhas.
Deixe-me ler meus poeminhas da Florbela mais uma vez.
Permita-me ser fraca, só por um tempinho, juro.
Essa melancolia toda me inspira. Ah, sempre tem um lado bom.
Melancolia é só uma emoçãozinha pra você, meu bem. Mas eu sou escritora, pra mim é obra-prima.
E eu digo que escrever é sempre a maneira única.
A catarse está chegando, Aristóteles me contou.
Mas antes quero causar impacto, curtir o momento “deep”. São raros para mim.
A cigana disse que teria um final feliz. Mas você disse que ciganas são todas falsas!
A cigana disse que eu era profunda demais mas que meu destino era bom.
Eu iria ter 2 ou 3 filhos e viajar no verão.
Mas eu sei, a catarse está chegando.

By: Desirreé